terça-feira, 31 de julho de 2012

9 sinais de que precisa de simplificar a sua vida

Se anda sempre numa correria, tem imensas tarefas sob a sua alçada, o stress já é habitual e mal tem tempo para si (quando mais para se preocupar em ser feliz), é altura de se questionar se necessita de levar uma vida mais simples. 

Esteja atento a estes sinais: 

1 – Passa a vida stressado por pensar que “não tem tempo” – Precisa de fazer uma pausa mental, pois o excesso de stress só quebrará o seu raciocínio e ainda fará com que não seja tão produtivo. Experimente deixar de fazer uma tarefa menos importante, e aproveite esse tempo para fazer uma actividade relaxante.

2 - Come a correr, nem que seja comida pouco saudável e sem apreciar verdadeiramente a refeição - Pelo menos uma vez por dia reúna a sua família e jantem calmamente. Aprecie a refeição. Para tal, descubra receitas rápidas, saudáveis e fáceis de preparar e planeie a sua ementa previamente. Se necessário, aproveite para preparar antecipadamente o seu almoço para levar para o trabalho (assim sabe de onde vem a comida e não terá de se preocupar em "comer qualquer coisa").

3 - A sua casa está sempre desarrumada e cheia de tralha - Estabeleça um plano: elimine a tralha e organize os espaços, divisão a divisão (num mês 1 ou 2 divisões, noutro mês outras, etc.). Recorra a organizadores, pois são fundamentais para manter os objectos no sítio.

4 - A sua desculpa mais frequente é: "não tive tempo" - Experimente algumas dicas para simplificar a sua vida em todas as áreas. Isto fá-lo-á ganhar um tempo extra.

5 - Por vezes vê tanta coisa por fazer, que não sabe por onde começar - O melhor mesmo é pôr as mãos na massa e começar a agir. Qual o melhor momento? Agora! Ponha de lado a procrastinação e passe à acção. Comece com uma tarefa menor. Ao concluí-la ir-se-á sentir mais motivado para continuar.

6 - Todos se queixam que não tem tempo para eles - Comece a delegar mais tarefas, seja produtivo no tempo de trabalho e saia a horas, não diga sempre «sim». Só assim conseguirá ter tempo para as pessoas mais importantes da sua vida.

7 - Perde muito tempo com as novas tecnologias - Agende 2 momentos por dia para consultar o seu e-mail, não dê o seu número de telemóvel a toda a gente, limite o tempo de navegação diária na Internet (e respeite esse limite), etc.

8 - Nunca faz as coisas que realmente adora - Tanto pode ser cultivar um hobby, como saborear pequenos prazeres do dia-a-dia, como concretizar um sonho que há muito acalenta. Registe essa actividade na sua agenda, e dedique um espaço do seu dia a concretizá-la. 

9 - Não faz nada para ser mais feliz - Por vezes andamos ao sabor da corrente, fazendo somente o que se espera de nós. Contudo a vida é só uma, e se quer dar-lhe um sentido, reflicta bem na altura de fazer escolhas: é importante que também escolha ser feliz e que aja nesse sentido.

Foto: Toni Blay

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Pensamento/Lema da semana #95



"Não se preocupe 
porque os seus filhos não ouvem o que diz, 
preocupe-se por estarem a observar o que faz." 
Robert Fulghum

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Nota adicional:  E por cá já estamos de férias,
época de relaxar, de reorganizar e de recuperar energia!
Estava mesmo a precisar...


Foto: Jack Lyons

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Sugestão da semana #27: «a sua banda sonora optimista»

Esta semana proponho-lhe que crie um «álbum» de músicas (em Cd, mp3, etc.), com o intuito de incrementar o seu optimismo.

Mas não pode escolher qualquer música. Tem de escolher os seus temas favoritos, com algum ritmo e uma mensagem positiva. São aquelas músicas que quando as ouvimos fazem disparar a nossa energia, o nosso corpo parece movimentar-se ao seu ritmo, transportam a nossa mente para lembranças ou para a mera imaginação de eventos felizes e colocam-nos um sorriso no rosto. A investigação já demonstrou que este género de música consegue efectivamente melhorar o nosso humor.

Por oposição, não escolha músicas deprimentes e demasiado tristes. Em dadas alturas, se estamos em baixo, estas ainda nos deprimem mais. Como vê, nem todas as músicas servem para incluir na sua «banda sonora optimista».

Depois de ter criado o seu álbum de músicas, já tem a que recorrer quando se sentir mais em baixo, ou quando simplesmente quer abraçar a vida com um sorriso.

Delicie-se com a sua banda sonora e tenha um final de semana feliz!

Foto: Darren Wood

quinta-feira, 26 de julho de 2012

O meu horário de trabalho nórdico

Uma das mudanças que fiz após o nascimento da Letícia, foi no meu horário de trabalho. 

Impressionava-me a filosofia dos países nórdicos, em que as pessoas habitualmente saíam cedo do trabalho, dentro da hora prevista, e tinham tempo para dedicar à família e a actividades que lhes traziam felicidade. A ideia é que se trabalharmos bem, mas sem excessos, somos mais produtivos e temos tempo para outras áreas da nossa vida. Esta ideia agradava-me, porque era uma verdadeira workaholic, o que estava a afectar significativamente a minha qualidade de vida.

Tenho de trabalhar 7h por dia, pelo que fazia um horário das 9h às 17h. A este tempo teríamos de adicionar os 35 a 40 min de viagem até ao trabalho e, outro tanto, no regresso. Para além disso, sair às 17h era quase uma miragem, havia sempre algo importante para terminar e raramente o fazia. Conclusão: isto estava a afectar a minha saúde, a minha família e o trabalho parecia não render tanto.

Actualmente, levanto-me às 6h e pouco da manhã para estar no trabalho por volta das 8h. Passei a ter só 30min de almoço (ou menos) e saio às 15h30. Com isto chego a casa às 16h e pouco. (Outras colegas fazem um horário em que saem mais tarde, outras mais cedo, de modo a dar resposta às necessidades pessoais e, simultaneamente, às do local de trabalho).

