segunda-feira, 31 de março de 2014

sexta-feira, 28 de março de 2014

Tornar o trabalho mais produtivo


A gestão doméstica foi algo que melhorou substancialmente a minha vida. Mais organização, trouxe-me menos stress e, acredita, isso ajudou-me a ser mais feliz do que era há uns anos.

Contudo, ao nível de trabalho também tenho de fazer alguma coisa. A verdade é que por vezes me sinto «esmagada» pela quantidade de tarefas que tenho em mãos. Sinto que nunca tenho tempo para fazer o que pretendo.

Após analisar, concluí que tenho 2 problemas essenciais por resolver:
1) O facto de ser interrompida um número impressionante de vezes ao longo do dia;
2) O facto de ter acumulado uma data de papéis em todas as gavetas da minha secretária.

Ponderando bem, eis o que penso que pode tornar o meu trabalho mais produtivo:
1) Ter uma agenda de trabalho adequada às minhas necessidades (este é um ponto a meu favor, acho que finalmente tenho uma agenda que resulta comigo);
2) Reservar algum tempo por dia para eliminar tralha e organizar a papelada (no meu caso tem mesmo de ser na primeira hora de trabalho. Se deixo para depois, acabo por não organizar absolutamente nada);
3) Organizar um espaço só meu, onde possa trabalhar algum tempo sem estar constantemente a ser interrompida (a minha Direcção já autorizou isto há imenso tempo, mas ainda não tive disponibilidade para criar o dito gabinete de trabalho);
4) Delegar tarefas que podem ser elaboradas por outras pessoas (a verdade é que por vezes não o faço por falta de confiança mesmo, devo admitir. Para além disso, tenho de deixar de ter «mentalidade de bombeiro» e de querer apagar todos os fogos. Talvez se eu despender algum tempo a ensinar os outros e demonstrar exactamente o que pretendo, as coisas corram melhor);
5) Seguir as dicas de organização do escritório, que já utilizei quando organizei o cá de casa.

Espero que estas tácticas resultem!...

quinta-feira, 27 de março de 2014

Usar a Internet de forma útil


Ultimamente ando a mudar a minha postura face à Internet. Eu adoro a Internet, acho que foi um grande salto para a humanidade. Pelo menos poupo imenso tempo no trabalho, recorrendo à Internet. Encontro dicas preciosas para aplicar na minha vida pessoal. E, ok, também me divirto. Mas há mais vida para além da Internet...

A verdade é que, se deixarmos, a Internet pode ser uma grande sugadora de tempo... E esse tempo precioso pode fazer-nos falta (para estar em família, concluir as nossas tarefas, descansar...).

Foi por isso que passei a desligar-me um pouco da Internet... A verdade é que estava registada em vários sites, recebia muita informação e perdia tempo excessivo a navegar. 

Eis o que passei a fazer para não perder demasiado tempo na Internet:
- Limitei o número de plataformas a que recorro diariamente, essencialmente às seguintes:
a) e-mail - ainda assim tenho 3 e'mails: o pessoal, o do blogue e um onde recebo mais publicidade, contas, etc.;
b) facebook - utilizo essencialmente para mensagens pessoais com amigos. Sinceramente não publico muito, muito menos descrevo minuciosamente tudo o que faço... (aliás as minhas publicações são mais ao nível da página do blogue). Apaguei também algumas pessoas que não são realmente meus amigos e não aceito pedidos de pessoas que não conheço.
c) blogger - onde escrevo e onde sigo os meus blogues favoritos;
d) youtube - costumo colocar filmes ou música, enquanto realizo tarefas domésticas;
e) sapo ou google - para saber as notícias do dia (aqui incluo o site "Boas Notícias") e para espreitar os jornais/revistas do dia;
f) flickr (creative commons) - utilizo para colocar imagens no blogue, de outras pessoas, mas tendo a garantia de que não estou a violar direitos de autor.

- Passei a controlar o tempo que passo online (sem ser muito rígida). Normalmente, a partir da hora de jantar é para estar em família. Só recorremos à Internet, por exemplo para ver filmes no youtube.

- Cancelei subscrições de newsletters de vários sites. Presentemente só recebo algumas sobre investigação em torno da felicidade e da wook (adoro estar a par das novidades literárias).

- Falei com os amigos e já muito raramente me enviam aquelas correntes de e-mails, com powerpoints ou mensagens, que honestamente me enchiam a inbox do e-mail.

