segunda-feira, 19 de junho de 2017

Pensamento/Lema da semana #350


"O que gera felicidade não é a quantidade de coisas que temos, 
mas o modo como desfrutamos da vida." 
Charles Spurgeon

Foto: Liu Hong Hezhengshi
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sexta-feira, 16 de junho de 2017

Metáfora: "Encontro com São Pedro"

Hoje vou contar-te uma metáfora. Traduz o que se passa muitas vezes, neste mundo corrido. 

Agora peço-te. Abranda e reflecte um pouco sobre este texto:

"Um homem morreu e foi para o Céu. Às portas do Paraíso encontrou-se com São Pedro, que lhe deu as boas-vindas e lhe perguntou o quão desfrutara do tempo que passara na Terra. 

- Foi bom - respondeu o homem - mas, de certa forma, a vida acabou por não ser tão boa quanto tinha pensado que seria. 

- A sério? - indagou São Pedro. - Então porquê? Tinhas uma família que te amava, um emprego em que eras bom, uma boa casa e podias tirar férias todos os anos. Parece ser o tipo de vida com que a maior parte das pessoas seria perfeitamente feliz. 

- Mas foi exactamente por isso - retorquiu o homem. - Eu não era feliz. Tinha todas as características do sucesso e esforcei-me para ser uma boa pessoa, mas nada disso me fez realmente feliz e não sei porquê. A sério que não podia ter tentado mais. 

- Então esforçaste-te sempre para seres feliz? - perguntou São Pedro. 

- Sempre  - respondeu o homem. Mas nunca pareceu resultar. Lutei durante toda a minha vida para ser feliz e empenhava-me com todas as forças em tudo o que fazia. Esforcei-me tanto que nem tinha tempo para fazer as coisas que queria fazer.

- Que tipo de coisas? - perguntou São Pedro.

- Oh, só ter tempo para brincar mais com os meus filhos, ir passear nos dias soalheiros, tentar dedicar-me à pintura ou olaria ou escultura. Na verdade eram só coisitas parvas, por isso dediquei a minha energia às coisas importantes, como o trabalho e ser presidente de vários comités que valiam a pena.

- Mas aí é que está o problema - respondeu o santo, amavelmente. - Andavas tão ocupado a tentar concretizar as coisas importantes que achavas que te dariam felicidade que deixaste escapar por completo todas as pequenas coisas que realmente te fariam feliz. Se tivesses parado, descontraído e permitido que a felicidade te encontrasse, terias sido feliz, mas estavas sempre tão ocupado que a felicidade nunca conseguiu acompanhar-te." 


Em suma, 
é importante dedicarmos tempo às nossa obrigações,
lutando para ter o necessário para as nossas necessidades e da nossa família.
Mas no caminho da vida,
não devemos descurar de quem está ao nosso lado,
devemos dedicar-lhes tempo e atenção.
Também às coisas simples da vida,
aquelas que nos fazem felizes,
devemos dedicar tempo da nossa agenda.
Só assim a vida valerá a pena,
e aí, teremos chances de ser felizes.

Fonte da metáfora: AVERY, Matt; "50 Segredos das Pessoas Felizes"; Editora Self; Carcavelos; Janeiro de 2016.
Foto: Gewa
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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Actividades "hygge" que faço com a minha filha


Há algum tempo que queria escrever sobre actividades, que faço actualmente com a minha filha. Já escrevi um post do género há uns anitos, mas entretanto algumas coisas mudaram. A princesa transformou-se numa linda menina e já tem 9 anos (como é possível o tempo passar tão rápido?...). O irmãozinho nasceu. Há muita coisa que fazemos a 4. Algumas actividades deixaram de fazer sentido, outras vieram em seu lugar. Mas o que importa é que continuamos cúmplices como sempre. Para lá dos legos, do jogo da bola, dos passeios com o irmão, ainda partilhamos muita coisa juntas.

Devo dizer que a filosofia hygge nos tem influenciado bastante. São momentos destes que trazem felicidade ao nosso dia-a-dia. hygge tem que ver com o apreciar das coisas simples: acender velas, beber uma caneca de chocolate quente, estar no quentinho enquanto uma tempestade cai lá fora, sentarmo-nos num recanto acolhedor a ler um bom livro... 

Partilho contigo o que costumamos fazer. Quem sabe se poderá servir de inspiração...

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1 -  Jogos de tabuleiro

O nosso mais recente vício é o Cluedo. Mas também entram aqui o Monopoly, o Trivial Pursuit, as cartas...

Normalmente criamos a atmosfera ideal (o que inclui velas e o desligar de aparelhos electrónicos). Depois... é só desfrutar.
2 - Caça ao tesouro com enigmas

Desde bem pequenina que a Letícia gosta de caças ao tesouro. Posso dizer que é uma das suas actividades favoritas (principalmente na Páscoa, em que já se transformou numa tradição familiar).

Mas para manter o interesse, agora as pistas são enigmas. As soluções ou têm a ver com algo que ela aprendeu na escola ou ensinam-lhe algo de novo. Mas é sempre interessante!


3 - Passeios na Natureza

Esta actividade é normalmente realizada a quatro.