Quanto às horas extra, faço-as quando sinto que são necessárias. Deixei foi de as fazer por rotina. E sabem que mais, a minha produtividade aumentou e sinto-me menos stressada. Ganhei eu e o local de trabalho.

No entanto, quando estou no trabalho não estou a brincar. Faço o trabalho render. Não me perco em grandes conversas (só as necessárias ao próprio trabalho), nem no café (como um lanchinho enquanto trabalho), nem em navegações na Internet ou coisas do género. E irrita-me quem o faz, honestamente.

Enquanto estive em estágio, num outro local, era o descalabro total. Algumas pessoas «subornavam» outras para lhes picarem o cartão de ponto e só chegavam quase ao meio dia. Tiveram inclusive de retirar as cadeiras do bar e substituir por mesas altas, para os funcionários não abusarem com o tempo enquanto bebiam café. Sinceramente, aquilo enervava-me. E garanto que tinham salários bem maiores que a média nacional.

É isto que defendo: um horário que nos permita ter tempo para a vida familiar e, em troca, teremos de ser realmente produtivos no local de trabalho. Acho que dessa forma, como já foi provado noutros países, poderíamos melhorar substancialmente a nossa situação.

Foto: Jes

quarta-feira, 25 de julho de 2012

As lições que aprendi nos meus 32 anos de vida


Como o post de ontem já ia longo (dos mais longo de sempre, parece-me), só hoje vou partilhar convosco as lições/atitudes que aprendi nos meus 32 anos de vida. Espero que também sejam úteis, para as vossas próprias vivências.

1) Aprendi a não ficar a remoer nos momentos tristes do passado. É preferível recordar os momentos felizes.
2) Leio muito, procuro informação credível e formação que me inspire a agir.
3) Procuro implementar o que aprendo na prática. Tenho a sensação que finalmente assumi o controlo da minha vida e que sou responsável pelas minhas escolhas.
4) Não sonho somente com objectivos futuros, traço planos para os alcançar. Para além disso, todos os dias faço um pouquinho para seguir em frente e viver o que considero ser o meu «propósito de vida».
5) Aprendi a dizer não, quando é necessário. Passei a concentrar-me em vários áreas da minha vida e não somente no trabalho (ok, mas as últimas semanas não foram um bom exemplo).
6) Invisto nas actividades que me fazem feliz, incluindo-as na minha agenda.
7) Agradeço diariamente a Deus pelas coisas boas que tenho na minha vida.
8) Aprendi que as experiências positivas são muito mais valiosas do que os objectos. 
9) O excesso de objectos também nos faz perder tempo precioso, pelo que comecei a investir na simplicidade.
10) Dedico mais tempo a pequenos gestos, que nutrem as minhas relações.
11) Comecei a prestar mais atenção ao meu corpo e à minha mente. O equilíbrio de ambos é necessário para o bem-estar e para a própria auto-estima.
12) Reconheci que todos nós podemos contribuir para um mundo melhor: através da solidariedade, da defesa do ambiente, do voluntariado, do contágio com emoções positivas…
13) Tomei consciência de que tenho de ser um bom exemplo para a minha filha. Os filhos seguem mais o nosso exemplo, do que as nossas palavras, e acredito que o destino das sociedades depende muito da qualidade da educação que damos às crianças (falo também do sentido de ética, honestidade, positivismo, resiliência, etc.).
14) Se as coisas estiverem a correr mal, tenho em mente que tudo passa. Não é possível ter maus momentos todo o tempo.
15) É importante nunca desistir de ser feliz. É a felicidade (e o amor) que faz com que a vida valha a pena.

Ainda tenho muito para aprender. Mas para já, penso que estou no bom caminho! 


Foto: Bethan

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Pensamento/Lema da semana #94




"A nossa melhor oportunidade de felicidade é a educação"
Mark van Doren

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Mais uma vez peço desculpa pelo meu atraso na resposta a e-mails. Estive a ler com atenção todos deles, mas ainda tenho 23 para responder. Como o tempo não estica, vou fazê-lo aos pouquinhos.

Abraço a todos.


Foto: Zitona

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Sugestão da semana #26: «aprenda a relaxar»

As últimas semanas não têm sido fáceis para mim. Contrariamente ao que defendo (equilíbrio) tenho trabalhado exageradamente. Apesar de estar satisfeita com os resultados, estou a chegar a um ponto de exaustão que faz com que me sinta constantemente cansada. Cheguei a perder 3kg em duas semanas e não tenho dedicado o tempo que devia há família. É por isso altura de abrandar.

E esta semana proponho-lhe justamente isso: abrande o ritmo e aprenda a relaxar. 

O relaxamento tem a vantagem de reduzir o nosso stress, melhorar as capacidades cognitivas e a saúde física. Permite-nos recarregar baterias e estimula a nossa criatividade para a resolução de problemas. E, o ponto essencial, é que é igualmente benéfico para a nossa felicidade. 

Se não souber como o fazer, espreite este post com 40 dicas para relaxar. Vai ver que vale a pena tentar! 

Descanse e tenha um final de semana feliz! 

terça-feira, 17 de julho de 2012

Porque os dinamarqueses são tão felizes?

Dan Buettner, investigador da National Geographic, fez uma série de viagens pelas Blue Zones of Happiness (locais do planeta onde as pessoas se sentem mais felizes).