- Consulto o e-mail praticamente só 2 vezes por dia;

- Não jogo na Internet;

- Passei a escrever para o blogue, praticamente só aos fins-de-semana, o que se tem traduzido numa redução do número de post's. Contudo, desta forma tenho mais tempo para investigar, para as minhas tarefas de casa e para estar em família... e isso também me faz feliz (seria ridículo, se um blogue sobre felicidade se tornasse em mais um factor de stress na minha vida. Assim, pelo contrário, continua a ser uma fonte de prazer).

Contudo a Internet também pode ser útil e uso-a a meu favor:
- poupa-se bastante tempo se pagar as contas online, ou até se fizer compras na rede (em sites seguros, obviamente);
- por vezes navegar um pouco, aprender coisas novas, torna-se relaxante - o importante é não cair em exageros;
- existem dicas preciosas, que podem melhorar as nossas vidas, em blogues e sites. Espreito sempre os meus favoritos;
- o facto de escrever num blogue melhorou substancialmente a minha vida. Sinto que sou melhor pessoa hoje, do que quando comecei esta jornada.

Isto é o que funciona comigo. Não significa que seja a situação ideal para ti. Mas a verdade é que todos temos o mesmo tempo, e devemos ponderar se o estamos a gastar da melhor maneira.

Foto: Chris Gin

terça-feira, 25 de março de 2014

As férias em fotografia: Hungria - Budapeste


Tenho saudades de escrever sobre viagens... Escrever faz-me reviver esses dias felizes. Hoje vou falar de mais uma das paragens na minha road trip pela Europa: trata-se da Hungria, mais propriamente, Budapeste. Posso dizer que este foi sem dúvida um dos meus locais preferidos em toda a Europa (já falei aqui do País Basco em Espanha, de Paris na França e de Estugarda e arredores na Alemanha).

Bom, mas vamos falar da Hungria, ou de Magyarország (nome que os húngaros, ou povo Magyar, chamam ao seu país).

A primeira imagem com que fiquei parecia a de um conto de fadas. Vimos imensas casinhas espalhadas entre um arvoredo deslumbrante. Isto por uns bons quilómetros.

Adiante, a entrada de Budapeste pareceu-me estranhamente familiar. Parece igualzinha à entrada de Faro - para quem vem de Albufeira. Se não fossem aqueles placares publicitários com uma língua estranhíssima, diria que estava no meu país. 


Chegámos assim a Budapeste. Final de Julho e uma temperatura de trinta e poucos graus. O rio Danúbio estava absolutamente deslumbrante. Na foto, está um dos barcos que se enche de turistas para passear naquelas águas, enquanto se vislumbra a romântica Budapeste.


Uma coisa que não esperava: ver tanta gente a andar de bicicleta e a praticar desporto. Aqui podem-se avistar pessoas ao fundo, neste tipo de passeios. Neste parque (uma das muitas áreas verdes da cidade), há de algo interessante. Reparaste que há bancos de jardim individuais? Agora um vislumbre daquela língua estranhíssima. Espreita só na escultura... incompreensível.

É algo que me admira na Hungria. Um povo que sofreu tanta invasão, conseguiu manter a sua língua praticamente inalterada, ao longo de séculos. Mesmo assim consegui aprender umas palavras:
Igen - Sim
Nem - Não
Híd - Ponte (é normal ter aprendido esta palavra, afinal só esta cidade tem 10 pontes!!!)
Duna (pronuncia-se «dunó») - Danúbio (agora percebo porque é que a principal televisão húngara se chama Duna TV)
Köszönöm (pronuncia-se «quesseném») - Obrigado
Szeretlek - Amo-te

Em suma, esta língua é terrivelmente difícil. Mas o interessante é que estive com uma professora de inglês, que me dizia não perceber absolutamente nada quando eu falava em português. Disse-me que o som na nossa língua era muito engraçado... que lhe lhe lembrava algo como o croata... "Croata??!!" - admirei-me, é que não tem mesmo nada a ver.


Mas voltando a Budapeste, aqui está mais uma foto de uma rapariga a andar de bicicleta (há uma ciclovia com duas vias - sinalética incluída - ao lado da estrada principal para veículos automóveis). O melhor de andar por aqui, é que se pode fazer desporto enquanto se observa o Danúbio e os muitos edifícios históricos. Mas mesmo nas aldeias mais pequenas há ciclovias (para ser franca, a ideia com que fiquei, é que pura e simplesmente aproveitaram os passeios das aldeias e colocaram lá um sinal de ciclovia... assim os caminhantes dividem os espaço com os ciclistas).