Escolhemos um lugar especial, para dar um passeio na Natureza. Pode ser num parque da cidade, num jardim ou até na floresta. O que interessa é respirar ar puro, observar os animais, sentir a beleza das flores, observar os detalhes das paisagens.

Podemo-nos sujar um pouco 😉, mas é super-relaxante!


4 - Jogo das coisas belas

Esta actividade fazemos normalmente na ida ou vinda da escola, ou após o jantar.

A ideia é dar uma volta de carro (ideal para dias mais frescos) e ir assinalando à vez, detalhes bonitos da paisagem.

Assim saboreamos mais a viagem e ela aprende a apreciar a beleza à sua volta. Está aliás comprovado que o «saborear» permite, de forma rápida, aumentar o optimismo e reduzir o stress e as emoções negativas.


5 - Culinária afectiva

Aqui o prazer não está só no degustar. O divertimento começa logo com os preparativos (o pôr dos aventais, o buscar dos ingredientes...) e continua com a confecção (a preparação da receita, a decoração...).

Tudo isto envolvido com muita conversa e risadas. Por vezes, com música de fundo.





6 - Refeições especiais

Não é tão difícil tornar as refeições especiais. Uma mesa decorada com amor, um empratamento bonito, comfort food, umas velas acesas...

Em algumas alturas do ano, dependendo do horário, também fazemos refeições ao nascer ou pôr-do-sol. É mágico!





7 - Destralhar e organizar

Para nós isto não é uma tarefa, é algo com que nos divertimos imenso.

O que estava feio, fica bonito. O que não interessa vai embora. Fica o que traz alegria. Pesquisamos ideias na Net, destralhamos e tentamos aplicar as ideias na prática. No fim, sabe sempre bem espreitar o resultado... várias vezes! 😂


8 - Projectos DIY

Esta é outra das actividades que mais agradam à minha filha.

Pesquisamos ideias na Net, mas por vezes, basta-nos a imaginação. E criamos de tudo um pouco: agendas, objectos decorativos, organizadores...

Presentemente já temos projectos em mente para as férias. Queremos redecorar algumas áreas do quarto dela. Depois partilhamos.


9 - Livro da família

Em tempos sugeri como actividade para  a felicidade, a criação de um «livro da família». A ideia é escolhermos um livro bonito, e nele registarmos coisas giras sobre a família: a árvore genealógica, os episódios e curiosidades da história da família (aquele tio famoso, como o avô João conheceu a avó...), as receitas de culinária tradicionais, os factos importantes, o porquê de se chamarem assim, etc. Podemos ilustrá-lo com fotografias ou outras coisas interessantes.

Comprámos este livro artesanal em Sintra. Achámos que era perfeito para a função. Em tempos também fiz um post sobre o que descobrimos na investigação das nossas raízes familiares.  

Devo dizer que é uma actividade muito, muito gira!

10 - Sessão de cinema

Por vezes vamos ao cinema. Outras vezes, assistimos ao filme em casa.

Tem é de envolver uma sala escurecida e muitas pipocas. Em casa ainda temos um extra: uma manta quentinha nas noites de Inverno. Nada mais hygge!






11 - Spa caseiro 

Aqui está uma actividade que nos acalma, do stress do dia-a-dia. Até o mais pequenino já gosta!

Preparamos o ambiente. Uma música calma ou sons da Natureza, especialmente do mar. Uma loção hidratante. Umas velas (atenção que quando se usam velas temos de arejar a divisão, para não ser prejudicial).

Depois marcamos no despertador cerca de 10 minutos. Cada um espalha loção hidratante nas costas do outro e faz-lhe uma massagem. Depois trocamos e quem recebeu massagem nas costas é quem agora faz - durante mais 10 minutos.

É super, super relaxante!

12 - Meditar ou praticar visualização criativa

Preparamos novamente uma atmosfera relaxante.

Quando o objectivo é meditar, pego no livro da foto, o "52 meditações para crianças" da Susana Guerreiro e escolho uma das meditações propostas.

Já na visualização criativa, fechamos os olhos e vamos descrevendo imagens e as sensações de coisas boas, com o máximo detalhe. Descrevemos experiências positivas que vivemos (o que aconteceu de bom, como nos sentíamos), lugares lindos por onde passámos (incluindo os cheiros, os sons, as imagens), passeios que desejamos fazer, sonhos que queremos alcançar, etc. 

13 - Ler embrulhadas numa mantinha ou na cama

Já não lhe conto histórias. Agora lemos lado a lado. Sempre antes de dormir, quando o pequenino já dorme e o pai se entretém com o seu hobby.

Por vezes vamos para o nosso futuro hyggekrog (um lugar acolhedor, onde temos uns cadeirões confortáveis, umas mantinhas e a melhor vista da casa). Mas, por norma, lemos na caminha dela.

É super calmante, antes de dormir.


14 - Demonstrar gratidão

Antes de deitar, cada uma de nós fala de três coisas boas que nos aconteceram, pelas quais nos sentimos gratas. É uma boa forma de fortalecermos o sentimento de gratidão.

Antes já o fazíamos, mas alterámos um pouco as «regras». Já não o fazemos todos os dias, porque acabávamos por nos habituar e não fazia o efeito desejado (trazer mais felicidade à nossa vida). Assim, fazêmo-lo... quando nos apetece. Também já não falamos só do que aconteceu naquele dia específico. Se nos apetece recordar as últimas férias... Porque não?

