sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Que esperar deste blog em 2012?

Já tenho um esquema para o que vou escrever em 2012, aqui no blog.

Se seguir comigo nesta caminhada, eis o que poderá encontrar:
2.ª Feira - Pensamento/lema da semana - o objectivo é deixar uma mensagem de grandes pensadores que o inspirem ao longo da semana.
3.ª Feira - Informações baseadas na minha pesquisa sobre a felicidade - podem ser dicas, informação de novas pesquisas sobre o tema, etc.
4.ª Feira - Implementação de estratégias resultantes da minha pesquisa, na minha vida prática - aqui vou relatar em jeito de «diário», as mudanças que vou introduzindo no meu dia-a-dia, com o intuito de viver uma vida mais plena e feliz.
5.ª Feira - Tema livre - o nome diz tudo, vou falar do que me apetecer, desde que considere relevante para o blog.
6.ª Feira - Sugestão da semana - quero sugerir-lhe actividades ou estratégias que poderá experimentar para aumentar a sua felicidade. Claro que terá de ter em mente, que não somos todos felizes da mesma maneira (e ainda bem!), pelo que umas estratégias poderão funcionar melhor que outras.

Quero contudo referir que este não é um esquema rígido, pelo que se convier, poderei alterá-lo, ou poderei nem sempre ter tempo para publicar os posts que desejaria.

De qualquer modo, gostaria de convidá-lo a participar nesta caminhada. Aceita o convite?

Foto: Google images - autor não identificado

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Balanço das minhas resoluções para 2011

Com o fim do ano a aproximar-se, é chegada a altura de fazer um balanço das resoluções que tomei em Janeiro.

Estou contente com a generalidade dos resultados. Tenho sobretudo consciência de que ter colocado os meus objectivos no papel e traçado um plano para os concretizar, foi fundamental para ter sucesso. Quer dar uma espreitadela aos meus resultados? Ora veja:

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Evolução pessoal:
- Manter a minha pesquisa sobre o tema da felicidade - FEITO;
- Manter este blog actualizado com alguns dados da minha pesquisa - FEITO.

Família:
- Reservar mais tempo diário para estar exclusivamente com a família - FEITO, mas ainda quero melhorar;
- Manter a actividade especial da semana, a realizar em família - FEITO;
- Dedicar mais tempo ao meu maridinho e fazer-lhe umas surpresas de vez em quando - FEITO PARCIALMENTE, creio que ele ainda merecia mais atenção e mais momentos a dois.

Dinheiro:
- Fazer uma gestão eficaz do dinheiro, de modo a engordar a minha poupança - FEITO, consegui poupar aquilo a que me propus;
- Investir o dinheiro, de forma mais rentável - FEITO, mas de um modo diferente do que eu perspectivava.

Organização da casa e gestão de tempo:
- Eliminar a tralha que se foi acumulando na minha casa - FEITO PARCIALMENTE - não imagina a quantidade de tralha de que me desfiz, mas inacreditavelmente... continuo a ter muita coisa às quais quero dizer «adeus».
- Comprar objectos de decoração que harmonizem o meu Lar - FEITO, mas quero adquirir mais uns (decoração, não é tralha!);
- Utilizar técnicas de gestão que me permitam ter mais tempo para o que é realmente importante - FEITO, mas mesmo assim quero melhorar cada vez mais;
- Organizar a informação que tenho no meu computador - FEITO PARCIALMENTE, pois nunca pensei que tinha tanto para organizar.

Relações sociais:
- Falar com os amigos mais vezes (e nada de esquecer datas de aniversário) - FEITO PARCIALMENTE, a sério que tentei, mas não tenho tempo para convívios a toda a hora - vou cingir-me aos amigos mais chegados;
- Não dar azo a conversas de má língua - FEITO, e bem que tentaram que eu não cumprisse esta resolução, lá isso tentaram...

Saúde:
- Ir ao médico para saber qual o meu estado de saúde actual (isto implica uma visitinha pelo menos ao dentista, ginecologista e oftalmologista…) - FEITO PARCIALMENTE, fui ao dentista e acabei por andar lá meses a tratar o mesmo dente (e respectiva infecção que não me doía). Concluindo: a minha carteira não deu para mais... Mas para o ano irei monitorizar outras áreas!!
- Fazer um planeamento das refeições, de modo a fazer uma alimentação mais saudável - FEITO;
- Optar pela compra progressiva de produtos biológicos - FEITO;
- Realizar exercício físico pelo menos três vezes por semana - NÃO CONCRETIZADO, este foi o ponto em que falhei. Apesar de ter tentado, a preguiça, alguma dificuldade em gerir o tempo, ok, e a falta de mentalização de que este é mesmo necessário, levaram-me a não cumprir este objectivo.

Beleza:
- Passar a utilizar o leite de limpeza, tónico e creme hidratante no rosto - FEITO;
- Utilizar sempre o fio dentário - FEITO;
- Tratar adequadamente o meu cabelo - FEITO PARCIALMENTE, isto porque ainda não descobri os produtos que mais agradam ao meu cabelo (sim, porque ele é um esquisito do «caraças»).

Espiritualidade/relaxamento:
- Fazer uma oração diária - FEITO;
- Fazer meditação - FEITO PARCIALMENTE, pois substituí-o pela visualização. Não tenho muita paciência para a meditação, mas talvez ainda consiga gostar dela;
- Efectuar viagens em família pelo nosso país, especialmente para destinos relaxantes - FEITO, bem... fomos ao Algarve, ao Jardim Zoológico, à Casa dos Patudos, ao Oceanário, ao Jardim Botânico, a Tomar, a Belver, à Nazaré, à Foz do Arelho, etc.... fartámo-nos de passear;
- Fazer todos os dias uma actividade que me dê prazer (por mais pequena que seja) - FEITO (ok, por vezes foram só 5 minutos, mas valeu mesmo a pena).

Ambiente:
- Adquirir hábitos ecológicos, que preservem o meio ambiente - FEITO e desejo melhorar ainda mais.

Solidariedade:
- Participar periodicamente em campanhas de solidariedade social - FEITO, nunca são demais, mas já nem me recordo de todas. Vejamos: doei roupa a um orfanato, dinheiro à fundação do Gil, à Liga Portuguesa contra o Cancro, a uma Associação de Apoio a Crianças, doei alimentos ao Banco Alimentar e fiz algumas acções de solidariedade junto de pessoas da própria comunidade (gostei mesmo muito desta parte), etc. e etc.

Já estou cheia de ideias para as minhas resoluções para 2012. E você? Já pensou nisso?

Foto: Google images - Autor não identificado

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Pensamento/Lema da semana #64

"Ninguém pode voltar no tempo e fazer um novo COMEÇO.
Mas podemos começar agora e fazer um novo FIM
!» Bob Marley
Foto: Mafalda S. - "Sunset"

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Feliz Natal!!

Desejo que este Natal, abra o presente da esperança e volte a acreditar que tudo pode mudar para melhor.

Desejo que reavive a sua espiritualidade e volte a acreditar que Alguém superior a nós, se preocupa e está lá para nos ouvir e para nos ajudar.

Desejo que crie uma lembrança feliz em família e que acredite que é possível aprender a chamar a felicidade para a sua vida.

Desejo-lhe um Feliz Natal!! Desejo que volte a acreditar...

Foto: Google images - Autor não identificado

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Mini-férias do blog (forçadas)

Apesar deste ser um blog sobre felicidade, não quer dizer que não hajam pedras no caminho. Neste caso, são as doenças. Cá por casa, eu, a Letícia e o meu marido estamos doentes. Será por isso uma altura de recolhimento, para regressar com toda a energia possível.

Quanto às pessoas que me enviaram e-mails a solicitar o meu modelo de orçamento, bem como as que pediram para ver as minhas folhas de registo diárias, de que falei neste post, prometo que em breve tratarei disso.

Tenho pena de ser assim. Estava para fazer mesmo umas mini-férias, mas para outras paragens. Queria arejar as ideias e passar algum tempo só em família. Tive de cancelar, mas paciência, é em prol da nossa recuperação.

De qualquer modo, a minha cabeça (dorida, diga-se) fervilha de ideias para o próximo ano. Quero investigar muita coisa, levar a cabo um novo projecto, propôr desafios... aguardem-me, he, he!

