terça-feira, 21 de março de 2017

O livro sobre um dos maiores estudos a nível mundial, de Experiências de Quase Morte (EQM)

Se já me conheces um pouquinho, sabes que ler é uma espécie de vício pessoal. Leio sobre uma série de temas que me interessam. Mas aqui, só escrevo sobre livros com temas comuns ao blog. Para além disso, selecciono só aqueles que realmente adorei ou os que, mesmo discordando de um ou outro ponto, me trouxeram alguma aprendizagem relevante.

Daí que falar no "Provas de Vida Depois da Morte" do Dr. Jeffrey Long e de Paul Perry, pode soar estranho. Mas acredita que faz todo o sentido, num blog sobre felicidade.

Quando estava a tirar o curso, recordo-me de fazer um trabalho na área de gerontologia (estudo do envelhecimento nos domínios psicológico, biológico e social), onde teria de analisar a forma como os idosos encaravam a morte. Mais tarde, já a nível profissional, pude constatar a veracidade daquilo que tinha estudado. Haviam idosos com muito medo da morte (particularmente sempre que viam algum conhecido a morrer), outros que (tentavam) não pensar muito no assunto (mas que também ficavam meio abatidos quando haviam falecimentos) e outros que não tinham tanto receio da morte. Este último grupo tinha uma particularidade. Sentiam que a sua vida tinha valido a pena (não estavam amargurados e assim), e/ou tinham bastante fé de que havia vida depois da morte. Esta crença fazia literalmente a diferença e, ajudava-os a ter uma velhice bem mais agradável.

A verdade, é que crer que há algo mais depois da morte, dá-nos esperança de que a nossa vida continuará (mesmo que noutro plano), como também na possibilidade de reencontrarmos os nossos entes queridos. 

Pessoalmente, gostava de acreditar nisso. Afinal já passei por perdas bastante dolorosas, como a da minha mãe e da minha irmã. Mas ao contrário do que seria de supor, sempre li bastante sobre como as experiências de quase morte (ou EQM) são na realidade uma ilusão, supostamente causadas pelo nosso cérebro. Parece que só este lado da história, me parecia viável à luz da ciência.

Até que decidi conhecer a outra face da moeda. Pesquisei uma série de livros sobre o assunto e escolhi este, o "Provas de Vida Depois da Morte". A escolha não foi por acaso...

O seu autor principal, o Dr. Jeffrey Long, cresceu no seio de uma família ligado às ciências. O seu pai, por exemplo, chegou a ser nomeado para um prémio Nobel. O próprio Dr. Long enveredou pela área da medicina, sendo especialista em radiologia oncológica. Quanto ao co-autor desta obra, trata-se de Paul Perry, um escritor. Este é pois um livro que aborda este assunto, tendo por base o método científico.

O Dr. Long levou a cabo um estudo, por meio de questionários, a pessoas que passaram por EQM. Este estudo abrangeu pessoas de diversas etnias, idades e culturas, um pouco por todo o mundo.

Ao longo do livro o Dr. Long apresenta-nos 9 provas de que a vida de alguma forma subsiste após a morte. O autor dedica um capítulo a cada uma dessas provas e o mais interessante, apesar da diversidade das pessoas estudadas, é o facto de haver tantos aspectos em comum nas várias descrições.

De entre as provas apresentadas, fala-se de coisas como um nível de consciência mais elevado do que o da vida quotidiana, o facto de se conseguir ver e ouvir conversas do pessoal médico (ou até do que se passa em salas ao lado), o facto de pessoas que vêem mal ou que são totalmente cegas verem nitidamente, as revisões de experiências de vida, o encontro com familiares já falecidos, etc.

Juntamente com a descrição destas experiências e tentativa de interpretação das mesmas, são descritos relatos de quem passou por tal. São analisados estatisticamente a percentagem de casos de quem teve EQM e que passou por determinada experiência. São inclusive descritos os argumentos dos cépticos contra cada uma das evidências e, de seguida, contrapostos, com justificações para cada argumento.

O livro é realmente muito interessante, especialmente para quem se encontra numa fase final da vida, ou que tenha perdido entes queridos. Trata-se de uma leitura reconfortante.

Algo que me impressionou (e que os cépticos não conseguem explicar) é quando alguém «se encontra» com um familiar que desconhecia até então (por exemplo por ter falecido há muitos anos), e mais tarde encontra uma foto daquele familiar e lhe explicam quem é. É algo que sempre me intrigou e para o qual não tenho uma explicação lógica (excepto a de que talvez exista algo mais, para além desta vida).