É algo muito hygge. Traz-nos emoções positivas, mesmo antes de dormir.


Podes estar a perguntar-te: mas como terei tempo para estas actividades?

Depende da actividade. No nosso caso, algumas realizamos no caminho da escola, outras ao fim-de-semana, nas férias ou quando o Luquinhas dorme. Algumas envolvem a família toda ao serão (em vez de assistirmos TV ou de navegarmos na Net, optamos por estas actividades), outras são partilhadas só entre mim e a Letícia, quando estamos sozinhas (o pequenino já dorme e o pai está no seu hobby).

Não é tão difícil quanto parece. Por vezes é mesmo uma questão de escolhas. E os miúdos acabam por se divertir bastante (vá, e nós também).

Fotos: 1.ª Jill111; restantes - Mafalda S.
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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Pensamento/Lema da semana #349


"Felicidade começa quando tomamos a decisão de sermos felizes.
Este é o primeiro passo que devemos dar
para podermos desenhar com sabedoria
o nosso próprio caminho."
Frei  Pedro Cesário Palma

Foto: Katerina Knizakova
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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Tulip, um bloco de notas ao estilo hygge


Sentada numa cadeira de madeira, à luz do pôr-do-sol. Ao lado, uma bebida quente - sabor a café, com um toque de caramelo. Uma brisa amena tocava-me o rosto, enquanto abria aquele pacote bonito... 

Lá dentro estava o bloco de notas Tulip, enviado pela Filipa. Feito por ela. Com muito amor e bem ao estilo hygge. Tenho de dizer que adorei! É um bloco que realmente nos inspira a parar e a reparar nas coisas simples da vida. É hygge sem dúvida alguma.


O bloco está dividido em 4 partes essenciais:
  • To do list - para não nos esquecermos das tarefas importantes;
  • Free Writing - para escrevermos o que nos vai no pensamento;
  • Special Words - para registarmos as coisas que nos fazem sorrir, sonhar, ser felizes...;
  • Quotes - um conjunto de frases simples e inspiradoras, para animarem os nossos dias.


Tem imensas folhas em branco para escrevermos o que nos vai na alma. Aquilo que o bloco pode trazer de positivo, segundo a Filipa, é o simples facto de permitir às pessoas "abrandarem o ritmo frenético do dia-a-dia para registarem o que realmente lhes traz felicidade e assim darem importância às coisas simples da vida que muitas vezes passam despercebidas porque andamos sempre a correr. Ao escrevermos os momentos que nos trazem felicidade, os nossos sonhos, o que motiva os nossos sorrisos é uma forma de tornar o nosso dia mais feliz".


E a verdade é que por vezes precisamos de uma ajudinha. Este livrinho, faz-nos lembrar que devemos dar valor ao que temos por garantido.  Que temos tanta coisa boa à nossa volta, pelas quais nos podemos sentir gratos.


Algo que me também me agradou é o facto de ser muito prático de usar. Com tamanho A6, são perfeitos para nos acompanharem em qualquer lugar, pois cabem facilmente nas nossas bolsas.


Perguntei à Filipa de onde surgiu a inspiração para criar o bloco de notas (sim, eu gosto de saber a história por detrás das coisas).

Ela contou-me então o seguinte: "Tudo começou quando eu ofereci à minha cunhada 'O Livro do Hygge - O segredo dinamarquês para ser feliz' [eu própria já falei desse livro aqui]. Ela estava numa fase em que precisava de um miminho e pareceu-me oportuno oferecer-lhe este livro. Depois comecei a pensar: porque não fazer um bloco para que ela possa registar os momentos que a fazem feliz de modo a que, quando estiver triste, consiga recordar aquilo que realmente importa? E assim foi. Fiz-lhe o bloco e ela adorou e disse porque não fazes o mesmo para outras pessoas? Eu pensei: se consegui fazer alguém feliz, porque não tentar o mesmo com os outros?".


E assim surgiu este bloco lindíssimo...


... cheio de imagens e palavras inspiradoras.


Para mais informações, ou se quiseres encomendar o teu próprio bloco Tulip, contacta a Filipa pelo seguinte e-mail: tulip@outlook.pt

Quanto a mim, resta-me agradecer: "Obrigada Filipa! Adorei o teu trabalho!".

Voltando àquele dia. Enquanto saboreava a bebida de café e caramelo, escrevi as minhas primeiras palavras no bloco Tulip. Falavam de gratidão e creio que do pôr-do-sol.

Fotos: Mafalda S.
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terça-feira, 6 de junho de 2017

Como manter a casa limpa e arrumada diariamente #4 - Planear as tarefas domésticas


Hoje vou falar-te de um dos principais segredos para manter a casa limpa e arrumada: o planeamento.

Planear significa distribuir tudo o que temos para fazer, pelo tempo que temos disponível. Significa definir prioridades, criar rotinas. Facilita-nos a vida, para termos tempo para o mais importante. Ajuda-nos a criar o refúgio caseiro, com que sempre sonhámos.