E falando agora de aspectos mais positivos, desejo-vos o melhor Natal possível. Que todas as benesses venham ter aos vossos sapatinhos e que a felicidade encha os vossos corações. FELIZ NATAL!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Pensamento/Lema da semana #63

"Ainda que se percam outras coisas ao longo dos anos,
mantenhamos o Natal como algo brilhante.
Regressemos à nossa fé infantil
".
Grace Noll Crowell

Imagem: Google images - Autor não identificado

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Como apreciar o Inverno

Se for como eu, fugiria do Inverno e do frio a sete pés (se pudesse claro!). Sou daquelas pessoas que ao mínimo raio de luz envolvido em brisa quente, fica com um sorriso nos lábios.

Tentei por isso encontrar alguma beleza no Inverno e, afinal, apercebi-me que este também tem os seus encantos. Eis 15 formas de apreciar o Inverno:

1 - Observar as magníficas paisagens de Inverno - seja aquele nevoeiro a contornar os montes, seja a geada branquinha sobre a relva, ou melhor, a eterna beleza da neve (que no nosso país parece quase mágica, dada a sua raridade);

2 - Envolver-se no espírito natalício -
estou farta de ouvir reclamarem do consumismo do Natal, mas pergunto-me: então e o lado positivo? A comemoração do nascimento de Jesus, as decorações lindíssimas em casa e nas cidades, a alegria das crianças quando encontram presentes debaixo da chaminé;

3 - Apreciar a comida -
quem não se delícia com os sonhos, os coscorões, o perú recheado, o bacalhau...

4 - Beber bebidas quentinhas -
é nestas alturas que me sabe melhor um capuccino cheio de natas, uma boa infusão ou chá, um chocolate quente...

5 - Ler um bom livro debaixo de uma mantinha -
é uma das actividades que me dá mais prazer e se puder ser acompanhado pela dita bebida quente, tanto melhor;

6 - Fazer um banho de imersão quentinho - é tão agradável, especialmente quando chegamos a casa cheios de frio. E para melhorar, que tal fazer uma banheira cheia de espuma, rodeada de velas aromáticas.

7 - Namorar muito - he, he... garanto que nos esquecemos do frio;

8 - Fazer uma sessão de cinema em casa - sim, e aproveitar para ver os filmes que mais adoramos ou os que estamos ansiosos por ver;

9 - Ouvir o crepitar de uma lareira - só a lareira em si já transforma o espaço em algo acolhedor;

10 - Tomar o pequeno-almoço num café cheio de charme - estou a falar daqueles espaços com alguma história, uma decoração perfeita, boa música, manjares deliciosos e com excelente apresentação e, tudo isto num ambiente quentinho;

11 - Adormecer ao som da chuva e do vento - pessoalmente, adoro ficar dentro da caminha e ouvir estes sons, parece que tenho mais consciência do meu conforto;

12 - Confraternizar com os amigos/família em casa - apreciando um bom almoço, colocando a conversa em dia, rindo de aventuras conjuntas;

13 - Redecorar a casa - aproveitando que a vontade de sair é menor, esta pode ser uma óptima ocasião para se desfazer das tralhas, reorganizar o espaço e incluir elementos decorativos que tornem a sua casa mais acolhedora;

14 - Recordar-se dos bons momentos passados - em família pode ver os velhos álbuns de fotografia, espreitar os filmes das férias...

15 - Ir de férias - sim, também é uma opção. Pode fazer umas férias na neve, ir para locais mais quentes, ou ir para os típicos locais de Verão (com piscina interior incluída) que, nesta altura, têm uns preços super-acessíveis.

E é isto, até porque a felicidade também reside na capacidade de ver beleza no ambiente que nos rodeia...

Foto: Mafalda S.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Planeie já o orçamento familiar para 2012

Basta abrir um jornal, ou ligar a televisão, para sabermos que o próximo ano promete um aperto de cinto às famílias portuguesas (e não só).

Havendo ou não crise financeira, é importante para a nossa felicidade deter controlo sobre o nosso dinheiro (ao invés de ser ele a controlar-nos a nós). Assim, sugiro que comece desde já a planear o seu orçamento familiar para 2012.

Ao lado está um exemplo de orçamento que adaptei de um modelo da microsoft (clique duas vezes na imagem para o conseguir ver ou clique uma vez e copie para o seu computador), no qual se pode basear para elaborar o seu próprio orçamento. Não consegui colocá-lo para download, mas se o quiser em formato Excel, para o adaptar às suas necessidades, envie-me um e-mail a solicitar-mo.

Eis algumas dicas para elaborar o seu próprio orçamento:

- analise os seus custos do ano passado (através de extractos bancários, recibos de compras, etc.) e calcule os seus gastos anuais;

- divida esses gastos anuais, por doze meses. Se por exemplo contar mensalmente com despesas periódicas como o seguro do carro e dispuser dinheiro de lado para o efeito, já não custará tanto na altura de o pagar;

- acrescente aos valores mensais o valor da inflação (sim, porque os preços vão subir) e de impostos que sabe há partida que vão ser mais elevados (como o caso da electricidade, que agora tem um IVA de 23%);

- caso este sistema lhe pareça complicado, registe todas as suas despesas diárias no mês de Janeiro e extrapole para o ano inteiro. Adicione o valor das despesas periódicas que espera vir a ter;

- inclua, se possível, gastos com alguns mimos, como as férias, idas aos ginásios, etc. (estes também pesam no orçamento);

- acrescente ou retire categorias que se adaptem às suas necessidades (pode por exemplo incluir o salário do seu parceiro se viver com alguém, pode incluir despesas com animais se os tiver, pode retirar despesas com crianças se não tiver filhos). O importante é que faça sentido para si;

- o exemplo que estou a dar é não só de um orçamento, mas de um registo das despesas mensais (antigamente eu só registava as despesas). A verdade é que assim pode controlar se os seus gastos estão ou não a ir além do previsto;

- para este controlo resultar necessita de registar os seus gastos diários e copiá-los uma vez por mês (no meu caso registo em formato de papel - se quiser posso publicá-lo também - e mensalmente copio os totais. Antigamente tinha um sistema em que registava no computador e os totais mensais eram calculados automaticamente, mas como havia dias em que não me apetecia de ligar o computador, acabava por desistir e o controle das minhas contas ia por água abaixo). Pense por isso antecipadamente, num sistema que sabe que vai conseguir manter;

- não se esqueça de calcular igualmente as suas receitas;

- no caso das receitas não cobrirem as despesas faça uma distinção entre as despesas obrigatórias (por exemplo a prestação da casa) e corte em despesas que não são tão necessárias (refeições fora de casa por exemplo) ou reduza-as (não adquirindo, por exemplo, presentes tão caros). Pode igualmente usar a sua criatividade e criar um rendimento extra;

- não incluí na imagem (e agora confesso que já não estou com paciência para alterá-la), mas pode incluir no quadro "poupanças/investimentos" uma categoria com o título "fundo de emergência", onde poderá destinar algum dinheiro para eventuais imprevistos que possam surgir na sua vida .

Apesar da crise, acredito que com o controle do nosso dinheiro e das nossas próprias vidas, conseguimos reduzir o stress negativo e a ansiedade... e sem eles, somos bem mais felizes!

Imagem: Mafalda S.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Que susto!

É assim que posso definir o que se passou neste fim-de-semana.

A Letícia já curada da virose, apanhou uma gripe (desde que foi para a escola, já começa a ser uma rotina). Mediquei-a para a febre e a situação parecia estar controlada. Mas assustei-me francamente quando cheguei do trabalho na Sexta-feira. A minha pequenina estava com imensa dificuldade em respirar e ouvia-se aquela chiadeira típica da asma. Corri com ela para o hospital.

Valha-me o facto de ter tido um atendimento excelente! De qualquer modo, fiquei com o coração pequenino quando o médico me disse que havia probabilidades de ela ter bronquite (muita gente na minha família teve essa doença, inclusive eu). Peço a Deus que não tenha passado de um susto...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Pensamento/Lema da semana #62



"Faça a única coisa
que pensava não poder fazer. Erre.
Tente novamente.
Faça melhor na segunda tentativa.
As únicas pessoas que nunca caem
são aquelas que nunca sobem ao trapézio.
Este é o seu momento.
Agarre-o
".
Oprah Winfrey




Foto: H. Powers

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Decoração a evocar lembranças felizes


Um dia a praia estava assim... sob a brisa quente e com o vai e vem das ondas, surgiram mil e uma pedrinhas no areal... Lindas! Em tom creme, meio gastas pelo embate das águas, a recordar pedra-pomes ao toque.