Aqui está a entrada dos Banhos Széchenyi. Estes banhos termais localizam-se num sumptuoso palácio de 1909, em estilo rococó. Possui piscinas de água quente, interiores e exterior, sauna e spa. O mais giro é que há pessoas a tomar banho, enquanto jogam xadrez. Há noite, este espaço transforma-se numa espécie de discoteca e as pessoas dançam mesmo dentro das piscinas.


Posso dizer que Budapeste me fez sentir - pela primeira (e única) vez em toda a viagem - que tinha poder de compra. Sinceramente, esta cidade lindíssima tem preços muito acessíveis. E foi por isso que pela primeira vez resolvi reservar quarto num hotel 5 estrelas. A experiência realmente vale a pena!

Budapeste é a única capital do mundo com águas termais... cerca de 125 nascentes, que ainda por cima são quentinhas e têm efeitos medicinais. Devido às suas águas abundantes, os celtas chamaram a budapeste Ak-Ink, que os romanos transformaram em Aquincum.

E não é que as piscinas do hotel eram justamente de águas termais? Bem, foram as melhores piscinas em que já estive... Uma estava a 20 e tal graus, mas todas as outras estavam a 30 e tal... uma delas a 38.ºC. Tinha ainda o Spa Afrodite, uma sauna e uma daquelas piscinas com peixinhos (daqueles que costumam ser usados no tratamento da psoríase). Conclusão: fiquei com a sensação de que estávamos numas termas.

Budapeste é na realidade a reunião entre três lugares antigos: Óbuda (= velha Buda), Buda e Peste. Os romanos deixaram por ali muitos vestígios, cujas ruínas têm sido escavadas desde o século XIX. Nós ficámos justamente próximos destas ruínas, e o curioso é que à entrada do hotel existe mesmo o que parece ser parte de uma parede romana, com inscrições em latim sobre o imperador César. 

Mas falando do hotel... foi a primeira vez que andei de carro dentro de um elevador (coisa estranha!). Chegámos ao estacionamento e por breves momentos ficámos impressionados com os automóveis caríssimos de matrícula russa... Depois fomos interrompidos por um funcionário que trazia um carrinho para levar as nossas bagagens. Já no quarto... bem, nunca tinha sentido uns lençóis tão macios (tenho de comprar uns cá para casa). Finalmente tínhamos televisão portuguesa (até a Euronews tinha uma tecla de selecção e podíamos ouvi-la em português). Não sei, mas quando ficamos muito tempo fora, sabe bem ouvir a nossa língua... O hotel tinha ainda as habituais lojas de souvenirs. Comprei alguns (os meus objectos de decoração preferidos são mesmo recordações de viagens) e também, como já é hábito, um livro sobre o local.

As manhãs no hotel começavam ao som de música calma. A Letícia deliciava-se com o que encontra-se mais parecido com o pequeno-almoço português (por exemplo leite com chocapic). Mas nós tentávamos experimentar o que fosse novo para nós. Ali é hábito fritarem-se alguns legumes às rodelas (courgette por exemplo - e não é que fica delicioso?). Têm também uns patés de legumes (como paté de beringela - maravilhoso!). Usam-se os típicos ovos, enchidos, queijos e bolos deliciosos. 

E agora apresento uma refeição principal: o nosso jantar...


Não, não experimentámos a tradicional sopa Goulash, pois tínhamos comido na outra vez que estivemos na Hungria. Ficámo-nos pela sopa da foto, que era absolutamente deliciosa... Uma espécie de sopa de caranguejo, com ovas de caranguejo e caviar. O prato foi o melhor esparguete carbonara de sempre (nada típico húngaro... mas incrivelmente bom). 


Bem, definitivamente na Hungria não passo fome. É tudo delicioso. A sobremesa não se ficou atrás. Provei um «cheesecake cremoso de morango com gelado de baunilha». Meu Deus, onde arranjaram uma sobremesa tão maravilhosa?

Depois disto, passeámos pela cidade.


É incrível a quantidade de edifícios históricos, tendo em conta que 70% destes foram danificados na 2.ª Guerra Mundial. Na imagem também um típico eléctrico húngaro. São baratos e eficientes. 


Aqui uma imagem de final de tarde do lindíssimo parlamento húngaro. Trata-se de um dos maiores edifícios do mundo do género, e está muito bem conservado (se reparares, estavam a decorrer obras de manutenção). O edifício levou 19 anos a ser construído (com cerca de 700 salas, não admira) e dizem que é adornado por meio milhão de pedras preciosas e 40 quilos de ouro. Jesus!