Eis algumas sugestões, para planeares as tuas tarefas domésticas:

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Uma «agenda doméstica» pode ser utilizada para planear limpezas,
destralhes, ementas, etc.
29. Tem uma agenda doméstica - ter agenda não é fundamental, mas ajuda bastante. As nossas ideias tornam-se mais claras quando as transferimos para o papel. Quando escrevemos podemos perceber coisas como: se conseguiremos realizar tudo a que nos propomos, no tempo que temos disponível, ou se é necessário definir prioridades e excluir algumas actividades.

No meu caso, utilizo a agenda para planear as limpezas, os destralhes, as ementas, etc. (podes espreitar o interior da minha agenda aqui).


30. Lista todas as tarefas que tens de fazer - inclui na tua lista todas as tarefas domésticas que te lembres e a frequência com que tens de realizá-las. Há coisas que necessitamos de fazer diariamente (ex. fazer camas, arrumar cozinha), outras semanalmente (ex. limpar os quartos), outras mensalmente (ex. limpar vidros) e outras algumas vezes por ano (ex. limpeza da Primavera).

Se não tiveres tempo para tudo, terás de definir prioridades e rever coisas como a frequência com que realizas algumas tarefas (ex. podes não ter tempo para lavar os vidros todas as semanas, pelo que podes optar por fazê-lo 1 vez por mês). Pode não ser o que desejarias, mas é o possível...

31. Planeia com um mapa de organização de tarefas - isto sim, é IMPRESCINDÍVEL, para te ajudar a cumprir tudo a que te propões. Distribui as tarefas que listaste anteriormente, por um mapa semanal ou mensal (conforme preferires - o meu é semanal).

Este mapa será o teu plano de limpezas (ou de tarefas domésticas, se incluíres outras actividades). A ideia é fazeres um pouco cada dia, para ficares com o fim-de-semana ou dias de folga mais disponíveis.

No meu próprio plano, incluo tarefas além da limpeza, como as compras ou tarefas relacionadas com o blog. Mas também incluo tempo para passar em família. Por vezes, quando não definimos esse tempo, acabamos por estar continuamente a realizar tarefas - afinal, estas estão sempre a surgir. Há pois que impor limites, para termos tempo para quem mais amamos.

O plano é uma coisa muito pessoal, deve ser adaptada à realidade de cada um. Este é o meu (clica na imagem, para veres melhor):

A distribuição de tarefas por um mapa semanal ou mensal,
é IMPRESCINDÍVEL, para cumprir tudo a que nos propomos.

Notas adicionais sobre o meu plano
:
  • Não inclui algumas tarefas por não terem a ver com tarefas domésticas (ex. levar a filha à escola) ou por serem demasiado específicas (ex. na «preparação da refeição do dia», já incluo a preparação da lancheira da minha filha); 
  • Não incluo tarefas que são realizadas por outras pessoas (ex. o lixo é deitado fora diariamente, mas é o meu marido que o faz); 
  • Quando não defino horário específico, significa que uma actividade é realizada algures no período assinalado (ex. «fazer camas e anti-tralha», ocorre algures durante a manhã. A anti-tralha é antes dos miúdos acordarem e o fazer das camas é depois); 
  • Só limpo se estiver sujo (ex.: se o chão da sala não estiver sujo, onde se refere «limpar o chão», não incluo esta divisão. O único chão que costumo limpar diariamente é o da cozinha); 
  • Ao Domingo não preparo refeição porque costumamos almoçar fora e ao jantar fazemos um lanchinho ou comemos sobras do dia anterior;
  • Onde menciono «limpezas» na 6.ª Feira, significa uma limpeza mais profunda (ou faxina) de uma área específica (ex. na cozinha, todos os dias arrumo e limpo algo que esteja sujo [bancadas, fogão, lava-loiça...]. Mas limpar coisas tipo azulejos, janelas ou o interior dos móveis (quando necessário), só o faço na semana da limpeza mais profunda;
  • Nem sempre consigo concentrar a lavagem de roupa ao fim-de-semana (quando fica mais barato lavar). Quando a quantidade para lavar é muita, programo para lavar à noite durante a semana;
  • A limpeza «geral» referida à 6.ª feira, na 6.ª semana, implica fazer uma limpeza mais profunda a alguma área ou objecto (ex. pode consistir na limpeza profunda do congelador, no tratamento das flores da varanda, na lavagem de todos os estores da casa, etc.). 

32. Tenta executar sempre as «tarefas do dia» - a melhor forma de manteres a organização é executar hoje as tarefas do dia de hoje.

Claro que há situações em que isso é impossível. Por exemplo na semana passada, estive doente, e não consegui realizar uma data de tarefas. Mas isso foi uma excepção, tento sempre cumprir o plano.

A verdade é que se dedicarmos um pouco do nosso tempo diário a estas tarefas, evitamos a acumulação de tralha/sujidade, etc. Fica mais fácil limpar e arrumar.

33. Assinala as tarefas concluídas - ok, isto também não é obrigatório. Contudo, dá imensa satisfação constatares que consegues alcançar as tuas metas.

Resultado: reduzes a ansiedade e ainda ganhas motivação para cumprir as tarefas.

Um mapa para registar as tarefas concluídas,
ajuda a reduzir a ansiedade e dá motivação para cumprir tarefas.