Noutro dia a minha casa ficou assim...decorada com pedras do mar, que me recordam aquele dia na praia. Toco-lhes e quase sinto o bater das ondas, o sol a iluminar a água e os risinhos da Letícia a correr pelo areal.

Estes são alguns dos objectos que evocam as minhas lembranças felizes.

É algo que todos podem experimentar: espalhar pela casa alguns objectos que vos trazem boas recordações. Podem ser fotografias, ramos de flores que se transformam em flores secas, o bordado da vossa avó... Não precisam de ser caros (neste caso até foram gratuitos) e, como que por artes mágicas, podem contribuir para melhorar o vosso humor e acalmar o stress.

Que acham da ideia?





Fotos: Mafalda S.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Notícias positivas se faz favor!

Digo constantemente que devemos fazer o que está ao nosso alcance para sermos felizes. Longe de mim dizer que vejo tudo cor-de-rosa. Considero-me sim uma «optimista realista». Mas também não tenho paciência para tanta má notícia com que somos bombardeados diariamente.

Basta folhear um jornal, pesquisar na internet ou ligar a televisão para sabermos que isto «vai de mal a pior». Estamos super-endividados, os combustíveis vão ficar mais caros, há confrontos diários em países árabes, etc., etc...

Longe de mim ser contra a divulgação do actual estado de coisas. Só conhecendo os problemas, poderemos procurar soluções. Da insatisfação nasce por vezes uma vontade de arregaçar as mangas e melhorar a situação. Mas o excesso de más notícias também pode ser paralizante e muita gente acaba a atribuir culpas a este ou aquele, completamente irritadas, mas sem saber como agir. As emoções são contagiosas... logo, o negativismo também(agora imagine uma onda de negativismo a espalhar-se por um país inteiro).

Sou por isso apologista que se deveria dar mais tempo de antena às boas notícias. As pessoas precisam de ânimo, precisam de acreditar que o sucesso é possível, precisam de ouvir histórias inspiradoras, precisam de conhecer as acções que resultaram perante determinados problemas... especialmente em momentos de crise como este.

Vou sugerir-lhe que hoje (ou daqui por diante) dê uma espreitadela a sites de boas notícias. Eis alguns exemplos:
- Boas Notícias - http://www.boasnoticias.pt/
- Agência da Boa Notícia - http://www.boanoticia.org.br/
- Somente Boas Notícias - http://somenteboasnoticias.wordpress.com/
- Happy News - http://www.happynews.com/
- Good News Network - http://www.goodnewsnetwork.org/

E você, conhece outros sites? Se conhecer, não deixe de divulgar!

Foto: Google images - Autor não identificado.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Como lidar com as críticas

A crítica faz parte do ser-humano (para mal dos nossos pecados). Temos o hábito de julgar e também somos julgados.

Contudo, algumas pessoas estão emocionalmente mais preparadas para lidar com as críticas e até com os «críticos profissionais» (aqueles chatos que não fazem mais nada senão julgar os outros).

Se não for este o seu caso, e sente-se frequentemente triste e magoado com as críticas que recebe, está na altura de aumentar a sua tolerância às críticas. Eis 25 dicas para lidar com as críticas, que certamente o ajudarão:

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1) Se você tiver «importância», é normal receber críticas - Como dizia Torres Pastorino “(…) só a árvore que produz frutos é que se vê apedrejada, para deixá-los cair. À árvore estéril ninguém dá importância”. Assim, considere a crítica como um sinal de que você é relevante para alguém.

Para além disso, é impossível você agradar a toda gente, pelo que as críticas são inevitáveis.

2) Não deixe de viver, por receio das críticas - Algumas pessoas sentem-se tão mal com as críticas que deixam de realizar determinadas actividades com receios das críticas. Não obstante, na generalidade dos casos é preferível encontrar soluções para lidar com a situação. Esconder-se só fará aumentar os seus medos.

3) Cultive a sua auto-estima – Quando existem áreas da sua vida em que se sente inseguro (provavelmente por críticas que recebeu desde a infância), as críticas dos outros serão um verdadeiro pesadelo. Assim, nada melhor do que cultivar a sua auto-estima, para diminuir a sua insegurança e conseguir lidar com os problemas de frente. Aumente a sua auto-estima, seguindo as dicas deste post.

4) Esteja consciente, de que as pessoas são resistentes à mudança – No caso de liderar uma equipa de trabalho, e se as críticas tiverem surgido em virtude de uma mudança que tenha feito, tenha em mente que as pessoas são resistentes às mudanças.

É normal ser criticado. Mas com o tempo, a mudança acaba por entrar na rotina habitual e as pessoas deixarão de falar no assunto.

5) Esteja aberto à aprendizagem – Você não tem de saber tudo, por isso é normal que desconheça certas áreas ou que cometa erros. O importante é estar aberto à aprendizagem que o capacitará a agir melhor.

6) Controle a sua linguagem corporal – Se alguém se dirige para o criticar, controle a sua linguagem corporal para demonstrar mais autoconfiança. Endireite os ombros, oriente o corpo na direcção de quem está a falar e sorria. Não cerre os dentes ou cruze os braços enquanto ouve.

7) Não fique na defensiva – Perante uma opinião negativa, talvez a sua reacção imediata seja criticar de volta ou culpar alguém. Mas não o faça. Aliás, se os ânimos se exaltarem, para além de não resolver a situação, só agravará o relacionamento entra o crítico e o criticado.

Tente antes concentrar-se na crítica em si, perceber se esta tem fundamento e, se possível, resolvê-la.

8) Ganhe tempo, não responda de imediato – Se reagir de imediato, a sua resposta será muito mais emocional do que racional e acaba por reduzir a possibilidade de resolver a situação.

Atrase a sua reacção o tempo que puder, consoante a situação. Conte mentalmente até dez e respire fundo, deixe passar umas duas horas ou aguarde até ao dia seguinte para dar uma resposta àquele e-mail…

9) Seja empático, coloque-se no lugar do outro – Coloque-se no lugar do outro e tente perceber o seu ponto de vista. É possível que um dos dois não tenha percebido a situação por completo e que uma das partes necessite de conhecer a outra perspectiva.

10) Concentre-se no problema – Em muitas situações, juntamente com uma crítica válida, vêm uma série de ofensas que não ajudam à resolução do problema. Identifique e responda somente à crítica.

Para não haver equívocos, coloque as seguintes questões: “Pelo que percebi o problema é este (descrição do problema) e você gostaria que eu fizesse (descrição da solução proposta). É isso que me está a tentar dizer?”.

11) Faça as perguntas necessárias para esclarecer o problema – É muito fácil criticar, mas nem sempre o que parece, o é realmente. Por vezes os críticos desconhecem todos os aspectos do problema, pelo que importa levantar todas as questões: Como aconteceu? Quem estava presente? Estiveram presentes até ao fim? Que melhorias sugere?

A ideia é obter detalhes concretos da situação (se necessário falar com outros intervenientes), para depois analisá-los.

12) Não aceite cegamente todas as críticas – Nem sempre as críticas são feitas com boas intensões, com o intuito de melhorar a situação. Às vezes as pessoas estão unicamente a querer ser superiores no momento em que criticam.

Por outro lado, nem todas as sugestões apresentadas têm cabimento. A decisão final sobre o que há a mudar, caber-lhe-á a si.

13) Avalie o objectivo da crítica – Para avaliar o objectivo da crítica, tente perceber o seguinte:
a) Trata-se realmente de uma crítica ou de uma mera opinião?
b) Se é realmente uma crítica (e após ter colocado as perguntas do ponto 11) esta tem razões para existir?
c) Trata-se de uma crítica construtiva, cujo objectivo é melhorar a situação?
Após ter avaliado o objectivo da crítica, saberá se ela merece a sua atenção ou se deve descartá-la. Se a crítica for construtiva, pense com cuidado e determine as sugestões que você pode adoptar para a resolver.

14) Analise a fonte por detrás da crítica – Este também é um aspecto importante. Imagine que alguém criticou a forma como se veste. Agora pense bem: a pessoa é algum especialista em moda? Ela percebe alguma coisa do assunto?

Na verdade, nem sempre as pessoas têm conhecimentos acerca dos assuntos de que falam. Muitos criticam os outros somente para os fazerem sentir mal. Despreze por isso as dicas de quem não entende nada do assunto.

15) Quantas pessoas criticam o comportamento? – Quando o criticam poder-lhe-ão dizer “Toda a gente diz isso”. É importante perceber quem é essa «toda a gente». Na maioria dos casos, se investigar melhor, acaba por descobrir que são uma ou duas pessoas. Muitas vezes as críticas acabam por ser isoladas e nem sequer são bem fundamentadas.