Um tema que gostaria de ter visto mais desenvolvido, foi a parte das EQM não ocidentais. Li algures que o encontro com Seres Espirituais (que é algo que também acontece com frequência), varia consoante a religião, sendo por isso algo influenciado pela cultura. Neste capítulo, são porém relatados mais factores em comum, do que propriamente divergências. No estudo do Dr. Long, não foram encontradas diferenças culturais significativas (o que há por vezes são diferentes formas de interpretar uma mesma experiência).

Após vários anos de investigação, o Dr. Jeffrey Long passou a acreditar que realmente existe vida após a morte. Como ele mesmo refere "As descobertas da NDERF (Near Death Experience Research Foudation) e de outros estudos sobre as EQM concordam com a conclusão de que na consciência e na memória existe muito mais do que se pode explicar unicamente pelo nosso cérebro físico".

Este livro dá sobretudo esperança. Impressiona pela positiva, especialmente pela vontade do autor justificar qualquer dúvida que possa existir no nosso ser.

Não sei qual é realmente a realidade, 
mas com esta leitura fiquei com menos receio da morte 
e, sobretudo, com esperança 
de que talvez um dia possamos rever os nossos entes queridos. 
Quem sabe...

Foto: wook.
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segunda-feira, 20 de março de 2017

Pensamento/Lema da semana #337


"É difícil organizar-se quando não tem nenhum método definido ou muita motivação para isso."
Thais Godinho

Foto: Kaboompics
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segunda-feira, 13 de março de 2017

Pensamento/Lema da semana #336


"O exemplo tem mais seguidores do que a razão." 
John Christian Bovee

Foto: Pexels
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quinta-feira, 9 de março de 2017

Por onde anda a tia N.


Há uns anos atrás escrevi sobre a minha tia N., talvez a única pessoa que conheço genuinamente feliz. Admiro-a tanto! Teve bastantes amarguras na vida, nasceu numa família bastante pessimista e ainda assim, mantém o sorriso. Não foi à escola, mas em palavras simples traduz aquilo que a psicologia positiva estuda há muito.

Hoje a tia tem 91 anos. Teve uma série de quedas sucessivas, que a debilitaram. Chegou a estar numa cama, mas recuperou. Voltou a andar, apesar de ter ficado mais dependente. As duas filhas são pessoas doentes, pelo que a tia optou por ir para o Lar de Idosos lá da terra. A filha que vive perto, visita-a todos os dias. A outra, quando vem à terra faz exactamente o mesmo.

Ainda assim... sempre de sorriso no rosto. O seu quarto (bem bonito, por acaso), é como se fosse a sua nova casa. Passa os dias ocupada, em trabalhos manuais, a fazer exercício, a cantar ou até a participar em filmes. Sempre que folheio o boletim daquele Lar, lá está ela, muito entretida nos seus afazeres. Já por duas vezes enviou um desenho com uma mensagem especial para a minha filha. A Letícia faz-lhe o mesmo e ela fica com a lágrima no olho. Não de tristeza, mas porque é bom sentir-se amada, e ela é, sem sombra de dúvida.

Certa vez perguntei-lhe: "Tia, como tem genica para tanto? Está sempre ocupada." Ela responde: "Às vezes sabe Deus, com as dores nem me apetece. Mas depois digo a mim mesma que não pode ser. Tenho de fazer um esforço e continuar em frente. Quando dou por mim, já estou entretida com qualquer coisa e até me sinto melhor".

Outra coisa que admiro é o facto dela não se deixar contagiar pelas pessoas pessimistas que por vezes a rodeiam. Ela diz: "Só tenho pena que a minha colega de quarto não seja lá muito faladora... Ao menos não me chateia quando quero descansar. E fora do quarto, tento juntar-me às pessoas que gostam de estar entretidas  como eu, que são mais bem humoradas. Entretemo-nos com algum trabalho manual e a conversar... tanta tropelia que eu fiz na juventude!". Logo de seguida conta-me uma das suas 1001 histórias, com detalhes picantes incluídos. Eu e a família rimos até às lágrimas.

Depois diz-me aquelas coisas queridas como: "Para mim, és como uma filha!" Não tem vergonha de dizer o que sente. E eu retribuo, dizendo-lhe que para mim ela é como a minha segunda mãe. E sinto-o assim. Talvez o facto de ela dar tanto amor, acabe por lhe retribuir na mesma moeda.

Não aprendeu nos livros. É assim naturalmente e, por isso, uma das minhas maiores fontes de inspiração. Em tempos passei uma tarde com ela e aproveitei para lhe perguntar como é que ela conseguia ser tão feliz. Tem que ver com a sua atitude perante a vida e ela ensinou-me isso em 14 lições (podes espreitar o que ela me disse, neste post). Nem sempre sigo o seu exemplo. Mas basta-me recordar as suas palavras para a vida me correr melhor. E então só me apetece dizer: "Obrigada tia! Gosto mmmuuuiiitto de ti!"