34. Cria a rotina para criares o hábito - agora a melhor parte: se executares estas tarefas domésticas seguindo sempre a rotina planeada, elas irão transformar-se um hábito. Isto significa que com o tempo (os especialistas dizem mais ou menos, ao fim de 21 dias), conseguirás realizar estas tarefas de forma mais automática e com menos esforço.

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Vais ver que o planeamento fará uma enorme diferença na tua vida. E o passo seguinte tem a ver com «a rotina diária». Mas isso fica para o próximo post.

Espero que continues por cá!

Fotos: 1.ª HusmanHagberg; 2.ª e 3.ª Mafalda S.
Figura: Mafalda S.
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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Pensamento/Lema da semana #348


"O conflito não é entre o bem e o mal,
mas entre o conhecimento e a ignorância."
Buda

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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Na revista "Progredir" de Junho

É com muita satisfação que, mais uma vez, colaboro com a revista "Progredir". Desta vez, o artigo é sobre "A verdade sobre o dinheiro. Traz ou não felicidade?". Deixei também 10 sugestões  para usares o dinheiro como um recurso para seres mais feliz. Espero que gostes!

Podes consultar a revista online, através deste link:


Se preferires, podes consultar só o artigo, que se encontra aqui:

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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Pensamento/Lema da semana #347


"Há pessoas que perdem demasiado tempo a odiar
e muito pouco tempo a amar.
Não quero ser uma dessas pessoas!"
Mafalda Sousa
(eu própria, num momento de inspiração 😉)

Foto: Unsplash

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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Uma deliciosa receita vegetariana: Wraps de Ratatouille


Gosto de comida saudável com sabor, textura, cores. Gosto de sentir que o que faz bem ao corpo, também pode ser comfort food. Esta é uma daquelas receitas que me faz sentir assim. 

Adaptei-a do livro Ingrediente Secreto 1, do Henrique Sá Pessoa (um chef, cujas receitas nunca me deixam ficar mal). Partilho agora contigo a minha versão. Espero que gostes!







Ingredientes
1 embalagem de Wraps;
Creme vegetal para barrar (costumo usar Becel);
Folhas de alface lavadas, cortadas em pedaços grandes e sem o talo;
100 g de cebola roxa picada;
10 g de alho picado;
100 g de pimentos vermelhos sem pele, cortados aos cubos;
100 g de pimentos amarelos sem pele, cortados aos cubos;
100 g de curgetes com casca cortados aos cubos;
100 g de beringelas com casca cortadas aos cubos;
100 g de tomates cortados aos cubos;
2 colheres de sopa de polpa de tomate;
10 folhas de manjericão picadas,
sal q.b.
pimenta q.b.
azeite q.b.
(Nota: sempre que poderes, opta por ingredientes de origem biológica).

Modo de preparação:
Barra as folhas de wraps, de um dos lados, com creme vegetal (se quiseres podes aquecer as folhas previamente na frigideira ou microondas, conforme instruções da embalagem; se o fizeres, tem de ser antes de barrares com o creme). De seguida coloca alguns pedaços de alface por cima do wrap.

De seguida aquece um pouco de azeite e adiciona a cebola-roxa. Assim que começar a ficar translúcida adiciona o alho (adiciona-se só agora, para não queimar). Refoga em lume baixo.

Entretanto adiciona a beringela e um pouco mais de azeite (pois esta tende a absorvê-lo). Refoga uns 5 minutos em lume brando. Adiciona os pimentos vermelhos e amarelos, e refoga mais uns 4 minutos. Junta as curgetes e deixa cozinhar cerca de 3 minutos. Acrescenta a polpa de tomate e deixa em lume brando mais 4 minutos (se necessário, podes acrescentar um pouco mais de azeite). Por último, junta o tomate e tempera com sal, pimenta e o mangericão. Retira do lume e deixa arrefecer um pouco.

Coloca o ratatouille sobre os wraps, com um utensílio tipo escumadeira (para não encher o wrap de molho). Enrola os wraps e serve de imediato (na foto não está enrolado, apenas para mostrar o aspecto do ratatouille, mas podes enrolar com a forma habitual dos wraps).

E agora é deliciares-te com algo tão simples e saudável. Quem sabe rodeado/a pela família. Quem sabe a ver a tua série favorita. 

Bom apetite!

Foto: Mafalda S.
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terça-feira, 23 de maio de 2017

Como ultrapassei a depressão



"Aquilo em que nos concentramos, crescerá.
Podemos fazer crescer a nossa felicidade e a nossa positividade, 
aprender a ser optimistas
mesmo tendo nascido pessimistas
e desenvolver as nossas forças.
Pode não acreditar,
mas há mesmo luz no fundo do túnel."
Miriam Akhtar

Como tudo começou
Não nasci numa família propriamente optimista. Para além disso, a minha infância incluiu estar doente com frequência e a sombra da morte da minha irmã. Mas apesar de tudo, posso dizer que tive uma infância feliz. 

O ambiente em casa era cheio de carinho. Fartei-me de brincar, principalmente no meio da Natureza. A escola era um lugar onde adorava estar, dadas as boas notas e a presença dos amigos. Tinha dois animais de estimação invulgares: um gaio e um cordeirinho. Vivia numa aldeia onde todos se conheciam: desde o padeiro que sempre me dava um pão quentinho, ao vizinho Testemunha de Jeová que falava constantemente de Deus, à minha avó - que morava um pouco mais abaixo - que fazia vestidos lindos para as minhas bonecas e aqueles deliciosos fritos de Natal, ao avô que jogava comigo às cartas e me fazia um baloiço no quintal... Foram tempos muito agradáveis!