No seu livro "Thrive", o autor descreve os segredos da felicidade dinamarquesa, um dos povos mais felizes do mundo. Quer conhecê-los? Ei-los:

A felicidade vem em primeiro
1) Investem em actividades que lhes trazem felicidade autêntica, em detrimento de prazeres superficiais (tais como viver das aparências, consumismo exacerbado, etc.);

Um ambiente de respeito, confiança e liberdade
2) Vivem num ambiente em que todos podem confiar uns nos outros. Aliás, este clima de confiança, aplicado ao mundo dos negócios, contribuiu para a prosperidade e enriquecimento do país (é considerado o menos corrupto do mundo).
3) Todos têm por hábito cumprir as regras da sociedade, regras essas que fazem sentido para a população (por exemplo se um semáforo está vermelho, nem que seja às 3h00 da manhã, ninguém o ultrapassa).
4) As pessoas são pacíficas, sendo que as taxas de crime são muito baixas. Deste modo, as pessoas sentem-se seguras.
5) Mesmo que uma pessoa seja diferente das restantes (pela sua etnia, estilo de vida, orientação sexual…) é respeitada. (Nota minha: Dan Buettner não o referiu, mas apesar de haver respeito existe algum preconceito relativamente a imigrantes muçulmanos e refugiados. Nem tudo é perfeito…) 
6) Existe liberdade de escolha e de expressão, sempre com respeito pelos outros. Por exemplo, as pessoas são livres para escolher uma profissão e mudar de opinião posteriormente, pois têm a certeza que a Segurança Social os apoiará. Por outro lado, as crianças são incentivadas desde cedo a tomar as suas próprias decisões. Esta liberdade responsabiliza as pessoas e ensina-as a tomarem boas decisões. Para além disso, as pessoas sentem que são ouvidas. 

Igualdade social
7) As pessoas não tentam exibir-se com os seus bens materiais, pelo que não há muita comparação social negativa (não há pressão para ter um BMW só porque o vizinho tem). 
8) É o país com menos desigualdade social do mundo, o que faz com que as pessoas não se sintam injustiçadas (como em Portugal, por exemplo). 

Destino dos impostos
9) A população tolera impostos altíssimos, porque os mesmos estão bem direccionados. É daí que advém um sistema de saúde gratuito, uma ampla variedade de serviços sociais, escolas de excelência, um apoio de qualidade para idosos… As pessoas não têm de se preocupar pois recebem incentivos desde que nascem até à velhice. 
10) Quando uma criança nasce a mãe normalmente fica um ano em casa com a criança, sendo que a licença de maternidade é remunerada a 100% nos primeiros 6 meses. Há ainda a possibilidade desse período ser dividido com o pai. 
11) As creches são de alta qualidade. Para além disso, de modo a promoverem a saúde das crianças, estão proibidas de fornecer alimentos com açúcar, como o leite achocolatado.
12) A segurança financeira que o emprego ou o estado proporciona, aliada a baixos níveis de pobreza, reduz a sensação de incerteza e permite às pessoas aproveitarem o melhor da vida (experiências que trazem felicidade). 

Um trabalho compensatório
13) As pessoas são incentivadas a escolher uma profissão que realmente gostem, que vá ao encontro do seu propósito de vida, independentemente de incentivos financeiros ou posição social. Não há pressão para seguir uma carreira definida pelos pais ou pela própria sociedade. 
14) As pessoas têm um sentido de ética no trabalho, que as levam a trabalhar de forma eficiente, independentemente do vencimento ou da posição social. 
15) Os dinamarqueses só trabalham o suficiente (máximo de 37 horas semanais) e assim que chega a hora de sair saem mesmo. Consideram que trabalhar excessivamente é uma perda de tempo, porque acaba por não render tanto. Esta saída a horas permite igualmente às pessoas terem tempo para realizarem actividades diárias que lhes dão prazer. 
16) Gozam em média 6 semanas de férias, equilibrando o trabalho com o lazer. 

A arte de viver
17) Cultivam a arte de viver. As pessoas são incentivadas a desenvolverem-se proactivamente. As escolas estimulam a apreciação pela literatura, música, arte. 
18) Como os Invernos são longos e escuros, as pessoas criaram o hábito de criar um ambiente acolhedor em casa. Fazem-no recorrendo a velas, ao calor de uma lareira e desfrutando da companhia da família ou de amigos. 

As relações sociais
19) As relações sociais são incentivadas. Os dinamarqueses têm o hábito de se juntarem em associações, sendo que 19 em cada 20 pertence a pelo menos uma. Isto contribui para a felicidade deste país com pouca população, prevenindo o isolamento e estimulando a união das pessoas. 
20) Mais de 30% dos dinamarqueses voluntariam o seu tempo, em benefício da comunidade. Isto ajuda as pessoas a não estarem tão focadas nos seus problemas e a sentirem-se felizes por ajudarem os outros. 

Vida saudável
21) As cidades são desenhadas de modo a permitir andar facilmente a pé ou de bicicleta. Com essa facilidade, as pessoas adquiriram esses hábitos saudáveis. Não é por acaso que os dinamarqueses tendem a estar em forma e com baixos índices de obesidade. 
22) A qualidade do ar é muito boa, o que influi positivamente na saúde. 

Defesa do meio ambiente
23) Com paisagens lindíssimas, as crianças são incentivadas desde cedo a fazer passeios pela Natureza, ou nos parques da cidade. 
24) Os dinamarqueses têm uma grande preocupação com o meio ambiente. Isto traduz-se não só em medidas políticas, mas igualmente nas acções diárias de cada cidadão. 

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Estes hábitos também são culturais, é certo. E para além da influência da sociedade, é importante que a pessoa busque a sua própria fórmula da felicidade. Mas não deixam de ser relevantes as excelentes lições que os dinamarqueses têm a transmitir. Não é por mero acaso que são pessoas felizes. 

Foto: Mathias Liebing (Aalborg, Dinamarca)

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Ai, ai Mafaldinha!...

Enquanto a Letícia me faz um desenho (que segundo ela, ainda não posso espreitar), vi aqui espairecer.

Já ouviram falar naquela história do "faz o que eu digo, não faças o que eu faço"? Então não é que ultimamente sou o perfeito exemplo disso. 