Agora o vislumbre daquele que foi considerado o café mais bonito do mundo: o New York Café. Inaugurado em 1894, era o local predilecto dos intelectuais e famosos de Budapeste. Hoje é também restaurante. Apenas observei do exterior (há noite fica todo iluminado), mas sei que o interior é absolutamente lindíssimo. Acho que vale a pena espreitares o site do café, só para teres uma ideia...


Esta é a principal estação ferroviária de Budapeste, a Budapest Keleti (em português: a Estação Oriental de Caminhos de Ferro), construída em 1884. Daqui seguem comboios para as principais cidades europeias: Viena, Munique, Sófia, Zurique...


Este é um detalhe da Praça dos Heróis. A sua construção teve início quando o país celebrou 1.000 anos de existência (em 1896) e só terminou em 1929. Este monumento foi construído em homenagem aos homens que contribuíram de alguma forma para a construção do país. Na estátua, ao centro (na foto, encontra-se à esquerda) está o anjo Gabriel. No resto do conjunto escultórico encontram-se uma série de estátuas de líderes húngaros.


Esta foto já é de 2006, data da minha primeira viagem a Budapeste. Na altura comemoravam-se os 400 anos do nascimento de Rembrandt, que tem obras expostas neste local. Trata-se do Szépművészeti Múzeum (Museu de Belas Artes de Budapeste) e é um local que merece uma visita. A colecção do museu é composta por 6 secções de arte internacional: arte egípcia, arte antiga (com artefactos gregos e romanos), escultura antiga, pinturas antigas, colecção moderna e colecção gráfica. Inclui obras de nomes sonantes como Rafael, Leonardo da Vinci, Goya, Monet, Rodin, Renoir, etc. O museu dedica ainda uma secção a Victor Vasarely, um artista húngaro que doou uma grande quantidade de obras ao museu.


Esta foto é igualmente antiga. Eu estava em cima de uma das pontes de Budapeste e, se reparares deste lado avistavam-se outras duas pontes. Mas se olhássemos para o lado oposto, certamente veríamos mais pontes. Só posso dizer que à noite, quando todas as pontes e monumentos estão iluminados temos uma vista de cortar a respiração, é mesmo emocionante de tão bonito. Pena este ano não ter tirado uma foto há noite.

Bem, mas regressemos às fotos actuais.


Sinceramente, esta imagem não te lembra Lisboa? Acho os eléctricos húngaros, mais antigos, super-parecidos com os nossos. Aqui vê-se ainda uma estrada principal, com uma ciclovia e um passeio pedestre à direita. Os húngaros não se podem queixar... não faltam vias para as pessoas se deslocarem.


Este arvoredo lindíssimo faz parte do Elvis Presley Park. Achei estranho, a escolha do nome. Só depois me disseram que este parque foi criado para homenagear o cantor, que durante a Revolução Húngara de 1956 (uma revolta contras as políticas impostas pelo governo Húngaro e da União Soviética), apoiou a causa húngara. No programa "The Ed Sullivan Show" dedicou-lhes a música "Peace in the Valley" e apelou às pessoas para que fizessem doações para serem enviadas para a Hungria.

Para além desta homenagem, Elvis também foi declarado cidadão honorário póstumo de Budapeste.

Estava explicada a escolha do nome.


Com crianças é sempre complicado experimentar comida muito diferente, pelo que também visitámos esta pizzaria. Estava decorada com imagens de pessoas de diferentes países. Tinha ainda uma vitrine com bebidas de todo o mundo (nadinha português). Mas gostei mesmo foi daquela pequena escultura, que decorava a parede vermelha (gostava de ter algo parecido cá em casa).


E este foi o nosso almoço... escolhido pela Letícia. Uma pizza com os seus ingredientes preferidos: queijo, cogumelos, milho e molho de tomate. Para sobremesa, uns deliciosos crepes com molho de morango. Acredita, foram os melhores crepes da viagem.


E deixámos Budapeste, com esta imagem na mente. O Sol nascia. À esquerda a «ponte das correntes» (a primeira a ser construída em Budapeste), seguida da «ponte Erzébet». Do lado direito o Palácio Real. E ao fundo, bem no topo da Colina de Géllert, está o monumento da libertação (uma estátua que se vê muito ao longe nesta foto), uma homenagem feita em 1947 aos soldados soviéticos que libertaram a cidade do domínio Nazista.

Uma cidade que, sem dúvida, me marcou...