Aparte disso, além dessa «toda a gente», poderá haver a restante gente que pensa justamente o contrário.

E mesmo que muitas pessoas o critiquem, não é por isso que a crítica será uma verdade absoluta e irrefutável. É a crítica em si que precisa de ser avaliada, pelo que deverá analisar se esta é justa e se vai melhorar a situação.

16) Não seja o seu pior crítico – Não aceite tudo o que o seu crítico interno lhe diz. Por vezes, para além de considerar verdadeiras todas as críticas externas ainda acrescenta as suas próprias críticas.

Questione-se! Imagine que não sai com outras pessoas, porque se acha terrivelmente desinteressante. Mas quem é você para dizer isso? Algum perito em psicologia humana? Porque pensa que não tem nada de interessante para falar? Porque se acha feio? É algum especialista em beleza?

Se se sente mais fragilizado em determinada área, ao invés de estar constantemente a criticar-se, faça o seguinte:
a) enumere o que tem de bom e os pequenos (ou grandes) sucessos que teve na vida;
b) procure informação credível sobre a área a aperfeiçoar;
c) adopte as sugestões possíveis que o permitam melhorar (ficar de braços cruzados não vale);
d) registe os progressos que for alcançando.

17) Peça uma segunda opinião de alguém de confiança – Pergunte a pessoas da sua confiança opinião sobre o assunto em questão. Mas peça-lhes uma opinião sincera. O objectivo não é dizerem-lhe tudo o que deseja ouvir, mas sim darem-lhe a conhecer a seu próprio juízo sobre o assunto.

Isto pode ajudá-lo a ver outras perspectivas, das quais nem se tinha apercebido. Uma pessoa amiga poderá ainda dar-lhe o apoio que tanto necessita, para resolver o assunto.

18) Se a crítica for injusta, explique o seu ponto de vista calmamente - Sem ficar irado, mas com muita calma, responda com educação à outra pessoa. Explique-lhe as razões que fundamentam as suas acções/opiniões.

Se pelo contrário, responder de forma agressiva, será muito mais difícil para a outra pessoa aceitar a sua explicação e os seus motivos.

19) Se a crítica for válida, resolva-a – Existem situações em que a crítica é válida e tem razões para existir. Ao invés de agir com uma atitude defensiva, diga à pessoa que compreende e que vai fazer de tudo para resolver a situação. Depois disso, resolva o problema e pronto.

Após ter resolvido o assunto, a pessoa ficará bem mais contente consigo. Esta terá noção de que mesmo que hajam problemas, você se importa e tem interesse em resolvê-los.

20) Se você estiver errado, dê feedback ao crítico – Ao invés de inventar desculpas ou até de passar responsabilidades para outros, se verificar que está errado, assuma a culpa e garanta que resolve a situação.

Demonstre o seu agradecimento pelo feedback da outra pessoa e, posteriormente, dê-lhe a conhecer o facto de ter agido para corrigir o problema. Isto é extremamente eficaz para tranquilizar os críticos e apaziguar os ânimos.

21) Aprenda com as críticas – Existem críticas sinceras e construtivas que são feitas para o seu bem. Retire uma lição dessas críticas valiosas, corrigindo os seus erros e aperfeiçoe as suas acções.

Sinta-se grato por estas terem sido feitas, pois com elas pode efectivamente aprender e melhorar.

22) Reconheça os «críticos aproveitadores» - Não ceda perante «críticos» aproveitadores. Estes aproveitam-se da sua sensibilidade para conseguirem o que querem.

Um bom exemplo disso é quando o seu filho adolescente o acusa de ser um péssimo pai, por não lhe comprar aquela roupa de marca que todos os colegas têm. Esta crítica tem por objectivo fazê-lo sentir-se mal e com base nisso levá-lo a fazer o que o crítico (neste caso o seu filho) quer. Arranje maneira de dar a volta à questão, mas não ceda perante acusações do género.

23) Evite os «críticos profissionais» - Infelizmente eles existem… são aquelas pessoas que parece que nasceram para criticar tudo e todos, a todo o momento. Estão sempre insatisfeitas e sentem-se mais poderosas justamente quando tecem críticas severas dos outros.

Evite estas pessoas, afaste-se delas. No caso de não ser possível tente redireccioná-los para outras conversas (perguntando-lhes dos seus próprios objectivos de vida, da sua própria família, etc.).

Se as críticas em relação a si são infundadas, não dê azo a grandes conversas, ignore-o e vá fazer outra coisa.

Se, por outro lado, as críticas são dirigidas a outra pessoa, sugira delicadamente ao crítico para falar com a pessoa correcta (caso contrário irá ouvir um discurso interminável de má língua).

24) Tenha em mente, que grande parte das vezes os «críticos profissionais» agem normalmente por inveja – Pois é, muitas vezes os «críticos profissionais» criticam justamente quem invejam. Na maioria dos casos, as suas críticas viciosas reflectem problemas e inseguranças delas mesmas. Ao criticar, sentem prazer pelo poder que essa atitude lhes dá.

Volto a repetir, afaste-se destas pessoas (se hoje criticam outros à sua frente, amanhã poderão criticá-lo a si à frente de outros).

25) Não seja você próprio um «crítico profissional» - Isto implica não ceder a conversas de má-língua e analisar se as suas próprias críticas têm fundamento (antes de as pôr cá para fora).

Para além disso, não seja um «crítico profissional» perante os seus filhos, tendo em atenção o seguinte:
a) critique o comportamento não a criança;
b) faça críticas construtivas que o ajudem a melhorar, mas equilibre com elogios perante o que o seu filho já faz bem;
c) não compare o seu filho com outras crianças, para além de ser um pontapé na sua auto-estima, poderá torná-lo muito sensível a qualquer crítica (inclusive às construtivas).

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E você, tem outras sugestões?

Foto: Google images - Autor não identificado.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Pensamento/Lema da semana #61

"Esperar o melhor não requer mais esforço
do que temer o pior.
E é mais saudável, mais produtivo
e muito mais divertido
."
Phillip E. Humbert

Foto: Google images - Autor não identificado

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Vou-me ausentar…

… sim, é só esta semana, mas vai mesmo ter de ser.

Trabalhei no fim-de-semana passado, a filhota apanhou a «malvada» de uma virose e eu não tive tempo para agendar posts.

Mas voltarei em breve, pois a blogosfera faz-me falta! Desde que comecei a escrever e a ler também os vossos cantinhos, sinto que melhorei enquanto pessoa. Hoje (estou a ser muito sincera), sinto-me muito mais feliz do que há um ano atrás. OBRIGADA a todos por isso!

E agora vou dar miminhos à filhota, que ela está a precisar.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Pensamento/Lema da semana #60

"A felicidade é o significado e o propósito da vida,
todo o objectivo e finalidade da existência humana
".
Aristóteles

Foto: Google images - Autor não identificado

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Organizadores ou o combate ao stress em casa

A nossa casa poderá contribuir para a nossa felicidade, desde que a sintamos como um lugar acolhedor, onde possamos relaxar do stress do dia-a-dia.

Por oposição, uma casa com objectos em excesso e demasiada desorganização, conduz a uma sensação de sufoco, provocam-nos stress e ainda nos retiram tempo precioso em família (só o tempo perdido à procura das chaves ou a arrumar tralha que veio não sei de onde...).

Os organizadores combatem justamente a desorganização e após a minha pesquisa sobre organizadores na despensa, resolvi adquirir alguns (pouquinhos, mas com o tempo irei arranjar mais uns tantos).

Ao lado podem ver os cestinhos que comprei para a minha despensa (cerca de 2 € cada). Para além de ficar mais bonito, reparo que servem para limitar os produtos que coloco lá dentro (quando o cesto está cheio, não autorizo a entrar lá mais nada!). Assim, evito compras desnecessárias e não permito que uns produtos «voem» de umas prateleiras para outras (comum cá em casa, especialmente na área dos produtos de limpeza, quando a empregada passa por cá - ai aquela malandra!).

Por enquanto, só tenho estes cestinhos, mas quero adquirir mais organizadores (creio que estou a ficar organizadoromaníaca).

Depois comecei a olhar para o roupeiro da Letícia e por baixo dos casaquinhos havia um monte de colchas, mantinhas e lençóis amontoados (quando precisava de alguma coisa, era uma aventura retirá-la sem derrubar nada). Assim, resolvi aproveitar o espaço comprando um bloco de gavetas (a cor é um bocado forte, mas como só me custou cerca de 20 euros... vivam as lojas chinesas!).