Ainda hoje cheguei depois das 20h a casa, na Sexta já passavam das 21h30... o detalhe é que entro ao serviço às 8h. E porquê? Lido com o meu local de trabalho, como se aquilo fosse a minha própria empresa e quero deixar tudo impecável e depois dá nisto. Ai, ai... tomara que esta semana passe rápido para descansar (não que vá de férias, mas porque estou a ter um volume de trabalho exagerado, que penso concluir em breve). 

Oh EQUILÍBRIO, onde andas tu? Deixa vir a semana que vem, e prometo que faço as pazes contigo. 

Pensamento/Lema da semana #93

"A coragem não é definida por aqueles que lutaram e não caíram, 
mas por aqueles que lutaram, caíram e tornaram-se a levantar-se". 
Anónimo

Ultimamente não tenho conseguido responder aos vossos e-mails com a rapidez que desejaria. Tenho estado mais tempo no trabalho e sinto-me verdadeiramente cansada. Até os posts que aqui tenho colocado são quase todos agendados. Daí não ter sido possível responder-vos.

Penso que no final desta semana as coisas irão acalmar e aí, com mais tempo, prometo responder a todos. 

Beijos!


sexta-feira, 13 de julho de 2012

Sugestão da semana #25: «cuide da sua saúde»

"A verdadeira felicidade é impossível 
sem verdadeira saúde".
Mahatma Gandhi


Quando nos sentimos saudáveis o nosso corpo é «silencioso», por vezes nem nos lembramos dele. Por oposição, até a mínima dor de cabeça, pode afectar o nosso bem-estar. 

Em tempos sofri com rinite alérgica. Mas actualmente, já sei o que fazer para a prevenir ou quando sou atacada por ela. Conclusão: o facto de não me sentir doente melhorou significativamente a minha qualidade de vida.

Assim é com a felicidade. Se nos sentimos saudáveis, a saúde não influencia fortemente a nossa felicidade (porque o nosso corpo está «silencioso»). No entanto, a doença frequente pode tornar-nos bastante infelizes. 

Por isso, esta semana sugiro que analise todos os seus problemas de saúde e marque uma consulta médica (ou várias), consoante os problemas que tem. Por vezes adiamos a resolução de situações, que minam a nossa qualidade de vida. É altura de mudar isso. 

E mesmo que se sinta saudável, porque não fazer um check up? É boa ideia apostar na prevenção. 

Sinta-se saudável e tenha um final de semana feliz!

Foto: Denis Messié

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Nadine Stair... se ela pudesse viver outra vez

A vida é só uma, preciosa e bela, se soubermos como a viver.  É importante vivermos com um sentido de propósito e deixarmos um bom legado neste mundo. A felicidade passa pelas nossas escolhas. A questão é: está a aproveitar realmente a sua vida ou está a deixar que os melhores momentos lhe passem ao lado? Está a seguir os seus objectivos, ou está a viver as escolhas dos outros?

Perto do fim da vida, muitas pessoas arrependem-se de não terem aproveitado tanto quanto deveriam. Nadine Stair, aos oitenta e cinco anos, escreveu um poema fantástico. Apesar de nos falar dos seus arrependimentos, dá-nos uma excelente lição: a de apreciarmos a vida enquanto temos tempo para isso.

E você? Está pronto para viver a melhor vida possível... e ser feliz?

"Se pudesse voltar a viver a minha vida,
Da próxima vez gostava de fazer mais erros.
Descontraía. Faria mais disparates.
Levaria menos coisas a sério.
Corria mais riscos. Acreditava mais.
Subia mais montanhas e nadava em mais rios.
Convidava os amigos mesmo que tivesse nódoas na carpete,
Usava a vela em forma de rosa antes de ela se estragar no armário,
Sentava-me na relva com os meus filhos
sem me preocupar com as manchas verdes na roupa.
Tinha rido e chorado menos em frente da televisão
e mais em frente da vida.
Tinha contado mais anedotas e visto o lado cómico das coisas.
Tinha descoberto menos dramas em cada esquina,
e inventado mais aventuras.
Se calhar, tinha mais problemas reais,
Mas menos problemas imaginários.
É que, sabem, sou uma dessas pessoas que vive com sensibilidade
E sanidade hora após hora, dia após dia.
Oh, tive os meus momentos,
e se pudesse fazer tudo de novo, outra vez,
tinha muitos mais.
De facto, não tentaria mais nada.
Apenas momentos, uns após outros,
em vez de viver tantos anos à frente de cada dia.
Fui uma dessas pessoas que nunca foi a lado nenhum sem um termómetro,
Botija de água quente, casaco para a chuva e pára-quedas.
Se pudesse fazer tudo outra vez, viajava mais leve do que viajei.
Se tivesse a minha vida para viver de novo,
começava mais cedo a andar descalça na Primavera,
e ficava sempre assim, mesmo mais tarde, no Outono.
Ia a mais bailes.
Cantava muitas mais canções.
Diria muitos mais «amo-te» e «desculpa».
E apanharia mais papoilas."

Foto: Angela Marie

quarta-feira, 11 de julho de 2012

A sua carga é demasiado pesada?


"Abaixo de um certo limiar de trabalho
morre-se de fome
e acima
morre-se de sobrecarga laboral"
Sergio Fernández

Recentemente tenho ouvido discursos de desesperança em situações absolutamente opostas. Ou é aquela jovem, cheia de sonhos, que tem de emigrar por não ter trabalho no nosso país. Ou é aquele pai de família, nos seus quarenta e poucos, cujo excesso de stress e vida agitada, lhe provocou um ataque cardíaco que lhe tirou a vida. Nem todas as situações são tão radicais, mas dá que pensar...

E onde reside a felicidade no meio disto? Algures no meio, a solução está algures no equilíbrio.

Primeiro é um mito considerar que as pessoas não precisam de dinheiro. Para além da satisfação das nossas necessidades básicas, o dinheiro permite-nos usufruir de uma série de experiências que nos farão felizes (por exemplo viagens, a concretização de alguns hobbies, a possibilidade de fazer o que gostamos e não o que somos obrigados, etc.).