Apesar de ter adorado a Hungria, vim com a sensação de que o resto do país não é propriamente desenvolvido. As pessoas sentem-se infelizes com as desigualdades sociais e com os seus baixos rendimentos. Fora dos grandes centros, há muitos espaços degradados. As estradas estão esburacadas e os transportes pareceram-me muito antiquados. Mesmo assim, apaixonei-me por este país.

Nas fotos que aqui coloco, as casas de aldeia estão em boas condições, mas nem todas são assim. Contudo, mesmo que as casas estejam um pouco degradadas, normalmente os espaços exteriores, estão muito bonitos. Nesta aldeia, aqueles arbustos estavam dispostos praticamente ao longo de todos os passeios. Mesmo os quintais das pessoas estão muito bem tratados (sinceramente, bem mais organizados que os nossos).


Mais um lugar encantador. Tinham estes vasos artesanais espalhados por toda a aldeia.

E depois haviam os habitantes, novamente nas suas bicicletas. Tenho pena de na zona onde vivo não ter condições para o fazer, porque se tivesse, utilizaria muito mais este meio de transporte.


E a última imagem da Hungria. Um campo de girassóis. Tinha de ser, tal é a quantidade de campos com esta flor.

Sinto que vou ter saudades desta terra. Enquanto isso, petisco algumas sementes de girassol. Este sal todo não deve ser saudável. Mas sabe tão bem...

Fotos: Mafalda S. 

segunda-feira, 24 de março de 2014

segunda-feira, 17 de março de 2014

sexta-feira, 14 de março de 2014

Mais uma desculpa para praticares «actos de bondade»


Hoje é Sexta-feira, o fim-de-semana está aí. Mais uma oportunidade, para praticares um ou mais actos de bondade por alguém.  Como diz um velho ditado bíblico "Há mais felicidade em dar do que em receber". 

São cada vez mais os estudos que indicam que quando  praticamos gestos de bondade para com os outros, acabamos mais felizes do que as próprias pessoas ajudadas. Só para citar um exemplo, na revista Super Interessante deste mês, vem descrito um estudo, realizado por Elizabeth Dunn, psicóloga da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá), com o apoio de Michael I. Norton, da Havard Business School (Estados Unidos). Eles avaliaram a felicidade dos empregados de uma empresa de Boston antes e depois de receberem um bónus de 5.000 dólares. Os resultados foram curiosos... "O teste concluiu que a quantia do bónus não influenciava o bem-estar dos trabalhadores. Contudo, os que gastavam parte desse dinheiro com outras pessoas sentiam-se mais felizes".

Ajudar os outros, pode ou não implicar gastar dinheiro. Basta seres criativo(a). Podes por exemplo deixar um bilhete num lugar estratégico, a elogiar alguém que gostes. Podes doar a roupa que já não usas, a alguém que precise. Podes visitar o familiar idoso que está num Lar. Já assisti por exemplo o meu marido, a pagar refeições a pessoas com dificuldades económicas. 

Enfim... sugestões não faltam, já dei várias neste post. Costumo também inspirar-me nas sugestões do site da The Random Acts os Kindness Foundation, está cheio de boas ideias.

O fim-de-semana está aí, tens mais tempo disponível... porque não fazeres algo de bom por alguém?

Foto: Jill Allyn Stafford

quinta-feira, 13 de março de 2014

Retomar o exercício físico após uma interrupção

De todas as vezes que abandonei o exercício físico, foi devido a alguma interrupção à rotina diária (ou fiquei doente, ou fui de férias, ou chegava muito tarde do trabalho...). 

Há cerca de um mês recomecei a fazer exercício. Porém, aconteceu o que eu temia - fiquei doente (malvadas gripes, constipações e afins...). Ainda não estou completamente curada, mas desta vez não quero mesmo desistir. Por isso... é hoje: vou retomar o exercício. 

Quem me lê sabe que não gosto particularmente desta actividade, mas quero ser menos sedentária - a bem da minha energia e saúde. Vou também aplicar alguns truques que aprendi com o livro "A Força do Hábito" do Charles Duhigg (título original em inglês: The Power of Habit). A ideia é que esta prática se torne mesmo um hábito.

Desejem-me sorte... devo de precisar.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Coisas boas de Portugal


Há duas coisas que fizeram com que eu passasse a valorizar mais o nosso país. A primeira foi ter estado no estrangeiro e a outra foi ter passado a interessar-me pela nossa história. Passei a reconhecer o valor de coisas que dava por garantidas.