Foto: skeeze
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terça-feira, 7 de março de 2017

Gestão de tempo e felicidade


Sendo mãe de duas crianças pequenas, e tendo uma multiplicidade de tarefas para cumprir diariamente, desejava tanto que o tempo esticasse... Eu e acredito que muita gente. Mas como esse milagre ainda não é possível (pena!), para isso se inventou a gestão de tempo. 

Porque a gestão de tempo é relevante para a felicidade
A verdade é que a nossa felicidade depende em grande parte da forma como ocupamos o tempo. Para sermos felizes precisamos de tempo para nos dedicarmos a:
a) relacionamentos significativos;
b) actividades significativas (tempo para nós próprios e para a concretização dos nossos objectivos pessoais);
c) estratégias que nos tornem emocionalmente mais positivos (isto quando não tivemos a sorte de nascer genuinamente felizes).

Por outro lado, sabes quando nos sentimos em constante pressão, sem controle sobre a nossa vida, apressados e cheios de trabalho? Estas sensações, quando sentidas com excessiva frequência, podem evoluir de um stress dito «normal», para algo mais extremo como um esgotamento ou depressão.

Precisamos por isso de respirar! Se por um lado é importante que sejamos produtivos nos nossos afazeres, também necessitamos de descansar e de nos ocupar com o que nos faz felizes.

A boa notícia é que, tal como como refere Daniel Kahneman "(...) o uso de tempo pode ser, das causas determinantes do bem-estar, a mais susceptível de melhoramento." Lá está, tal é possível através de uma gestão eficaz do nosso tempo. Mesmo que não se façam milagres, muita coisa pode melhorar na nossa vida.

Como podes gerir o teu tempo, para seres mais feliz


Podes tomar medidas como:
- incrementar a tua produtividade no trabalho, mas sair a horas;
- incrementar igualmente a produtividade nas tarefas domésticas;
- evitar a procrastinação;
- simplificar a tua vida, destralhando o que não te faz falta em casa e no trabalho;
- definir claramente as tuas prioridades e, em função disso, restringir ao máximo as actividades dispensáveis;
- ocupar o teu tempo livre sabiamente (um dos erros mais comuns das pessoas é, durante o seu tempo livre, ao invés de o ocuparem na procura da felicidade, não fazerem absolutamente nada - isto quase que diariamente. Opta por te ocupares com actividades que, segundo a ciência, te podem tornar mais feliz);
- reservar tempo na tua agenda para actividades que te façam feliz e/ou para estares com as pessoas que mais amas;
- não te envolveres em demasiadas actividades, mesmo que agradáveis e significativas (os excessos comprometem a nossa felicidade, pois quando temos demasiadas coisas para fazer, por melhores que sejam, fazem com que não consigamos apreciar a experiência).

Sugiro-te ainda a leitura de alguns posts, que podem ajudar-te a gerir melhor o teu tempo:

Como diz Tal Ben-Shahar: 
"A «abundância de tempo» é um prognosticador consistente do bem-estar." 
E nada melhor para o conseguir, do que uma gestão de tempo eficaz.

Fotos: 1.ª annca; 2.ª Unsplash.
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segunda-feira, 6 de março de 2017

Hoje estamos no Jornal i

Se hoje comprares o Jornal i, presta atenção à reportagem sobre Blogues, pois estamos por lá.

Espero que gostes! 😊









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Pensamento/Lema da semana #335


"O guerreiro de luz sabe que as batalhas que travou no passado
acabaram sempre por lhe ensinar alguma coisa."
Paulo Coelho

Foto: Pexels
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quarta-feira, 1 de março de 2017

Já espreitaste a revista "Pais & Filhos" deste mês?

Já está nas bancas a revista "Pais & Filhos" de Março de 2017, que desta vez contou com a colaboração da "Felicidade é o Caminho".

Na capa, como já seria de prever, o artigo tem que ver com o tema "Família - Aprenda a ser feliz com (muito) pouco". Já o título do artigo, que se encontra na página 62, é "Felicidade à dinamarquesa" e aborda tão falado hygge. Explica o conceito, a sua relação com a felicidade e como o podemos trazer para a realidade portuguesa.

O artigo é de autoria de Ana Sofia Rodrigues. Desta vez colaborei como entrevistada.

Espero que gostes do artigo, e sobretudo que te inspire a melhorar a tua vida. Espreita também o resto da revista, pois tem outros artigos bem interessantes.

E é tudo por hoje. Boa semana!

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