Todavia, acima de um certo valor o dinheiro deixa de ter relevância para a nossa felicidade. Por outras palavras, não é o dinheiro em excesso que nos tornará mais felizes.

Quantas pessoas estão até às tantas no trabalho, chegam a casa e têm mil e uma tarefas por realizar, dormem um pouco e voltam à mesma rotina? Por vezes nem tempo para os filhos têm. É positivo querer crescer financeiramente, mas dentro de certos limites. É muito fácil descurar outras áreas da nossa vida, quando só estamos concentrados no dinheiro ou nos deveres. Da minha perspectiva, devemos sempre ponderar os benefícios económicos vs custos pessoais.

Sugiro que aposte no método de downshifting! Este consiste em colocar em primeiro lugar a simplicidade, a qualidade de vida, a saúde, o ganho de tempo em família e com amigos... e a própria felicidade. Trata-se da aposta em experiências em detrimento da aquisição de objectos e do consumismo em geral. Trata-se de dizer não quando as nossas prioridades estão em jogo. 

E você, já pensou nisso? A sua carga é demasiado pesada? Se isto lhe soa familiar, apresento-lhe desde já 4 sugestões:
- permita-se a relaxar;
- gira melhor o seu tempo;

Foto: Colton Witt

terça-feira, 10 de julho de 2012

19 formas de pensar que o ajudarão a ultrapassar os momentos difíceis

Em tempos, a minha tia N. disse-me: “A felicidade depende em grande parte de como vês o que te rodeia e da forma como encaras os problemas”. E acho que ela tem toda a razão. 

Perante adversidades que nos acontecem no dia-a-dia, algumas pessoas pensam “Amanhã correrá melhor!”. Já outras, infelizmente, ficam a ruminar tempos e tempos no mesmo assunto. Criam um filme nas suas cabeças que, grande parte das vezes, chega a ser pior que a realidade. 

Quando tenho um dia difícil, esta é uma das minhas dificuldades: fico a pensar no que correu mal não sei quantas vezes. Mas quero mudar isso. Descobri que existem 19 formas de pensar que nos ajudam a ultrapassar os momentos difíceis. Quer descobrir quais? Aqui estão elas: 

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1 – Convença-se que os momentos difíceis fazem parte da vida – Pode ser uma chatice, mas não podemos mudar isso. Em qualquer momento da nossa vida, todos passamos por momentos difíceis, sem excepção. Sim, mesmo aquela pessoa super-feliz, pode estar a passar por dificuldades. 

2 – Concentre-se nas soluções – Quando estiver a pensar num problema, tente substituir esse pensamento por outros que se concentrem nas soluções. Se necessário escreva. Quem sabe não descobre a forma de ultrapassar a situação? 

3 – Não generalize – Não deixe que um único acontecimento mau (por ex. uma desilusão amorosa), o faça pensar que tudo corre mal na sua vida. Certamente há outras áreas da sua vida que correm melhor. 

4 – Lembre-se do que lhe tem corrido bem – Comece a dar importância ao que lhe corre bem. Pode ter uma família fantástica e/ou amigos que se importam consigo e/ou conseguiu o emprego que tanto desejava, etc. Pense bem, há-de encontrar algo de bom (se for difícil para si, sugiro que experimente um diário de gratidão).  

5 – Lembre-se que tudo passa – É impossível viver momentos difíceis o tempo todo. Certamente, daqui a uma semana, um mês, ou um ano, tudo estará melhor. Em certos casos, nem se lembrará do assunto. 

6 – Tenha uma visão geral, não se concentre só nos detalhes – Quando pensa que algo correu mal (por ex. uma festa que organizou) não se concentre somente nos detalhes negativos. Então e tudo o resto que correu bem? Será que ter-se esquecido de comprar camarão, teve assim tanta importância? Certamente foi criativo e deu a volta à situação. 

7 – Utilize «frases força» - Diga mental ou verbalmente, frases como “Vou conseguir ultrapassar isto”, “Amanhã é outro dia, tudo correrá melhor”, “Tudo se resolverá”, etc. Pessoalmente costumo dizer: “Há soluções para tudo nesta vida, menos para a morte. E mesmo essa, às vezes pode ser adiada”. 

8 – Não tire conclusões precipitadas – Obtenha toda a informação disponível sobre um assunto, antes de tirar uma conclusão negativa. Aqueles seus amigos podem não ter aceite o seu convite para jantar, por inúmeras razões: por estarem demasiado cansados, por terem combinado outra coisa previamente, por terem algo urgente para fazer. Porque raio pensou logo que que não gostam da sua companhia?  

9 – Não antecipe um futuro negativo – Esperar o melhor é muito menos stressante e dá bem menos trabalho, que esperar o pior. Imagine que tem de fazer uma apresentação pública. Evite pensar desde já que não vai conseguir falar, que as pessoas se vão rir de si, que só estarão a olhar para o seu aspecto… stop! Se se preparar convenientemente, experimente esperar o melhor. 

10 – Não tente ser perfeito – Primeiro por porque a perfeição não existe, depois porque ao tentar ser perfeito a sua vida será muito mais tensa e infeliz. Permita-se a errar, ria-se das situações, aprenda ao longo do caminho. O que importa é tentar melhorar. 

11 – Não classifique um mau momento como uma «catástrofe» – Imagine que cometeu um erro no seu trabalho. Não comece logo a pensar que só poderia ter acontecido consigo, que ainda vai ser despedido, que não há justificação para tal erro. Pondere, será que foi assim tão grave? Errar é humano e a verdadeira virtude está em assumir o erro e agir activamente para o corrigir. Para a próxima, fará melhor. 

12 – Não minimize os bons momentos – Por oposição, imagine que recebe um elogio do seu chefe. Não desvalorize essa opinião. Aceite o elogio como verdadeiro e como um estímulo para continuar o bom trabalho. 