Mas um dia tudo mudou. A minha mãe ficou doente. Numa época em que os tratamentos não eram tão eficazes, o cancro acabou por se espalhar por todo o corpo. Acompanhei o seu sofrimento. Passei muito tempo em Lisboa, para poder visitá-la no hospital. Quando melhorava regressava a casa, mas era sempre por pouco tempo.

Fui buscar o diário dessa altura, e uma entrada no dia do meu aniversário foi assim:
Sábado, 24 de Julho de 1993 - 13 anos 
"Querido Diário, hoje foi o dia dos meus anos, e nunca passei um aniversário tão triste. Tão triste porque a minha mãe foi para o hospital com falta de ar (nada de bronquite, infelizmente descobriram que ela tem líquido num pulmão). Mesmo doente ainda ia a pedir aos meus primos para me cantarem os parabéns. Mas sem ela... nada valia a pena, acabei o meu 13.º aniversário a chorar."

Recordo-me das últimas palavras que ela me disse: "Tenho tanta pena de nunca poder ver os meus netos. Da tua irmã, não vi, porque ela se foi primeiro. E agora vou eu, e não poderei conhecer os teus filhos. Mas gostarei sempre de ti!Entretanto, regressei à terra e dois dias depois deu-se o pior. Sinceramente, tudo aquilo me parecia um pesadelo. Tinha esperança de acordar e de tudo ser diferente. Mas a realidade não foi assim.

O problema é que pouco depois, todo o ambiente familiar mudou também, conforme esta passagem do meu diário:
Terça-feira, 25 de Janeiro de 1994 - 13 anos
"Querido Diário, sinto-me tão triste! Não imaginas a falta que a minha mãe me faz. Cada vez parece que a saudade fica maior. 
Para além da sua presença, que me faz tanta falta, há coisas que perdi para sempre. Embora ela me chamasse a atenção quando eu errava, sempre me fez sentir que era para meu bem. Era ela quem me «ouvia» e hoje não tenho isso. E olha que às vezes, preciso de desabafar... como toda a gente, penso eu. Era ela que ficava contente com as minhas boas notas. Era ela que estava sempre ao meu lado, se tinha algum problema. Era ela que me fazia carinhos diariamente, como só ela sabia dar. 
Mesmo na minha família, antes dela morrer, era um lugar bom para se estar. Mas agora, nos últimos tempos, tudo se transformou num pesadelo. As discussões são constantes. Passei de boa menina, a alguém que tem imensos defeitos e pouquíssimas qualidades. Quando faço alguma coisa, há sempre algo que está mal. Se quero falar dos meus problemas, isso são só criancices, porque eu é que arranjo problemas. Quanto aos meus sonhos, isso são só ilusões, pois dizem-me que nunca conseguirei alcançar. Ah! E as boas notas... não interessam, já nem me perguntam por elas.
Estou farta e tão triste. Será que gostam realmente de mim? Duvido. 
A falta que a minha mãe me faz... "

A minha adolescência foi praticamente toda assim. Passei de uma infância bonita, para uma juventude problemática. 

Agora, à distância do tempo, percebo que quem me rodeava também estava a sofrer e não soube lidar com isso. Não deve ter sido fácil, principalmente porque também a minha irmã tinha partido.

Mas ainda aconteceu outro episódio marcante.
Quarta-feira, 26 de Outubro de 1994 - 14 anos
"(...) Nem acredito que isto aconteceu, ainda esta manhã ele estava bem. Mas quando vi o meu avô a entrar por aquela porta, vindo do hospital, nem parecia ele. Ele que sempre teve o rosto corado, vinha pálido como uma parede branca. Perguntei-lhe se sentia melhor. Mas ele respondeu que «não, nem por isso» e fomos caminhando até à cozinha, enquanto os meus tios estavam a verificar a medicação que tinham comprado. Nisto, ele caiu para trás, à minha frente e da minha avó. Começou a fazer uns gestos estranhos, como se estivesse a ter uma convulsão. Ele é careca, e reparei que a cabeça que antes estava pálida, naquele momento ficou toda roxa. Entretanto todos se juntaram na cozinha e eu nem queria acreditar. Chamaram uma ambulância, mas não havia nada a fazer. Corri atá a casa de um outro tio, com as lágrimas a correrem e um certo pânico que me invadia. Tinha de o avisar do sucedido. O pai dele, meu avô, tinha ido embora para sempre." 

Creio que foi aqui, que percebi realmente a finitude das pessoas que eu amava. 

Ainda assim, eu estava cá. Tinha imensos sonhos, e lutava por concretizá-los. Alcançava vitórias, atrás de vitórias, naquilo em que me esforçava. Contudo, sentia a falta da aprovação dos outros. Não tinha ainda capacidade para perceber que poderia ficar feliz por mim mesma. Ficava sempre à espera de uma qualquer aprovação, que muitas vezes não chegava. O ambiente em que vivia, mantinha-se também ele triste, pesado e... acabei por cair nas garras da depressão.

