terça-feira, 28 de setembro de 2010

A malfadada crise

Ontem estava a sair do trabalho, quando me encontrei com uma utente da Instituição onde trabalho. Tal como muitos outros idosos, carregava um saco com cerca de 90 € de medicamentos. Parte deles irão deixar de ser comparticipados a partir de 1 de Outubro. O seu rosto era de desespero, pois as despesas de saúde são elevadíssimas comparativamente à sua miserável pensão (isto mesmo tendo já o acréscimo do apregoado Complemento Solidário para Idosos).

Estas sim são situações que me deixam desiludida com o nosso país, este mundo real com que me deparo diariamente.

Para este país melhorar, todos temos de colaborar - sou uma acérrima defensora desta ideia. No entanto, não posso de todo concordar com o facto de serem sempre as mesmas pessoas, a sofrerem as consequências da crise económica. Ninguém merece ter por sina a infelicidade. É um fardo demasiado pesado.

Para sermos efectivamente um país mais feliz, é preciso ter coragem política para tomar medidas que melhorem o funcionamento do nosso sistema. É necessário fazer com que todo um povo volte a ter esperança, acredite nas suas capacidades e sobretudo, creia em que vale a pena lutar por um futuro melhor. O meu apelo aos senhores políticos, é o seguinte:

- acabem de uma vez por todas com a desigualdade na distribuição de riqueza - 25 milhões de euros de pensões distribuídos por 5.581 pessoas, quando a média das pensões nacionais é de 300 € mensais, chega a ser uma ofensa. E para quem trabalha, é inadmissível a desigualdade entre a evolução de carreira entre o sector público e o privado (uma pessoa que esteja a desempenhar as minhas tarefas, mas com 25 anos de carreira, tem um vencimento de 1.300,00 € ilíquidos no sector privado, enquanto que a nível estatal teria quase 3.000 €). Isto para não entrar em detalhes acerca dos já tão falados salários milionários... a desigualdade é mais que muita;

- deixem-se de despesas que não são prioritárias - insistir com a questão do TGV, aquisição de carros topo de gama (para cúmulo mais caros do que os preços praticados no mercado), etc., etc., não é justificável nesta fase;

- tomem medidas anticorrupção - nem vou entrar em pormenores, basta abrir o jornal e pensar em quantas pessoas acusadas deste género de crime e até condenadas, continuam à solta (vivam os recursos!...);

- criem legislação que torne a justiça eficaz - a ineficácia actual confere um sentimento de impunidade aos criminosos e a desmotivação da polícia ("que sente que anda a trabalhar para nada, pois os criminosos acabam por não cumprir as condenações", segundo palavras dos próprios agentes quando fui assaltada);

- não desajudem aqueles que contribuem para a riqueza do país, ou seja, as empresas - impostos altíssimos, ineficácia da justiça quando existem dívidas para com as empresas, combustíveis a preços elevadíssimos e portagens quando não existem vias alternativas, é sim um desincentivo;

- promovam o equilíbrio entre a vida familiar e laboral, bem como uma educação de qualidade - as licenças de maternidade actuais são curtas (comparem com os países nórdicos), aos professores necessita ser reposta autoridade (sem cair em extremos, claro), há falta de disciplinas que eduquem para criar adultos vencedores (mais educação para a saúde, para o positivismo, financeira, para a defesa do ambiente, etc., etc.).

Acredito que é possível melhorar a situação do país, mas a acção tem de partir também de cima. Podemos e devemos seguir as boas práticas dos países mais felizes do mundo, pois têm algo para nos ensinar. Quanto a mim, vou tentar acalmar aquela idosa e fazer a minha parte para melhorar a situação actual. O contributo deve ser de todos.

P.S. Não fiquem já a pensar que tenho alguma afiliação política, porque não tenho. Mas tinha que desabafar.

Foto: Google images - Autor não identificado

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Pensamento da semana #2


"O que você deixa para trás
não é o que é gravado em monumentos de pedra,
mas o que é tecido nas vidas de outros."
(Péricles)












Foto: Danielle Lacerda

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Como cumprir resoluções que o façam feliz

Existem algumas resoluções que sabemos à partida, que se as cumpríssemos, nos tornariam mais felizes. Por exemplo começar uma dieta para ficar mais magro (devo ser a única que às vezes faz dieta, mas para ficar mais gorda), tornar-se mais organizado (é uma chatice viver no meio da confusão), fazer uma alimentação mais saudável (esta é uma das resoluções que preciso de tomar), deixar de fumar, etc.

Eu, tal como muitas pessoas, era perita em começar a cumprir as minhas resoluções e abandoná-las pouco tempo depois. O meu entusiasmo inicial era substituído por uma apatia inexplicável, que me levava a desistir dos ansiados objectivos. E porquê? Talvez nem fosse culpa minha, mas a estratégia que estava a utilizar estava totalmente errada.

Hoje sou bem mais cumpridora. Por exemplo, uma das minhas resoluções foi dispensar 30 minutos do meu tempo diário para pesquisar sobre o tema da felicidade. Assumindo a atitude certa, tenho conseguido cumprir esta resolução desde há uns bons meses. E o melhor, é que realmente me está a fazer mais feliz.