13 – Não tenha medo de viver bons momentos – Algumas pessoas têm a sua atenção de tal forma concentrada no que lhes acontece de mal, que quando chega um bom momento não o aproveitam, com receio que tudo fique pior. Mesmo que nem tudo seja bom todo o tempo (também não será sempre mau), aproveite enquanto dura. 

14 – Pense que os momentos difíceis o ajudarão a crescer – Infelizmente, por vezes temos de passar por momentos maus, para acontecerem 2 coisas essenciais na nossa vida: a primeira é darmos valor às coisas boas quando estas acontecem, a segunda é que deixarmos de nos acomodar e agirmos activamente para melhorar a situação. Há por exemplo casos de pessoas, que só devido ao facto de terem tido chefes intratáveis e por passaram por momentos maus no trabalho, tomaram um atitude e criaram um negócio na área que sempre sonharam. 

15 – Pare de etiquetar as pessoas e coisas em seu redor – Isto acontece quando baseado num acontecimento ou em alguns acontecimentos, classificamos a totalidade do que está a nosso redor. Vou dar 3 exemplos: 
1) Imagine que está a ver notícias sobre a crise na televisão. Com base nessas notícias classifica o mundo como um local mau para viver. – Mas será que o mundo não têm coisas boas? Não se vive melhor do que há uns séculos atrás? Historicamente, já reparou que as crises são cíclicas. Apesar de tudo acabam por passar. 
2) O seu filho parte-lhe uma jarra e você diz-lhe que ele é mau. Será? As crianças tendencialmente têm boas intenções, mas nem sempre medem as consequências dos seus actos. E por vezes também lhes acontecem acidentes, como a todos nós. Critique o comportamento, mas não coloque a etiqueta de «má» na criança. 
3) Você comete um erro e diz de si próprio “Sou cá um idiota! Isto só comigo.”. Agora pense, pode julgar-se a si mesmo dessa forma por um único erro que cometeu? Então e as coisas que fez bem, esqueceu-se delas? 

16 – Não personalize os acontecimentos – Não se culpe por determinados acontecimentos e nem desconsidere aspectos relevantes, quando se debate com situações que não consegue controlar. Se não conseguiu que aquele cliente aceitasse o produto da vossa empresa, não depende só de si. Poderiam haver melhores preços no mercado, o seu produto poderia realmente não dar resposta ao que a pessoa necessitava, talvez ela estivesse a sondar terreno e não quisesse comprar nada por agora… 

17 – Mantenha a cabeça ocupada – Por vezes esta é a melhor forma de não ficar a ruminar num assunto. É ocupar-se de uma actividade complexa o suficiente, para manter a sua atenção concentrada nessa tarefa. Quando tiver acabado, provavelmente os seus problemas já não lhe parecerão tão graves. Poderá fazer uma limpeza geral lá em casa, assistir a um filme, ler um livro… 

18 – Agarre-se à sua fé – A espiritualidade poderá ajudá-lo a ultrapassar os momentos mais difíceis e dar-lhe-á esperança face ao futuro. Experimente orar e pedir que a situação melhore. Agradeça igualmente pelo que já tem de bom. 

19 – Lembre-se que «amanhã é um novo dia» - Terá uma nova oportunidade para fazer as coisas bem. Como diziam os antigos “Por vezes o travesseiro é o melhor conselheiro” e quem sabe amanhã já estará mais calmo para se concentrar nas soluções. 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Pensamento/Lema da semana #92


"O sucesso profissional tem de existir em equilíbrio com outros aspectos da vida".
Alfredo Frade

Foto: Kaitlin M

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Sugestão da semana #24: «fortaleça relacionamentos sociais significativos»

Diversas investigações comprovam a importância das relações sociais para a nossa felicidade. Ter um(a) marido/esposa compreensiva e que nos apoia, um amigo que nos escuta e com quem nos divertimos, aqueles familiares que nos fazem sentir que como parte de uma rede de afectos... todas estas pessoas contribuem para aumentar o nosso bem-estar.



Existem assim 3 vantagens em manter relacionamentos sociais significativos:
1) Aumento da felicidade;
2) Fortalecimento do sistema imunitário (o que conduz à melhoria da situação de saúde, recuperação mais rápida pós doença e aumento da longevidade);
3) Maior capacidade para enfrentar e ultrapassar os problemas que surgem ao longo da vida.

Assim, esta semana proponho que agende um encontro com amigos ou familiares realmente especiais para si. Esqueça a falta de tempo e as tarefas que tem por fazer. Convide-os para um almoço (por acaso, tenho um marcado), combine uma saída, façam um passeio... o importante é fortalecer os laços que tem com estas pessoas e passar uns momentos de pura alegria.

Conviva com os que lhe são queridos e tenha um final de semana feliz!

Foto: Khalid Al-Haqqan

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Seria feliz num lugar destes...

Porque o sonho ainda comanda a vida, acho que seria feliz num lugar destes… 

Adoro quando as casas parecem integradas na Natureza, ambientes absolutamente relaxantes e a proximidade do mar. Um dia gostava de ter uma casa assim, pois sonhar ainda não paga imposto (Que o  Ministro das Finanças não nos ouça!). 

Na realidade, este paraíso trata-se do Aparthotel Imanta Resort, em Punta de Mita, no México. Um hotel que não cabe no meu orçamento, mas não deixa de ser uma verdadeira inspiração. Querem dar uma espreitadela?



Este é o aspecto exterior das vivendas. Mar e arvoredo por todo lado. Que mais se pode pedir? 

Digam lá se este quarto não é um verdadeiro refúgio para o stress do dia-a-dia?

E quem não gostaria de relaxar nesta banheira? (Adoro a pedra, sem dúvida)…

… ou neste Jacuzzi?

Que tal cozinhar com as janelas abertas para a Natureza?