Não imaginam a diferença! Agora está tudo acessível e com ar arrumado. E também me pergunto: "Mas como é que não reparei, que havia tanto espaço no armário?"

P.S. Sim, parece que a minha filha já anda na «fase» dos posters. Mas a Moranguinho só teve direito a ficar dentro do armário... ai dela que saia dali para as paredes!

Um excelente fim-de-semana!

Fotos: Mafalda S.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O poder de um sorriso

Todas os dias dedico algum tempo a visitar os idosos da minha Instituição. Passeio pelas salas, pergunto como estão, ouço os seus desabafos ou alegrias e desejo-lhe os bons dias... com um simples sorriso.

Até há um tempo, não me apercebia do verdadeiro poder do sorriso. Não pensava que esse pequeno gesto fizesse assim tanta diferença. Mas um certo dia, o "Ti Manel" (chamemos-lhe assim), pegou-me na mão e disse-me: "Tenho de lhe dizer que o seu sorriso matinal, ilumina o resto do meu dia. Pode até ter mil e um problemas (disfarça bem!), mas tem sempre um sorriso para nos dar. Acredite que me fico a sentir melhor, obrigada por isso!". Com um comentário destes, eu própria «ganhei o dia» (e distribuí certamente mais sorrisos do que o habitual).

Acredito piamente que a nossa simpatia, humor e sorriso, podem espalhar sementes de boa energia, um pouco por todo lado.

Isto recorda-me uma outra história, descrita no livro "Inteligência Emocional" de Daniel Goleman, ora vejam:

"Era uma tarde de Agosto em Nova Iorque, insuportavelmente quente e abafada, um daqueles dias em que o suor e o desconforto tornam as pessoas taciturnas e irritadiças. Eu estava de regresso ao hotel e quando entrei no autocarro, em Madison Avenue, fui surpreendido pelo condutor, um negro de meia idade com um sorriso entusiasta, que me acolheu com um amigável «Viva, como vai isso?», saudação que dirigiu a quantos iam entrando enquanto o autocarro ia avançando a passo de caracol por entre o denso tráfego da Baixa. Todos os passageiros ficavam surpreendidos como eu e, fechados no sombrio estado de espírito que o dia propiciava, poucos respondiam ao cumprimento.

À medida, porém, que o autocarro ia progredindo lentamente pelas ruas, ocorreu em todos nós uma gradual e mágica transformação. O condutor manteve um incessante monólogo em nosso proveito (...). Quando as pessoas saíam do autocarro, já sacudidas para fora da sombria concha onde se tinham fechado, e o motorista lhes lançava um «Até à vista, tenha um óptimo dia», todos lhe respondiam com um sorriso. (...)


(...) imaginando o virús de boa-vontade que deve ter-se espalhado pela cidade, transportado pelos passageiros do autocarro, compreendi que aquele motorista era uma espécie de pacificador urbano, um mago dotado do poder de transmutar a saturnina irritabilidade que envolvia os seus semelhantes, de suavizar-lhes e abrir-lhes um pouco o coração".

É verdade, um simples sorriso pode mudar muita coisa. Quanto a mim, decidi, vou sorrir mais vezes.

Foto: Ellyn Rivers

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O que deve saber sobre o cancro – dicas de David Servan-Schreiber

Há dias reli a derradeira entrevista que David Servan-Schreiber deu ao Público. Este médico é um neuropsiquiatra que sobreviveu durante 19 anos a um cancro agressivo (a percentagem de sobrevivência é inferior a 2%).

Após saber da sua doença, dedicou-se a analisar uma série de estudos sobre o cancro, para tentar perceber o porquê de algumas pessoas sobreviverem a esta doença e outras não.

E como a doença afecta (e muito) a nossa felicidade, deixo algumas dicas de David Servan-Schreiber para prevenir/lutar contra o cancro.

1 – Algumas regras simples para combater o cancro são:
a) Ter atenção aos alimentos que ingerimos;
b) Manter um certo nível de actividade física;
c) Gerir melhor o stress, através de técnicas de relaxamento;
d) Manter uma boa rede de amigos;
e) Evitar ao máximo os produtos cancerígenos.

2 – O que causa o cancro, poderá ser uma mistura de factores que alteraram o nosso estilo de vida, principalmente nas últimas décadas, tais como:
a) Uma alimentação que foi totalmente transformada;
b) Passámos a realizar menos actividade física;
c) As redes sociais e de amizade foram-se degradando;
d) Reduzimos a exposição ao sol (atenção, que o autor não aconselha a estarmos a tostar ao sol, mas sim receber a preciosa vitamina D);
e) Começámos a ser expostos a químicos com uma intensidade nunca antes vista;
f) Para além disso há genética… essa sempre existiu.

3 – Podemos contrariar a genética (isto interessa-me, por motivos óbvios!), melhorando o nosso estilo de vida, o que pode determinar se esses genes se vão expressar ou não.

Se as mulheres herdarem as mutações nos genes responsáveis pelo cancro da mama, e não fizerem nada para melhorar o seu estilo de vida, têm 80% de probabilidade de sofrer desse problema (oh my God!).

No entanto (agora as boas notícias!!!), constatou-se que as mulheres que ingerem uma grande quantidade de vegetais, têm menos de 73% de probabilidade de vir a sofrer da doença.

4 – O que ingerimos e que pode provocar cancro:
a) Álcool;
b) Tabaco;
c) Açúcar;
d) Farinhas brancas (porque no corpo transformam-se de imediato em açúcar);
e) Óleos de girassol, soja e milho (pelo desequilíbrio entre os ómega 6 e 3);
f) Produtos derivados de animais criados com rações à base de soja e milho, em vez de pastagens (eu própria já tinha falado um pouco disso no meu artigo sobre ovos biológicos).

5 – Os contaminantes químicos que podem provocar cancro são:
a) Pesticidas;
b) Alguns produtos químicos, como parabenos e ftalatos, presentes em perfumes e cosméticos (já fui verificar e os meus não contêm estes químicos – costumo comprar na The Body Shop);
c) O tetracloroetileno, que é um solvente utilizado na limpeza a seco;
d) O bisfenol (BPA), que é libertado pelos plásticos duros quando expostos ao calor (aquecimento no microondas, alimentos ou líquidos quentes, etc.).

6 – O cancro é um desequilíbrio entre inúmeros factores que o promovem e inúmeros factores susceptíveis de o travar, pelo que:
a) não é necessário entrar em pânico, se bebeu de uma caneca de plástico duro aquecida no microondas, (podemos estar a compensar esse factor com uma alimentação anticancro, exercício físico, etc.);
b) no lado oposto, se pretender utilizar um só ingrediente anticancro, é provável que não observe qualquer efeito na prevenção/cura (nota minha: o segredo está em manter um estilo de vida saudável a vários níveis).

7 – O álcool é um promotor de cancro, mas um pouco de vinho tinto (quando se fala pouco, é mesmo pouco!) parece contribuir para a eliminação do cancro e para a saúde em geral (o segredo está na moderação).

8 – O equilíbrio ómega 3/ómega 6 é muito importante para manter o cancro à distância. Não há medicamentos que possam manter este equilíbrio, tal só é possível através da alimentação. Por exemplo, as margarinas têm ómega 6 em níveis excessivos. Opte antes por azeite. Outros alimentos onde reside este equilíbrio são, por exemplo: carne, ovos e lacticínios biológicos, leite e iogurtes de soja

9 – É preferível ir buscar os ómega 3 (óptimo para prevenir o cancro) à alimentação, do que aos suplementos. Podemos encontrá-los, por exemplo, em peixes como o salmão, a sardinha, o atum (em azeite, quando são de lata) e a truta e, em menor quantidade, em frutos do mar. Já em vegetais, principalmente na linhaça (bem que ouvi falar em óleo de linhaça, mas sinceramente nunca o vi no hipermercado), mas também no agrião, brócolos e espinafres.

10 – Elimine o açúcar e farinhas brancas. Substitua por farinhas integrais, arroz integral ou basmati, massa semi-integral, pão multicereais, lentilhas, feijão, chocolate preto, frutos vermelhos.

11 – Devemos optar por produtos frescos, mas também podemos consumir congelados. Se tivermos de consumir conservas, devemos optar pelas que vêm em boiões de vidro.