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Vou partilhar convosco dicas para cumprirem resoluções que vos façam felizes, aquelas que comprovadamente dão certo:

- Identifique as resoluções que quer passar a cumprir e anote-as por escrito;

- Das resoluções identificadas, seleccione, no máximo duas – de acordo com Tal Ben-Shahar, não se devem iniciar mais de duas resoluções de uma vez. Para ter sucesso, necessita de tornar estes comportamentos em hábitos, antes de tentar cumprir novas resoluções;

- Redija um plano, onde inclua as tarefas necessárias para concretizar a sua resolução e respectivas datas para a sua realização;

- Quando o que pretende é alcançar um grande objectivo, divida-o em pequenas metas e atribua uma recompensa a si mesmo a cada sucesso alcançado (uma viagem, uma compra, um ponto anotado no seu caderno, etc.) – segundo Richard Wiseman, o alcançar de metas mais pequenas será uma motivação para lutar por um objectivo maior – é mais fácil perder 500g num mês, do que pensar em perder 6 Kg num ano;

- Seja específico na descrição das metas menores – se o seu grande objectivo é praticar uma alimentação mais saudável, especifique na meta mais pequena, que irá passar a comer pelo menos três peças de fruta por dia;

- Deve ritualizar o comportamento escolhido para cumprimento da sua resolução, realizando-o todos os dias – estudos indicam que o mais difícil é cumprir a sua resolução nos primeiros 21 dias, mas se conseguir passar esta barreira (com muita autodisciplina, diga-se), conseguirá encarar a sua resolução como um hábito da vida diária (tal como pentear o cabelo: todos nos penteamos – ou quase todos - mas já nem paramos para pensar que temos de o fazer, é quase um gesto automático da nossa rotina diária).

- Mantenha um caderno onde registe os sucessos alcançados, focando-se nos benefícios que isso lhe trouxe – anotar os progressos diários pode ser um incentivo ao cumprimento da sua resolução;

- Peça apoio às pessoas que lhe são próximas para o ajudar a cumprir a sua resolução – comentários de gozo por parte dos «amigos», quando um homem quer deixar de beber, poderão desmotivá-lo;

- Compartilhe os seus sucessos e/ou possíveis recaídas, com quem esteja a lutar pela concretização das mesmas resoluções – através de fóruns da Internet, grupos de ajuda, etc.

- Se tiver uma recaída, ou não conseguir alcançar um objectivo na data prevista, não desista, reajuste o seu plano e delineie outros prazos ou tarefas para alcançar os seus objectivos.

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Resta-me desejar boa sorte no cumprimento das vossas resoluções. Eu pude comprovar de que isso é possível.

Foto: Google images - autor não identificado

Fontes: BEN-SHAHAR, Tal-Ben; Aprenda a Ser Feliz; Lua de Papel, 1.ª Edição; Maio de 2008.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Agarra que é ladrão!

O meu pai tem um vizinho economista que nas horas vagas se ocupa a criar umas galinhas. Deixa-as soltas num quintal e há noitinha vai tratar delas.

A Letícia, que é uma observadora atenta, quando passa junto do tal quintal pede sempre ao avô para espreitar as galinhas. Ela espreita, fica encantada com a balbúrdia de cacarejos e depois segue caminho.

Há uns dias atrás, a um Domingo, íamos as duas a passear junto do tal quintal, quando ela fica atónita ao ver um homem no meio da galinhagem. Indignada, fez uma cara de zangada, aponta para o senhor e grita alto e a bom som "Mamã! Olha o malandro do homem a roubar as galinhas". Bem... fiquei tão embaraçada... tentei explicar-lhe que o senhor era o dono dos animais, que estava a tratar delas, etc. etc.

Apesar de mil e uma explicações da minha parte, não ficou muito convencida. Pôs as mãos à cintura, e com um olhar ameaçador, entoou um "Hum!" de dúvida, como que a dizer "Eu calo-me porque a mamã pediu, mas olha que estou de olho em ti!".

E pronto, lá conheci mais uma faceta da minha filha. Apesar do engano, ao menos é honesta... os ladrões que se cuidem!

Foto: Nina Miller

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Sou mais feliz sendo eu mesma

Quando pesquiso sobre a felicidade, tento colocar o que aprendo em prática. Verdade seja dita: nem sempre sou boa nisso. Mas já noto que a minha vida começa a mudar para melhor. Não faço um drama a cada problema que surge e tento encontrar um lado positivo em tudo (só sou superada pelo cansaço, aí não há positivismo que me valha).

Esta semana, numa tentativa de seguir as dicas para aumentar a auto-estima, pensei em melhorar a minha aparência. É que eu sou muito imprevisível, tanto se me dá para andar de top e jeans, como me lembro de me aperaltar toda (a segunda hipótese deixa-me mais feliz, mas por vezes não tenho paciência para isso). Então, pela primeira vez (verdadinha, foi mesmo a primeira), fui comprar de uma só tirada as revistas Vogue e Elle. A ideia era ficar por dentro das actualidades do mundo da moda.