Então a sala de jantar…

E que tal relaxar na piscina exterior? Ou nas espreguiçadeiras… Tanto faz…

Sair da cama direitinho à piscina? Ai, ai…

Relaxar com os amigos no terraço?

Sem palavras…


E uma sala de estar com uma vista destas?


Já estou a imaginar as ideias criativas que sairiam deste escritório.

Outro quarto, mais natureza.

E a casa de banho? Linda!


Mais uma sala encantadora. 
Reparem na pedra junto da porta de entrada e no arvoredo para lá da janela.

O último quarto. Gosto das almofadas coloridas, com um toque étnico.

E um jantar nesta varanda, com uma vista de cortar a respiração?

Seria feliz aqui, creio que sim!...

Fotos: Imanta Resort

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Tratando das alergias

Se o ano passado foi o ano de fazer piqueniques em família, creio que este há-de ser o das idas à praia. 

Começámos a ir aos Domingos, por sugestão do pediatra da Letícia. Como tudo indica que ela tem bronquite alérgica, ele disse-nos que normalmente respirar aquele ar, costuma melhorar a situação. 

Ela adora esta sugestão e...nós também. É um 2 em 1, tratamos da saúde e relaxamos do stress semanal (quem não aprecia ver o bater das ondas, aquelas águas brilhantes e sentir o cheiro a mar? pessoalmente adoro!).

O médico também nos disse que fazer natação costuma ajudar bastante.

Mas querem saber o que podemos fazer para prevenir as alergias em casa (de notar que a Letícia é essencialmente alérgica ao pó):

- Eliminar o excesso de tralha e manter uma decoração simples, que facilite limpezas requentes;

- Retirar, principalmente do quarto da criança, tapetes e cortinados. Se optar por mantê-los, os tapetes devem ser de algodão e devem ser lavados todas as semanas. Já os cortinados devem ser de algodão puro ou de fibras sintéticas e devem ser lavados a cada 15 dias;

- O colchão e as almofadas devem ser de espuma, ou de outro material antialergénico;

- A roupa da cama deve ser de algodão e tanto as almofadas como o colchão devem ser revestidos com uma protecção antiácaros;

- Os peluches devem ser evitados, bem como outros brinquedos que acumulem muito pó;

- No roupeiro deve haver pouco vestuário e o mesmo deve estar limpo. Não devem ser acumulados outros objectos lá dentro;

- A cama deve ser submetida a uma limpeza minuciosa e a roupa da cama deve ser mudada, no mínimo 2 vezes por semana;

- O quarto deve ser limpo diariamente e as paredes lavadas com alguma frequência;

- Nas limpezas deve ser utilizado um pano húmido para o pó dos móveis e uma esfregona para o pó que se acumula no chão. Se mesmo assim quiser utilizar aspirador, opte por um com filtros HEPA (tenho um aspirador munido com esses filtros, da Polti);

- A roupa da cama deve ser lavada a uma temperatura superior a 65 ºC;

- Um aparelho de ar-condicionado pode ser aconselhado, pois filtra os pólenes, algumas partículas de pó e controla a humidade. Claro que os filtros devem ser lavados frequentemente.

E é assim. Temos de tratar da nossa saúde. A felicidade também passa por aí.


Foto: Mafalda S. (via telemóvel) - "Praia das Maçãs, Sintra"

terça-feira, 3 de julho de 2012

Como ser mais optimista

Devo confessar que nasci no seio de uma família pessimista (faço uma excepção à tia N.). Eu própria fui bastante negativa durante muito tempo. Mas com o passar dos anos e, principalmente desde que comecei a fazer investigação sobre a «felicidade», que aprendi a pensar a maioria do tempo de uma forma mais positiva. 

As investigações comprovam justamente que é possível aprender a ser mais optimista. Também comprovam o quanto isto vale a pena, pois os optimistas tendem a lidar melhor com o stress, ficam doentes com menos frequência, tendem a ter uma vida mais longa e a ser mais bem-sucedidos, mas sobretudo, são mais felizes. 

Também quer ser mais optimista? Deixo-lhe aqui 17 dicas para o conseguir. 

««»» 

1 - Comprometa-se que a partir de hoje, será o autor da sua vida – O primeiro passo é decidir que quer efectivamente ser o autor da sua vida e, para isso, vai comprometer-se a tomar medidas diárias para se tornar mais optimista (ao nível das suas escolhas, dos seus pensamentos, etc.). 

2 – Concentre-se nas soluções e não nos problemas – Por vezes desperdiçamos tempo precioso a ruminar com pensamentos negativos. Aceite as coisas como são (já aconteceu e não pode mudar isso),  optando por concentrar-se na busca efectiva de soluções. 

Imagine que perdeu o emprego. Pode ser a altura ideal para mudar para algo que o realize mais, para iniciar o próprio negócio, para investir em formação, para dedicar mais tempo à família. É difícil, mas não baixe os braços, vá à luta. Aprenda mais pormenorizadamente como lidar com os seus problemas, lendo este post

3 - Pare de comparar a sua situação com a dos outros – Comparar-se com os outros é meio caminho andado para a infelicidade, pois haverá sempre algum aspecto em que as outras pessoas são melhores. Por vezes estamos tão «cegos» que nem conseguimos ver as coisas boas que temos, inclusive comparativamente com os outros. 

Procure antes melhorar a nível pessoal e inspirar-se em pessoas que sejam um bom exemplo para si, que o motivem a evoluir. 

4 - Valorize o que tem de bom – Certamente que já alcançou alguns sucessos na vida: constituiu uma família que adora, conseguiu entrar para a faculdade ou tem amigos que gostam de si… Registe num diário as coisas boas que lhe acontecem diariamente. Começará a ver as coisas positivas que o rodeiam, ao invés de ver só o que lhe acontece de mal.  