12 – Consuma fruta e legumes, preferencialmente biológicos. No caso de não conseguir a versão “bio” opte por descascar ou lavar (li algures que se devem adicionar algumas gotas de vinagre na água da lavagem).

13 – O chá verde é uma óptima bebida anticancro (nota minha: se quiser ter uma boa noite de sono , opte pela versão sem cafeína, que deve dizer “desteínado” - pst! não me enganei, a cafeína no chá chama-se teína, daí o termo desteínado).

14 – Não beba água da torneira em zonas de agricultura intensiva.

15 – O seu organismo necessita de vitamina D, por isso, ou apanhe mais sol, ou tome um suplemento vitamínico (nota minha: sempre sob aconselhamento médico).

16 – Evite a sedentariedade e realize mais actividade física.

17 – Quando não conseguimos lidar com o stress ou estamos submetidos a stress excessivo, as nossas defesas imunitárias diminuem. Tente gerir o stress utilizando técnicas de relaxamento e, se necessário, recorrendo a apoio psicológico.

18 - “Os doentes com cancro que têm amigos chegados e maior apoio psicológico parecem, segundo alguns estudos, resistir melhor à doença”. Por isso, procure rodear-se de familiares e de amigos verdadeiros. Eles contribuem significativamente para o nosso bem-estar e saúde (e felicidade, acrescento eu!).

Foto: Google images – Autor não identificado
Adaptado de:
http://www.publico.pt/Sociedade/david-servanschreiber-a-minha-saude-e-muito-melhor-do-que-antes-de-ter-tido-cancro-1439607?p=1

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Pensamento/Lema da semana #59




"Há quedas
que provocam ascensões maiores."
William Shakespeare









Foto: Google images - Autor não identificado

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A casa dos mil espelhos

Para meditarem este fim-de-semana, quero deixar-vos uma lenda japonesa:

««»»

Há muito tempo atrás, numa aldeia distante, existia um misterioso palacete conhecido como "a casa dos mil espelhos".

Certo dia, um cãozinho muito feliz (e cheio de curiosidade, diga-se) entrou nesse lugar. Ao chegar lá correu por todo lado, com as orelhinhas levantadas e a cauda a abanar de contentamento.


Para sua surpresa, deparou-se com outros mil cãezinhos felizes, que abanavam a cauda tão rapidamente quanto ele. Sorriu para eles e recebeu em troca mil enormes sorrisos.

Quando saiu daquela casa pensou: "Que lugar maravilhoso! Voltarei sempre aqui, muitas e muitas vezes!".

Pouco tempo depois, no mesmo palacete entrou um cão que não era tão feliz. Com olhar zangado e rosnando (andava chateado com a vida), olhou então em volta. Ficou ainda mais irritado, pois mil cães com olhar hostil olhavam-no fixamente, rosnando e mostrando-lhe os dentes.

Quando saiu dali pensou: "Que lugar horrível! Nunca mais volto aqui!".

««»»

Esta pequena lenda deve-nos fazer meditar no seguinte:

- Que tipo de reflexos queremos deixar nos outros? Devemos lembrar-nos que as emoções são contagiosas, por isso é preferível reflectir positivismo e felicidade.

Já agora uma sugestão: que tal pôr em prática este fim-de-semana?...

Foto: Google images - Autor não identificado.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Novo hábito: beber mais água

Estou satisfeita comigo mesma. Desde há 2 semanas (ok, ainda é pouco tempo, mas deixem-me comemorar) que comecei a beber mais água - era uma preguiçosa nesse sentido.

De acordo com esta fórmula e com a minha actividade diária, preciso de beber aproximadamente 1,5 L de água por dia... mas nem isso eu fazia.

Comecei a beber somente mais 2 copos por dia (um ao sair de casa e outro ao regressar do trabalho). Mas tendo em conta que de manhã bebo leite (0,25 L), acompanho as refeições com água (0,5 L) e todos os dias como uma sopinha (0,25 L). Ao todo passei a ingerir os tais 1,5 L de líquidos por dia (atenção que refrigerantes não devem ser contabilizados, pois estes chegam a desidratar).

E qual o benefício mais evidente que senti? Foi a melhoria significativa do aspecto da minha pele (a sério, gostei mesmo do resultado), aumentando também uns pontos na minha auto-estima.

E vocês, bebem água suficiente?

Foto: Google images - Autor não identificado.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Organizadores na despensa

Na semana passada, falei-vos de como era stressante para mim o excesso de objectos lá por casa.

Propus-me não só a reduzi-los, mas igualmente a passar a utilizar mais organizadores. Na verdade, estes têm-me surpreendido pela positiva. Como que por artes mágicas, onde coloquei organizadores nunca mais voltei a ver desorganização. O facto de haver um sítio certo para cada objecto e do seu espaço estar bem delimitado, contribuiu certamente para isso.

Comecei a pesquisar algumas sugestões na internet, neste caso para a despensa (tinha de começar por algum lado!) e fiquei com a cabeça a fervilhar de ideias...

Eis algumas sugestões:

1- Utilização de cestos para reunir alimentos por categorias - Já estou a imaginar um cesto para o grão, feijão, etc., outro para óleo, azeite, etc., outro para as embalagens de pudins, mousses, etc. Gosto particularmente da despensa apresentada na figura mais à direita! E aqueles cestinhos são muito práticos (duvido que encontre uns iguais), pois a parte da frente é ligeiramente mais baixa o que permite visualizar bem o conteúdo do cesto e retirar os produtos com mais facilidade.



















2 - Utilização de frascos para guardar alimentos - Para além de serem lindos, acabaria com a minha confusão de chás (tenho imensas caixas). Podem ser também utilizados com frutos secos, compotas, etc.



















3 - Utilização de organizadores de vários tipos, consoante o objecto a guardar - Nestas duas despensas observa-se de tudo um pouco: cestinhos, gavetas, frascos...








4 - Utilização de organizadores nas portas - (Isto é que é aproveitamento de espaço!). Apesar de não ter a certeza se gosto muito da ideia, é o ideal para guardar garrafinhas, frascos de especiarias, etc...

E vocês, que acham destas sugestões?



Fotos: Google images - Autores não identificados.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Ser feliz poderá prolongar a sua vida

Cada vez mais me deparo com investigações que sugerem que a felicidade poderá prolongar a nossa vida.

Um exemplo recente, foi um estudo da University College de Londres. Durante 5 anos analisaram-se 4.000 pessoas entre os 52 e os 79 anos. E a verdade é que aquelas que tinham níveis de felicidade mais elevados, tinham um risco 35% menor de virem a sofrer de morte prematura.

Para além disso, normalmente os anos de quem é feliz, são vividos de forma mais saudável. Enquanto que o bom humor e encarar a vida com positivismo fortalece o nosso sistema imunitário, o stress, ansiedade e depressão estão associados a uma maior incidência de doenças.

Não poderia deixar de concordar com as palavras do investigador Andrew Steptoe, que dirigiu este estudo "As informações confirmam a necessidade de promover o bem-estar entre pessoas da terceira idade". Se bem que na minha opinião a altura ideal para procurar ser feliz é AGORA (independentemente da idade).

Foto: Google images - Autor não identificado.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Pensamento/Lema da semana #58


"Se você quer transformar o mundo,
experimente primeiro promover o seu aperfeiçoamento pessoal
e realizar inovações no seu próprio interior
."
Dalai Lama





Foto: Google images - Autor não identificado

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Excesso de objectos - um factor de stress

Não sei se convosco acontece, mas ver objectos por todo lado, stressa-me e não contribui de todo para a minha felicidade. E não estou a falar propriamente de objectos desarrumados, mas do excesso de objectos em si.

Não sei o que me passou pela cabeça para comprar tanta coisa ao longo dos anos (fora aquelas que me deram), mas isto anda a pôr os meus nervos em franja. Sabiam que o excesso de objectos faz com que tenhamos aproximadamente mais 40% de trabalho doméstico? (Eu comprovo!).

Para garantir que mantenho a minha sanidade mental, decidi o seguinte:
- fazer uma limpeza, divisão por divisão, e eliminar o que não necessito (fazendo uma pequenita excepção aos livros - considero-os muito úteis e continuo a utilizar até os mais antigos, para não falar do trauma de viver sem eles);
- utilizar mais organizadores cá por casa (acreditam que onde passei a utilizar organizadores, nunca mais houve desarrumação nesses espaços... a sério!);
- pensar 2 vezes (ou 3, ou 4, ou as que forem preciso) antes de comprar novos objectos (e ainda poupo umas massas!);
- dedicar 10 min por dia a deixar a casa arrumada (e envolver a família na tarefa!);
- dizer (a quem isso for possível e de modo a não ofender ninguém) para não me darem prendas sem utilidade prática... QUE SÓ AUMENTAM o nível de tralha cá em casa, nunca uso e não deito fora por remorsos (prometo dizer isto com palavras mais suaves).