Reconheço que a nossa auto-estima tem andado em baixo, por isso fiz a minha lista de gratidão com coisas boas do nosso país.

1. O nosso clima ameno - Temos imensa sorte em ter a presença de Sol cerca de 300 dias por ano. As temperaturas no geral são amenas, agradáveis. Eu acho que teria muita dificuldade em viver quase todo o ano debaixo de chuva, ou com muito frio. 

2. A variedade da nossa comida - É impressionante como é relativamente fácil comer bem em Portugal. Temos uma gastronomia de uma variedade incrível: as dezenas de pratos de bacalhau, o nosso arroz de marisco, a sardinha assada, o leitão da Bairrada, as açordas alentejanas, os famosos pastéis de Belém, os doces conventuais...

3. Já agora... a boa bebida - Experimenta beber um café no estrangeiro... honestamente nunca encontrei melhor que o nosso. Lá fora somos também conhecidos pelo vinho do Porto, da Madeira... E só recentemente me apercebi, pelo menos ao nível da produção do vinho do Porto, que existem plantações totalmente biológicas.

4. A capacidade de improvisação - Eu sei que por vezes deixamos tudo para a última da hora (coisa que detesto, gosto de planeamento)... Mas há povo como o nosso para se desenrascar, em pouco tempo e com poucos meios?

5. A capacidade para feitos extraordinários - O facto de se terem aventurado por esse oceano fora, rumo ao desconhecido é por si só impressionante. Mas o que eu não sabia era da persistência para atingir objectivos. Por exemplo, só após 12 tentativas falhadas, é que os portugueses conseguiram passar o Cabo Bojador. A cada falha, o Infante D. Henrique mandava-os partir de novo até alcançarem o objectivo. E conseguiram... à 13.ª viagem.

6. A hospitalidade - Normalmente recebemos bem os estrangeiros. Tentamos mostrar o que temos de melhor e dispomo-nos a ajudar. Eu não sabia, mas no estrangeiro costumam dizer que os portugueses falam bastante bem inglês, o que ajuda a quem está de visita ao nosso país.

7. Os nossos monumentos - Temos lugares lindíssimos e cheios de história para visitar: os mosteiros (Jerónimos, Batalha, Alcobaça...), a Torre de Belém, o Convento de Cristo, os palácios (da Pena, Queluz, Monserrate...), as igrejas, etc., etc. Na minha cidade por exemplo, descobri que a igreja que está dentro do Castelo já foi templo romano, mesquita muçulmana, igreja católica, panteão de uma família da terra e hoje, está transformada em Museu. 

8. As nossas paisagens - Temos uma sorte incrível em ter tantos quilómetros de praia (somos o país do mundo com mais bandeiras azuis), florestas de contos de fadas (Sintra, Laurissilva da Madeira, Buçaco...), paisagens verdejantes dos Açores e até podemos espreitar a neve na Serra da Estrela. 

9. A qualidade de produtos que exportamos - Temos a cortiça, o nosso azeite (que é considerado dos melhores do mundo), os vinhos, a flor de sal, etc.

10. Os portugueses inspiradores - Imaginem a minha alegria ao entrar numa igreja na Roménia e ver lá um Santo António de Lisboa? Orgulho! Mas há tantas outras pessoas inspiradoras: Fernão de Magalhães que organizou a primeira viagem de circum-navegação ao globo (e já agora, só recentemente descobri que foi ele quem deu o nome ao «Oceano Pacífico»), o neurocientista António Damásio (é incrível a quantidade de livros que tenho, que fazem referência a ele), Aristides de Sousa Mendes (cônsul português de Bordéus que concedeu cerca de 30.000 vistos a judeus, salvando-os do holocausto), Eusébio (considerado o 2.º melhor jogador de futebol do séc.XX). Ficaram tantos por nomear...

11. A história de amor de Pedro e Inês - No estrangeiro a história de amor mais famosa é sem dúvida a de Romeu e Julieta, de Shakespeare. Pessoas acorrem ao túmulo vazio de Julieta, mesmo sabendo que se trata de uma história inventada. Em Portugal temos esta história linda, triste, mas verídica. Foram construídos túmulos dos mais belos que há no mundo, mas a história é praticamente desconhecida fora de Portugal. Pensar que o rei quis que os túmulos de ambos fossem colocados frente a frente, para que se pudessem olhar um ao outro, ao despertarem no dia do juízo final. Nem a barreira da morte esmoreceu este amor!

Enfim, há muito mais coisas das quais nos podemos orgulhar. A Notícias Magazine compilou em tempos uma lista de 1000 motivos para sentirmos orgulho do nosso país. Eu não fui tão longe...