5 - Valorize-se a si mesmo, mas não exija a perfeição – É importante valorizar-se, aprender e tentar melhorar. Contudo, não ambicione a perfeição, ou sentir-se-á constantemente frustrado e pessimista, por nunca atingir o pedestal que desejaria. Não tenha ilusões, porque ninguém é perfeito. 

6 - Não seja um «crítico profissional», entusiasme-se com a vida – O facto de verbalizar constantemente os aspectos negativos das pessoas e das situações, fará com que sinta que tudo é muito mau e ainda contagia os outros com o seu negativismo. Opte por pensar em soluções para os problemas e por falar das coisas boas que acontecem todos os dias (por vezes, mesmo diante dos nossos olhos).  

7 - Encontre inspiração para ser mais optimista – Poderá ler livros sobre optimismo, ver sites da Internet com notícias positivas ou, a minha preferida, colocar pensamentos positivos que o inspirem, em lugares bem visíveis (por exemplo no ambiente de trabalho do computador, na sua agenda, etc.). 

Eu inspiro-me sempre com um «lema da semana», baseado em pensamentos com este, de Phillip E. Humbert: "Esperar o melhor não requer mais esforço do que temer o pior. E é mais saudável, mais produtivo e muito mais divertido."  

8 - Substitua pensamentos negativos, por positivos – Isto nem sempre é fácil, requer esforço, mas com a prática começará a ver o mundo de forma mais positiva. A ideia é que perante uma mesma situação, a tente analisar de forma positiva. 

Ex.: Ao invés de pensar “Bolas! Este mês só consegui poupar 50,00 €”, substitua por “Vá lá, apesar de tudo ainda consegui poupar 50,00 €”. 

9 - Mantenha uma comunicação positiva – Comece a incluir na sua linguagem expressões mais alegres e entusiastas. Diga “Estou bem” (em vez do tipicamente português “vai-se andando” ou “mais ou menos”), “Vou conseguir”, “Há-de correr bem”. 

Atente também à sua comunicação não verbal. Sorria mais vezes, mantenha uma postura confiante e um tom de voz animado. Isto ajudá-lo-á a sentir-se mais optimista (pois é essa a mensagem que está a transmitir ao seu cérebro) e também incentivará os que o rodeiam a sê-lo. 

10 - Sorria mais vezes – O sorriso é mesmo importante, pois ao fazê-lo estará a favorecer as conexões cerebrais associadas à alegria e ao optimismo. O bom disto, é que o seu cérebro começará a reagir de forma mais optimista perante os acontecimentos da sua vida. 

11 - Rodeie-se de pessoas optimistas - Para as pessoas mais sombrias parece que tudo está mal: ou é o mundo que “vai de mal a pior”, ou é o vizinho que é insuportável, ou o patrão que é um ganancioso, ou os malditos pássaros que o acordam de manhã, com o chilrear… Se quem está próximo de si for assim, será difícil não se deixar contagiar com tanto pessimismo. É muito mais fácil ser optimista se se rodear de amigos bem dispostos, que o apoiem e que têm perspectivas positivas face à vida.  

12 - Ajude os outros – O simples acto de fazer algo de bom pelos outros, tem o poder de aumentar a sua energia positiva. Para além disso, poderá sentir uma espécie de escudo contra a negatividade. 

Experimente deixar alguém passar na fila de supermercado, deixe um saco recheado de compras à porta de uma família necessitada (mesmo que anonimamente), visite aquele familiar idoso para o qual nunca tem tempo, faça voluntariado… 

13 - Seja realista, espere altos e baixos – Ser optimista não significa que deve ver tudo cor-de-rosa, é preferível que seja um «optimista realista». Espere altos e baixos na sua vida. Os problemas existem e não deve fingir que não os vê (essa atitude poderia ser perigosa). 

Contudo, não se deixe abater pelos maus momentos. Se quiser ser mais optimista, concentre-se nas soluções que poderão resolver os seus problemas, aja activamente para os enfrentar e tenha esperança num futuro melhor. 

14 - Encontre uma oportunidade em cada dificuldade – Por vezes requer esforço, mas tente concentrar-se no lado positivo de cada situação difícil que enfrenta. 

Ex.1: Imagine que tem um acidente de carro e destrói o veículo. Pense na sorte que teve por estar vivo. Esta pode ser a oportunidade para passar a apreciar cada dia como se fosse o último. 

Ex.2: Imagine que tem um patrão intratável, que o ridiculariza constantemente. Esta pode ser a oportunidade para o fazer lutar por um emprego melhor, ou até passar a ter um negócio próprio que o realize mais. Se o patrão intratável não se cruzasse no seu caminho, talvez nunca tivesse coragem para mudar para melhor. 

A ideia é reenquadrar cada problema e, se possível, tirar partido dele. 

15 - Acredite que quase nada na vida é permanente – Se hoje sofreu uma grande desilusão, lembre-se que nada na vida é definitivo. As pessoas mais optimistas têm mais consciência de que nada é permanente, com o tempo tudo acalmará. 

16 - Concentre-se no presente – É muito positivo reviver as lembranças felizes do passado e ter esperança no futuro, mas valorize igualmente o momento presente. Há pequenas coisas maravilhosas que acontecem todos os dias e que passam rapidamente. Aprecie mais o presente seguindo algumas sugestões deste post.  

17 - Imagine para si mesmo, o melhor futuro possível – Ter esperança num futuro melhor, fará com que se sinta mais optimista. Mas para aumentar essa esperança, não se fique apenas pelos sonhos, coloque por escrito os seus objectivos, o que será necessário fazer no seu dia-a-dia para os alcançar. Só isso, já o fará sentir que «é possível», que o seu futuro está nas suas mãos. 

Foto: Aitor Aguirregabiria

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Pensamento/Lema da semana #91


"(…) é importante que ao olhar para o espelho, veja, de facto 
o que há de melhor e de pior na sua aparência. 
Depois, o que tem de fazer 
é realçar esse melhor e disfarçar o pior". 
Maria José Núncio

Foto: Rita M.
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