E pronto, já me sinto mais calma.

E vocês, bem lá no fundo, também acham que há objectos a mais nas vossas casas?

Foto: Google images - Autor não identificado

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Momento mágico: sessão de cinema em casa

Cada vez chego mais à conclusão de é preciso pouco para fazer uma criança feliz. A Letícia não é excepção.

Esta semana lembrei-me da "actividade especial em família" ser uma sessão de cinema (até porque a última experiência de cinema ao vivo, deixou muito a desejar...).

A Letícia estava encantada com os preparativos! Fizemos pipocas estaladiças, deixámos a sala à escuras, ligámos o home cinema, sentámo-nos no sofá (Minnie incluída, obviamente) e... eis que começou o filme da Branca de Neve e dos Sete Anões.

A princesa era só sorrisos, estava encantada e gostou mais da experiência em casa do que no cinema a sério (Boa! A minha carteira agradece!).

E sabem que mais? Filha feliz = a mãe mais feliz ainda.

Fica a sugestão! (Aviso: depois disto é possível que os vossos filhotes insistam em fazer sessões de cinema a toda a hora... mas isso é ultrapassável... he, he).

Foto: Google images - Autor não identificado

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Exercício: intenso ou moderado?

Já por diversas vezes falei na importância do exercício fisico, para a promoção do nosso bem-estar.

Mas, questionava-me sobre o que seria o mais benéfico: exercício intenso ou moderado (enquanto rezava para que fosse este último).

Querem saber o que descobri?

Ao realizarmos exercício físico intenso consumimos grandes quantidades de oxigénio e, em consequência produzimos radicais livres em grande quantidade. Conclusão: o organismo não consegue absorver os ditos radicais livres à velocidade necessária, o que se pode traduzir em danos para o organismo (por ex. articulações inflamadas, doenças cardíacas, umas rugazitas a mais, etc.).

E antes que fiquem a pensar que o melhor então é fazer zapping (eu até tinha alguma esperança...), o exercício físico moderado (30min de caminhada, por exemplo) é extremamente benéfico para a nossa saúde e bem-estar. Este estimula a produção de enzimas antioxidantes, defendendo o nosso organismo contra os radicais livres (promove o nosso bem-estar, previne as doenças e retarda envelhecimento - só coisas boas portanto!).

Foto: Google images - Autor não identificado

Fonte: BROWN, Sally; Para viver mais e melhor; Porto Editora; Porto, 2006.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Pensamento/Lema da semana #57

"Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direcção".
Antoine de Saint-Exupéry

Foto: Rev. Cd-rom Fácil

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Os livros mais recentes cá em casa

Os livros são uma das minhas maiores fontes de prazer. Agora que o frio (infelizmente) chegou, adoro estar debaixo de uma mantinha, com o som da chuva a cair lá fora e agarrada a um bom livro. Este mês recebi 2 encomendas de livros que tinha em atrazo, o que fez as minhas delícias

Querem conhecer os novos livros cá por casa? Vamos espreitar...

Para me organizar:

- GTD - Fazer bem as Coisas de David Allen - este é o livro «clássico» que aborda o método Getting Things Done. A ideia é ajudar-nos a implementar um sistema que melhore o nosso desempenho, no menor tempo possível e sem stress. Tendo em conta o post de ontem, estou a precisar mesmo disto!
- Clutter rehab de Laura Wittmann - um livro repleto de fotografias e com 101 dicas (estranho não serem 100 ?!) para "destralhar" a casa.
- Soluções fáceis para limpezas difíceis da Deco - o título diz tudo: o livro tem imensas sugestões desde limpar óculos, a pára-brisas, a nódoas de sangue, de tinta, de vinho, de plasticina...

Para uma vida mais saudável (e não só):

- Antes de dizer adeus de David Servan-Schreiber - fiquei muito triste quando soube da morte do David (ainda por cima no meu dia de anos), mais conhecido pela mediática obra Anti-Cancro. Neste livro comovente o autor ajuda não só aqueles que se encontram em fases terminais, como também justifica se Anti-Cancro valeu a pena. (Nota minha: Claro que valeu, mesmo que o próprio autor não tenha seguido à risca os resultados da sua investigação, deu a conhecer informações que podem salvar vidas).
- Curar de David Servan-Screiber - comprei-o só por curiosidade. É a primeira obra do autor onde dá indicações para curar o stress, a ansiedade e a depressão.
- Para viver mais e melhor de Sally Brown - muito giro este livro! A autora fala de forma leve sobre como prolongar os anos e de forma saudável (que isto de chegar a «velho», doente, não tem piada nenhuma). Pensar que a nossa biologia está preparada para vivermos cerca de 120 anos...

Para descontrair:

- O último segredo de José Rodrigues dos Santos - adoro a saga de Tomás Noronha... só não li "A Fúria Divina". Neste livro, o autor escreve (para mim de forma mais inteligente que o Dan Brown) a história de vários assassinatos relacionados com o último segredo do Novo Testamento. Mais uma vez existem uma série de mensagens por decifrar, viagens por diferentes países e relatos baseados em informações históricas genuínas. Viciante!
- Projeto Oprah de Robyn Okrant - este comprei mesmo para me divertir. Então não é que a autora resolveu viver um ano inteirinho a seguir as dicas da Oprah? Haja coragem, porque ela foi mesmo ao pormenor.

E umas revistas (ups! mas eu não tinha falado em livros?):


Pois, também sou fã de consultar a Banca de Jornais da Sapo. Quando uma revista tem algum tema interessante para a minha evolução pessoal e para o blog, acabo por comprar.
- Psychologies - ok, esta até nem foi através da sapo, vi na minha livraria habitual e fiquei fã (não se deve aguentar muito aqui no interior do país; normalmente o que eu acho interessante, deixa brevemente de aparecer nas bancas). Tem títulos apelativos como "Pare de se stressar, comece a falar", "A verdadeira razão para se sentir cansado o tempo todo", "Mude os seus sentimentos acerca do dinheiro". Fala ainda de livros, beleza, viagens... Podemos encontrar testes, entrevistas, receitas... Páginas repletas de coisas boas, sempre da perspectiva do que faz bem à alma (ok, estou mesmo entusiasmada!).
- Visão - gostei do tema da capa "O futuro está na (nossa) terra". Pareceu-me voltada para a ecologia e pelo regresso à paixão pela agricultura (ainda não li, por isso posso estar a dizer algum disparate).
- Saber viver - mais uma vez, a capa era apelativa. O título que me cativou foi "Acabe com o stress. Faça o teste, siga as estratégias que funcionam e... relaxe" (é estranho, muita gente escreveu sobre stress no úlimo mês ?!).

Já tenho com que me entreter até ao Natal... E vocês, também são «viciados» em livros?

Fotos: Mafalda S.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Das queixas da falta de tempo

Não são poucas as vezes em que ouço comentários (em tom zangado, diga-se) do género: "Nunca arranjas tempo para nos visitares!", "Quando vens cá andas sempre a correr, nem ficas mais tempo para conversar connosco!", "Então e aquele jantar que combinámos à meses? Quando arranjas tempo para sair connosco?".

Na verdade, gostava de dar resposta a todas as solicitações, mas tenho muitos afazeres em mãos. E, para ser sincera, estes comentários não ajudam nadinha, pois fazem-me sentir culpada.

No trabalho tenho imensa responsabilidade e para mal dos meus pecados uma colega vai estar de baixa prolongada, o que se traduz em mais trabalho para os meus lados. À parte disto, este ano estou a coordenar as actividades em grupo das instituições de todo o concelho, estou a organizar um seminário e tenho ido a diversas formações. Claro que também lido com as tarefas domésticas e, dedico tempo diariamente para a minha família (disso não abdico, obviamente). Por acréscimo vem a minha pesquisa sobre o tema «felicidade», a implementação do que pesquiso na prática e a escrita neste blog (que é, a bem dizer, uma das actividades que mais felicidade me traz).

Tenho consciência que realizo demasiadas tarefas, mas a verdade é que as tenho de priorizar e tirando a família nuclear, nem sempre tenho tempo para a restante família e amigos. Estou a tentar dar atenção a todos, e por incrível que pareça, tenho actividades combinadas para todos os fins-de-semana até ao 2.º, de Dezembro. Mas isto também cansa!