De qualquer forma o que importa é que não olhemos somente para as coisas más. O nosso país tem muito de bom e devemos valorizá-lo. Talvez isso nos inspire, a ganhar coragem neste momento difícil e a lutar por um país melhor. Merecemos!

Foto: Dena Flows

terça-feira, 11 de março de 2014

Qual a idade do teu corpo?


Ultimamente tenho pensado muito em ir mudando de estilo de vida. Estou cansada de andar sempre adoentada e a dormir mal. Quero por isso, aos poucos, praticar mais exercício físico e meditação e fazer uma alimentação mais saudável. A parte mais difícil é mesmo a do exercício físico, porque não simpatizo muito com ele e é difícil arranjar tempo no dia-a-dia... mas é tão benéfico a vários níveis, que tenho mesmo de me exercitar!

A verdade é que a nossa idade no BI nem sempre condiz com a idade do nosso corpo. Há pessoas da mesma idade com um ar muito mais jovial e saudável que outras. 

Lembrei-me há uns tempo de fazer o teste do Dr. Oz, para saber qual era a idade real do meu corpo. Nasci há 33 anos, mas a idade real que apareceu no meu teste, no início de 2013, foram 38 anos (Jesus! 6 anos a mais do que a minha idade cronológica - na altura tinha 32 anos). Agora, em Março de 2014 o resultado desceu para 35 (ainda assim, 2 anos a mais do que a minha idade real). Creio que este valor só melhorou porque após um grande interregno (de anos), resolvi ir ao médico, pelo menos para saber se estava tudo ok.

Agora falta mesmo é investir na mudança de estilo de vida...

E tu, já experimentaste fazer o teste? Podes encontrá-lo na página oficial do Dr. Oz: clica aqui. Para poderes fazer o teste tens de te registar na página. Se tiveres alguma dificuldade com o inglês, podes sempre recorrer ao Google Tradutor. Se tiveres dificuldades com as medidas (peso e altura, por exemplo) basta usares um conversor de medidas (há vários na Internet, eu usei este).

No fim do teste, dão-te uma série de sugestões para melhorares a tua saúde.

Fica a sugestão.

Foto: Spyros Papaspyropoulos

segunda-feira, 10 de março de 2014

Pensamento/Lema da semana #179


"A melhor forma de encarar a felicidade 
é considerá-la uma consequência 
das nossas tentativas de melhorar o nosso bem-estar geral". 
Miriam Akhtar

Foto: Charlotte

quarta-feira, 5 de março de 2014

O ambiente em que vives e a tua felicidade

Podemos nem nos dar conta. Deixamos arrastar a situação. Mas a verdade é que o ambiente em que vivemos, influencia as nossas emoções, tanto pela positiva, como pela negativa. Por vezes basta mudar uns detalhes, para fazer a diferença.

E como uma imagem vale por mil palavras....

1.º Aspecto: mantém a casa arrumada.

Não é agradável viver numa casa onde reina o caos. Este faz com que nos sintamos mais ansiosos e stressados. Mas há pessoas que vivem assim quase que diariamente (ok, talvez não chegue ao extremo da imagem)...

Já te imaginaste a cozinhar num espaço destes? Por outro lado, se saíres de casa e a deixares neste estado há sempre a sensação de receio (que alguém apareça e veja a confusão). Poderás sentir-te igualmente «esmagado(a)», por ver tanto por fazer (principalmente se chegares a casa após um dia de trabalho e ainda tiveres muito para arrumar... é uma canseira).


Agora imagina que chegas a casa e encontras a tua casa assim:


Bancadas com poucos objectos, todo o espaço com ar limpo e arrumado. Isto faz com que o ambiente tenha um ar mais relaxante, mais convidativo. 

Por isso:
- mantém cada objecto no respectivo lugar;
- evita ter demasiados objectos;
- há medida que vais trabalhando, vai arrumando o que já não usas;
- evita sair de casa, sem ter os espaços limpos e arrumados (pede a colaboração de todos nesta tarefa).
Nota: Claro que isto não significa cair no extremo, em que tudo tenha de estar sempre impecável. As casas não são museus, são espaços para serem vividos. O segredo reside no equilíbrio.

2.º Aspecto: livra-te da tralha.

O excesso de objectos oprime, dá-te o dobro do trabalho a arrumar e dá um ar pesado ao que deveria ser o teu refúgio anti-stress, ou seja, à tua casa.