O que sentia
Muita, muita tristeza. Os pensamentos negativos eram recorrentes, incluindo a vontade de desaparecer. Sentia-me cansada e sem energia, até porque tinha perdido o apetite e as insónias eram constantes. A auto-estima era mínima, encontrava mil e um defeitos em mim e qualquer problema era motivo para me pôr a ruminar (a resiliência era coisa que não me assistia). A par disto, uma vontade de chorar enorme e de me fechar no quarto a ouvir músicas tristes ou de contestação. Em suma, vivia numa espiral de negatividade.

O que foi feito
Na altura levaram-me a uma médica, que tinha fama de ser muito competente nesta área. Era neurologista e receitou-me medicação. Nunca fui a um psicólogo. Talvez na altura tivesse ajudado.

Os resultados
Realmente a medicação ajudou, principalmente porque finalmente conseguia dormir. Mas não impedia que de tempos a tempos tivesse recaídas (até porque as causas do problema se mantinham).

Para além disso, nesta abordagem tradicional, o objectivo é conseguir a ausência de doença. E ficava-se por aí. Não implicava propriamente a presença de felicidade. Mas já era alguma coisa.

O que fez a diferença (na altura)


Recordo-me de como foi importante o apoio dos amigos. Junto deles sentia-me bem, como se de repente os problemas ficassem escondidos. Era um alívio desabafar com as melhores amigas. Juntas procurávamos soluções, à nossa maneira. Juntas vivíamos momentos alegres, que balanceavam os menos bons.

Eu própria me sentia útil, tendo um papel importante no seio do grupo. Apesar de não conseguir ultrapassar os meus próprios problemas, tinha imenso jeito para analisar e procurar soluções para os problemas dos outros. Então, quase sempre, quando saía, havia uma fila de gente para desabafar comigo. Saíam sempre da conversa, mais leves e a sorrir, cheios de motivação para agir. Alguns amigos chegavam a dizer, por piada, que eu devia cobrar consulta. Piadas à parte, fazia-me bem ajudar os outros, acho que me distraía dos meus próprios problemas. Hoje penso que se tivesse pedido ajuda a mim mesma, se tivesse fingido uma conversa e pedisse conselhos, conseguiria ter visto mais rápido a luz ao fundo do túnel.

Tive também apoio de duas pessoas muito especiais para mim. Foram uma espécie de mães substitutas. A minha tia P. e, claro, a tia N. Elas sim me escutavam e por vezes até interviam na situação, na tentativa de resolver as causas por detrás da minha tristeza. Nunca irei esquecer isso.

Na época, mesmo sem saber, já escrevia uma espécie de diário de gratidão. Apesar de desabafar nos momentos tristes mais marcantes, a maioria das vezes tentava escrever sobre o que me acontecia de bom. Evitava até escrever sobre coisas más. Assim conseguia perceber, que ainda tinha uma série de coisas, pelas quais me sentia grata.

Por último, sempre me esforcei por alcançar algum objectivo. Participei em concursos de jovens escritores, envolvi-me na música, tentei entrar para o curso que desejava. Na altura, como eram objectivos intrínsecos (que eu própria ambicionava, e não os outros), conseguia arranjar força para ter sucesso em todos eles. Porque no que tocava a objectivos propostos por outras pessoas, parecia que me faltavam forças para fazer o que quer que seja.

Foi isto, a par da medicação, que me manteve à tona. Apesar de toda a tristeza, conseguia que alguns acontecimentos positivos, me abstraíssem do ambiente pesado que sempre se mantinha.

O que melhorou a minha vida radicalmente


Desde há uma série de anos, que deixei de ter recaídas. O que não significa que não possam acontecer, mas tenho esperança que não regressem.

Voltando à minha história, entretanto fui estudar para fora. Casei, comecei a trabalhar e engravidei da minha primeira filha. O ambiente familiar foi melhorando aos poucos. Fomos recuperando os antigos laços e hoje somos uma família unida novamente. As mágoas ficaram para trás, até porque hoje entendo, que quem estava à minha volta também se sentia em baixo, em estado de revolta e achando a vida injusta. Mas o perdão falou mais alto, até porque temos de dar valor às pessoas, enquanto elas permanecem connosco. Hoje posso dizer que estou bem, livre de qualquer ressentimento.

Mas ainda assim, uma depressão deixa marcas e há algo que me fez ultrapassá-la e melhorar radicalmente a minha vida.

Quando estava grávida, tinha-me transformado numa espécie de workaholic, sob pressão constante e com muito pouco tempo para quem mais amava. Os nervos andavam sempre à flor da pele e, francamente temia uma recaída, quanto muito pelo stress e cansaço. Mas o facto de esperar uma criança... fez-me querer mudar! Queria que a minha filha crescesse num ambiente mais calmo e optimista. Queria ser feliz para também a poder fazer feliz a ela.

Foi aí que encontrei o que iria mudar a minha vida para sempre: a Psicologia Positiva. 