Sinto muito menos stress comparativamente ao ano anterior, o que me deixa bastante optimista!E só há um motivo para tal: estou a melhorar aos poucos a minha gestão de tempo. Sei que chego lá... mas esta organização/revolução que estou a implementar na minha vida leva o seu tempo (cá estou eu a bater na mesma tecla), por isso só gostava que algumas pessoas entendessem que me estou a esforçar.

A família mais próxima não se queixa... é bom sinal! É uma questão de prioridades, por isso no tempo livre que tenho, escolho estar com eles.

Foto: Mafalda S. - "Tempo" (Budapeste, Hungria)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Saboreando... Massãs assadas com groselha e canela


Este é um sabor que me conforta a alma em dias frios. O desfazer das maçãs na boca, o paladar exótico da canela e a geleia doce em que a groselha se transforma, fazem o meu deleite em dias Outonais. E vocês, querem experimentar?

Ingredientes:
6 maçãs
6 paus de canela
1 dl de água
Açúcar q.b.
Xarope de groselha q.b.
Receita:
Lave as maçãs e, com um utensílio próprio, retire-lhes o caroço. Faça quatro golpes na casca, à volta de cada maçã. Disponha a fruta num tabuleiro próprio para ir ao forno.
Coloque um pau de canela em cada uma das maçãs, no sítio do caroço. Verta o xarope de groselha por cima de cada maçã e polvilhe com um pouco de açúcar.Espalhe um pouco de xarope de groselha e a água no fundo do tabuleiro.
Leve ao forno a 200.º C, durante cerca de 25 minutos. Findo esse tempo, quando verificar que estão assadas, retire as maçãs do forno.
Ao servir, diponha por cima de cada maçã, uma colher com o molho (ou geleia para ser mais correcta) que se formou no fundo do tabuleiro.
Simples e delicioso... para um momento feliz!
Foto: Mafalda S.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Importância das tradições com significado

As tradições com significado podem contribuir para a felicidade familiar, principalmente para as crianças. São uma excelente ocasião para criar um sentimento de identidade e de pertença à família, bem como para promover um ambiente carinhoso e protector. O feriado de hoje, pode ser uma excelente ocasião para o efeito.

Na minha terra, no dia 1 de Novembro (dia de Todos-os-Santos) as crianças vão pedir os “bolinhos” de porta em porta (noutras regiões chama-se o “pão por Deus”). Tradicionalmente existem uma série de rituais associados a esta ocasião: é o preparar das broas, a compra de doces e outros miminhos para as crianças, a escolha de uma roupa bonita e de um cestinho ou bolsa para encher de «bolinhos».

É também uma altura para homenagear os antepassados. Compramos flores e um vela e dirigimo-nos em conjunto ao cemitério. Não pensem que é um acontecimento mórbido ou uma esquisitice da nossa aldeia. Enquanto lá estamos, evocamos as boas memórias que tínhamos desses entes queridos. E sim, também levo a Letícia.

Após a conclusão dos preparativos, no dia de Todos-os-Santos, a Letícia veste uma roupa bonita e dirigimo-nos com ela à aldeia (sim, porque na cidade a tradição já não é o que era). Andamos com ela de porta em porta entoando o verso “Bolinhos, bolinhos! À porta dos Santinhos!”. Aí, ela e outras crianças recebem broas, rebuçados, chocolates, romãs, nozes, línguas-de-gato ou beijinhos (bolinhos pequeninos típicos desta altura). No fim, costumamos almoçar todos em família, enquanto a Letícia anda meio doida com tanto doce (não fiquem a pensar que sou mazinha, mas os doces costumam ser em tal quantidade que tenho de esconder uma boa parte… em nome da saúde dos dentes dela, claro está).

De acordo com o Dr. Phil McGraw, a importância destas actividades para a família reside no facto das mesmas servirem “(…) de âncoras psicológicas e comportamentais para os seus valores e para as suas crenças, (…) oferecem à sua família uma sensação de estabilidade e de identidade, (…) reforçam o património familiar, (…) dão sentido à sua família e (…) continuam a criar ritmo na sua vida familiar”.

Por oposição, existem estudos que referem que crianças cujas famílias não valorizam rituais ou tradições (esta ou outras, que o que dei foi só um exemplo), estão mais susceptíveis a desenvolverem problemas comportamentais. Há também uma maior predominância de conflitos e falta de estabilidade no Lar.

E vocês, também valorizam as tradições em família?

Foto: Google images - Autor não identificado

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Pensamento/Lema da semana #56

"Sofremos muito com o pouco que nos falta
e gozamos pouco o muito que temos
."
William Shakespeare

Foto: Rev. CD-Rom Fácil

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Como incutir regras nas crianças?

Creio que já me conhecem e estão a par da minha tentativa de melhorar enquanto mãe. Não o digo por dizer, pois todos os dias me esforço por melhorar: leio livros sobre o assunto, alterei o meu horário de trabalho, programo semanalmente uma actividade especial em família e tento aproveitar cada minutinho que passo com eles. Infelizmente (para mal dos meus pecados) os pais não nascem a saber tudo, e apesar de eu não ambicionar a perfeição, quero aprender e ser a melhor mãe que conseguir.

Com esse intuito, há dias estive numa palestra com o Prof. Doutor José Morgado do Instituto Superior de Psicologia Aplicada e autor do blog Atenta Inquietude (não deixem de visitar, a temática central é a educação e todo o conteúdo é muito interessante!). Só vos posso dizer que ficava a ouvir o Dr. Morgado por mais um bom par de horas: educativo, cativante e com imenso sentido de humor.

Eis algumas dicas que daí retirei e que convosco partilho, para incutir regras nos nossos filhos:

- “Os miúdos precisam de «nãos» como de ar para respirar”. Se se diz «não» este é para manter (nota minha: caso contrário, esperem só pelo resultado!).

- Quando se cede após ter dito «não», a criança irá sempre desafiar até conseguir aquilo que quer (nota minha: já ouviram falar nas famosas birras?). Contudo, se não cedermos, ao fim de algum tempo a criança apercebe-se que não resulta e acaba por desistir.

- O manter do «não» é útil para a criança aprender a lidar com a frustração.

- Os pais que querem que as crianças respeitem os professores, não os podem criticar à sua frente (nota minha: parece óbvio, mas acontece).

- O estabelecimento de rotinas é fundamental para a criança, uma vez que tem um cariz organizador (nota minha: ok, ao fim-de-semana podem deixar o filhote deitar-se mais tarde, mas não se lembrem de fazer isso dia sim, dia não).

- Como dizia Almada Negreiros “Educar é ajudar alguém a tomar conta de si próprio”. Por isso, quando se colocam questões como quando sair à noite, a resposta está na maturidade e não propriamente na idade (nota minha: Jesus! Conheço um tipo de quarenta anos que ainda não devia sair!).

- “Quando não há comunicação, não há educação”. (nota minha: acrescento aqui uma frase de Jay McGraw – “Se não conversar com os seus miúdos sobre as coisas menores, eles não conversarão consigo sobre as coisas maiores”).

- Os jovens têm de ter confiança nos pais, não podem duvidar que estes estão lá para eles nos bons e maus momentos.

- Para que os filhos não consumam substâncias menos próprias, é importante que os pais expliquem e mostrem os riscos (nota minha: é preferível que os miúdos recebam a informação dos pais, do que de outras fontes que podem até desvalorizar as consequências e incitar o consumo).

- Quando pensamos que os filhos andam com más companhias, não devemos hostilizar o grupo. Desse modo, estaremos a aproximá-los ainda mais.

- Devemos antes ter uma atitude pró-activa e criar oportunidades para os filhos se aproximarem de grupos mais positivos. Como? Por exemplo incentivando os miúdos a inscreverem-se num clube de futebol, nos escuteiros, num grupo de música, etc.

- Os pais deveriam ter mais literacia em termos de novas tecnologias. Se os filhos têm consciência de que os pais percebem do assunto, têm mais receio relativamente ao que fazem no computador.

- Os computadores devem ser proibidos no quarto, devem antes estar numa zona social. Deste modo evita-se que as crianças ao invés de dormir estejam em frente ao computador e previnem-se igualmente riscos desnecessários (nota minha: e infelizmente, hoje em dia os riscos são muitos, por isso nós, pais, temos obrigação de os prevenir!).

Um excelente fim-de-semana!

Foto: Joy Coffman
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