Imaginas-te a trabalhar numa secretária destas? Para quê ter 2 ratos de computador, 2 telemóveis, 4 Kitty's, um martelo (?), molduras mal cuidadas...?


Agora imagina-te a trabalhar aqui:


Não te sentirias mais produtivo(a)? Secretária com poucos objectos e os que existem combinam entre si. Muita luz natural. Uma plantinha a dar um toque especial. As fotos e molduras estão ordenadas e bem cuidadas.

Por isso:
- livra-te da tralha da tua casa (espreita este post, com ideias mais específicas sobre o escritório);
- mantém poucos objectos, mas os que existem devem ser combinados entre si (para dar harmonia ao ambiente).

3.º Aspecto: mantém um ambiente interno agradável.

Sabes aquelas casas onde entramos e sentimos um ambiente pesado, que oprime? A divisão abaixo até está arrumada, mas sejamos realistas, sentes muitas emoções positivas ao olhares para este espaço? E os objectos decorativos do móvel, trazem-te sensações agradáveis? 


Agora imagina-te neste espaço:


Um espaço ordenado, onde parece haver equilíbrio entre os objectos, cores e padrões. A verdade é que esses aspectos são fundamentais para que nos sintamos mais calmos e relaxados.

Por isso
- cria um ambiente ordenado e escolhe padrões que combinem entre si;
- opta por ter alguma área com cores neutras, mais claras, para tornar o ambiente mais leve (pode ser na mobília, na iluminação, nos objectos de decoração);
- dá uns toques de cor, para dar alegria à divisão (no espaço acima são essencialmente as plantas que cumprem esse papel).

4.º Aspecto: na selecção de objectos decorativos, inclui, e dá preferência, ao que tiver um significado especial para a família.

Na imagem da primeira sala parecia haver uma série de objectos sem qualquer sentido, dispostos em fila em cima do móvel.

Repara agora neste recanto: 


Neste espaço existem fotos de momentos especiais. São vários momentos da vida dos habitantes lá de casa. E é dada tanta importância a este recanto, que há iluminação especial a incidir sobre as fotos. Observo as pedras e recordo que eu própria tenho algumas, a lembrar os dias passados junto ao mar com a família...

Por isso:
- Ao escolheres objectos de decoração, opta por aqueles que te trazem boas recordações (de pessoas, experiências que viveste) ou que contem uma história (tais como: fotografias, mobiliário da tua avó restaurado, uma jarra que compraste numa viagem de sonho, os teus livros preferidos, etc.);
- Não excedas o número de objectos especiais (se tiveres a casa repleta de recordações da tua avó, é difícil valorizares todos eles - basta 1 ou 2, os que forem realmente importantes).

5.º Aspecto: cria um refúgio anti-stress.


Por vezes temos espaços mal arranjados e desaproveitados, que nos stressam ao olhar. Mas, a falta de tempo faz com que arrastemos a situação... E praguejamos de cada vez que o vemos naquele estado, ficamos a imaginar o que deveria ser e não é.


Agora imagina que esse espaço finalmente foi arranjado:



Ao invés de ser um local de stress, passou a ser um refúgio anti-stress. E porquê? Os recantos acolhedores dão-nos uma sensação de conforto e segurança. É importante que tenhamos um espaço tão agradável que nos permita abandonar as preocupações que trazemos do exterior. Por outro lado, o facto de haver elementos da natureza melhora o humor e a saúde dos habitantes da casa.

Por isso:
- Evita ter espaços mal arranjados lá em casa - vai recuperando-os aos poucos;
- Mesmo que não tenhas tempo para cuidar de um jardim com tantas plantas como o da imagem, podes sempre incorporar elementos da natureza na tua casa (usando elementos como: vasos de plantas, fotos ou pinturas de paisagens, aquários, pequenos troncos de árvores, arranjos florais, etc.). 
- Cria um espaço só teu, um sítio mais reservado para relaxares do stress. Pode ser um recanto do jardim ou varanda, uma poltrona num canto de uma divisão, um pequeno «santuário» numa divisão rodeado de almofadas, velas e outros elementos que convidam ao relaxamento (eu própria tenho um recanto preferido cá em casa).

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Estes 5 pontos podem influir bastante na forma como te sentes na tua própria casa. E isto não significa que tenhas de ter a mobília mais chique ou que tenhas de gastar rios de dinheiro em decoração. Significa apenas que com um pouco de criatividade, podes transformar a tua casa num cantinho mais feliz. 

segunda-feira, 3 de março de 2014

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