Comecei a ler tudo o que encontrava sobre o tema. O foco da psicologia positiva é a felicidade e o bem-estar das pessoas, e aborda temas como: a felicidade, as emoções positivas, o optimismo, a resiliência, a meditação, os pontos fortes, as relações positivas, a fixação de objectivos e a ligação entre o corpo e a mente. Bem, apaixonei-me completamente por esta temática e comecei a aplicar uma série de estratégias para aumentar a minha felicidade e de quem mais amo.

Foi neste ponto que assumi as rédeas da minha vida. Percebi o quanto as minhas escolhas e acções faziam a diferença no meu presente e futuro. Passei também a não depender dos outros para sentir aprovação. Comecei a ficar  feliz, eu própria, com o que tinha melhorado ao longo da vida. Isso tem-me incentivado a criar uma mentalidade de crescimento, ou seja, passei a acreditar que se me empenhar posso melhorar enquanto pessoa. E tento melhorar, na prática.

Alterei também a minha forma de lidar com os problemas. Para ser sincera, não é nada fácil para mim, evitar a ruminação. Mas ao contrário de antigamente, faço um esforço e procuro concentrar-me na busca de soluções. Por vezes, para que as ideias fiquem mais claras, vou fazer alguma coisa que não tenha nada a ver com o assunto (ex. cozinhar, ver um filme cómico, ler um livro, etc.). Quando volto a concentrar-me no problema, já consigo pensar com mais clareza.

Quando cometo erros, tento encará-los como uma liçãoPercebo que para a próxima terei de fazer diferente, e não adianta perder tempo a martirizar-me. Isso ajuda-me a não pensar tão negativo.

Os grandes intervenientes na recuperação da depressão são as emoções positivas. Assim, passei a trazer para o meu dia-a-dia, momentos que me trouxessem essas sensações. E não é nada de complicado, podem ser actividades como: ler embrulhada numa mantinha, assistir ao nascer do sol, dar caminhadas na natureza, fazer um serão de jogos em família, assistir a um bom filme, viajar, etc. A ideia é saborear as coisas simples da vida, muito ao estilo do hygge dinamarquês. (Encontra mais sugestões para este género de actividades, neste post).

Outro aspecto que faz toda a diferença é termos objectivos, alcançáveis, pelos quais possamos lutar. Dá uma enorme auto-confiança saber que temos capacidade para alcançar os nossos sonhos. Mas é fundamental começar por objectivos menores, facilmente alcançáveis, como destralhar uma gaveta. Assim, não daremos o «passo maior que a perna», não desanimaremos com falhas e teremos motivação para coisas maiores (mudar para um estilo de vida mais saudável, destralhar a casa inteira, saldar as dívidas, fazer determinado curso...). 

Passei também a dar um sentido à minha vida, através da descoberta do meu propósito de vida (descobre o teu próprio propósito, com a ajuda deste post). No meu caso, senti que tinha de dar o meu contributo para um mundo melhor, partilhando todo o conhecimento que ia adquirindo sobre a felicidade. A ideia era servir de inspiração. Mesmo que isso requeresse um enorme esforço da minha parte, valeria muito a pena, pela sensação de ajudar alguém a ser mais feliz. Foi aí que nasceu este blog. Apesar de não ter o tempo que desejava para ele, tem feito uma «gigantesca» diferença na minha vida.

Por último, talvez pelo que passei na vida, dou muito mais valor àquilo que tenho. Sinto-me grata, principalmente pela presença das pessoas que mais amo. Tento aproveitar o máximo que posso com eles e não perder tempo com coisas que nada acrescentam.

E o futuro?


Se o que fiz nos últimos anos tem resultado, pretendo manter as mesmas estratégias. Continuar a fazer coisas pelo meu propósito de vida, e, quase que numa base diária, criar momentos para saborear as coisas simples de vida. 

O objectivo é mesmo a felicidade duradoura, para mim e para os que me rodeiam. Para isso quero continuar a aprender mais e mais. E tentar melhorar o o que for possível.

E tu, o que podes fazer?
A depressão é mais profunda do que uma tristeza passageira. Existem também vários graus de depressão, uns mais graves que outros. Para descobrires se estás realmente deprimido/a, experimenta fazer este teste. Tem em atenção que este tipo de testes são extremamente sensíveis aos estados de espírito do momento, pelo que deves pensar em como te tens sentido nos últimos tempos e não só hoje. Se necessário, repete o teste uma semana depois. 

Se realmente estiveres deprimido/a, lembra-te que há luz ao fundo do túnel, e o primeiro passo é procurares ajuda médica e psicológica.

Como referi, acredito que a psicologia positiva, aliada ao tratamento médico faz toda a diferença. Por isso, sugiro-te a leitura do livro "Vencer a Depressão com a Psicologia Positiva" da psicóloga Miriam Akhtar. A autora sentiu a doença na própria pele e, quando nada resultou, foi a Psicologia Positiva que mudou a sua vida. Acho este livro muito, muito bom  (já falei dele neste post).


Vai à luta, porque a vida é demasiado curta
para não aproveitares cada momento.
As tuas acções poderão fazer uma diferença gigantesca na tua vida.
Não desistas, porque mesmo com depressão,
há luz ao fundo do túnel.
Agarra-te a essa luz, e AGE,
para trazeres a felicidade para a tua vida. 

Foto: 1.ª Anemone123; 2.ª Pexels; 3.ª Unsplash
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"A Felicidade é o Caminho" também está aqui:

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