Apesar de ficar a saber que as tendências vão ser as lãs e as imitações de pele de leopardo, isso não me deixou mais feliz. Uma coisa é ter ideias sobre melhorar a minha aparência, outra é ler uma revista inteirinha só sobre esse assunto. As revistas em questão que me perdoem, são muito giras e tal (estou a ser sincera), mas não são para mim.

Conclusão: sou mais feliz sendo eu mesma. Eu aprecio revistas que têm, necessariamente, vários temas: saúde, moda (também), dinheiro, histórias de vida, dicas de desenvolvimento pessoal, etc., etc. Essa sim sou eu, não há volta a dar-lhe. Qualquer dia começo a comprar a The Oprah Magazine, essa sim era capaz de prender a minha atenção.

Foto: Google images - autor não identificado

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Pensamento da semana #1


"Temos de nos tornar na mudança que queremos ver".
Mahatma Gandhi












Foto: Google images - autor não identificado

domingo, 19 de setembro de 2010

Estoiradinha de todo

Existem aproximadamente 650 músculos no corpo humano, e neste momento... acho que não há um, por mais minúsculo que seja, que não me doa.

Hoje pensava que de tanto cansaço, era necessário vir alguém com um trombone acordar-me (o despertador não resultou), mas felizmente tinha a minha filha por perto, sempre disposta a cumprir essa função... he, he. Assim, lá acordei, e arrastei-me para lavar a cara à casa-de-banho. Sim, arrastei-me, porque o meu corpo parecia pesar umas 2 toneladas.

Pst! Nada de confusões, não estejam já com ideias de que andei nos copos, eu nem gosto de beber. Mas ontem realizámos lá no trabalho uma festa para 230 pessoas, que deu um trabalhão a organizar.

Apesar do cansaço, estou francamente satisfeita, pois correu tudo lindamente. A comida estava uma delícia (parabéns à equipa da cozinha), os voluntários e funcionários serviram muito bem, os arranjos de mesas ficaram muito originais, a quermesse estava concorrida, o grupo de música era muito bom... etc., etc. Fiz uma ronda por todas as mesas e todos se mostraram satisfeitos com a festa. Fiquei especialmente feliz, pelo facto dos idosos estarem todos animados com a festa (eu trabalho numa instituição de apoio a idosos), só isso já me deu a sensação de dever cumprido.

A piada é que eu tive de substituir o jornalista que à última da hora não pode estar presente, e fartei-me de tirar fotos (a Instituição publica sempre uma notícia desta festa, no jornal local). Nisto uma senhora veio ter comigo a perguntar-me: "Olhe, como é que é com as fotos? Quando é que podemos encomendar?". He, he... já fui promovida a fotógrafa... até que não desgosto nada da profissão (sim, porque sou doidinha por fotografia).

No fim ainda recebi um vaso com duas orquídeas muito bonitas. Não estava à espera, mas estes gestos fazem-nos sempre bem ao ego, ou pegando no meu post anterior, à auto-estima.

Hoje estou estoiradinha de todo, mas estou satisfeita por tudo ter corrido tão bem. E agora vou curtir a minha filhotinha linda e o maridinho. Graças ao cansaço da festa (estou a ver que, por um lado, até me dá jeito), os avós da Letícia convidaram-nos para irmos almoçar fora (tudo para eu - tão coitadinha - não ter que fazer almoço... que a bem dizer, nem sei como conseguiria).

Desejo-vos por fim, um óptimo Domingo. Aproveitem para realizar actividades que vos façam felizes.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Como aumentar a sua auto-estima





"Sereis bem sucedidos...
Mesmo que os demais não creiam em vós ...
Contanto que tenhais confiança em vós próprios."
O. S. Marden



Confesso-vos que me sentiria péssima se deixasse passar uma semana inteira, sem deixar aqui algo relevante sobre o tema que pesquiso: a felicidade.

Nestas duas últimas semanas, tenho-me debruçado sobre a questão da auto-estima (caramba… nem imaginam o tempo que demorei para terminar este texto). Mas voltando a este tópico, creio não haver dúvidas acerca da importância de nos sentirmos competentes, seguros, atraentes; enfim, suficientemente bons para lidarmos com os desafios da vida. Ter confiança em nós próprios é meio caminho andado para sermos felizes.

No entanto, penso que todos nós, pelo menos algumas vezes na vida, já nos sentimos com a auto-estima em baixo (eu pelo menos já senti). As boas notícias, é que isso pode ser trabalhado, e se não soubermos como, há que aprender. Em primeiro lugar, temos de assumir que iremos passar a controlar a nossa vida (sem deitar as culpas a ninguém ou sem estar à espera que as coisas mudem por si mesmas) e, depois disso, temos de pôr em prática atitudes concretas que comprovadamente podem aumentar a nossa auto-estima. Por outras palavras, na maior parte das situações, esta mudança depende exclusivamente de nós.

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Assim, deixo-vos 20 dicas para aumentar a auto-estima:

1 – Melhore a sua aparência – por vezes basta um corte de cabelo diferente, fazer a barba, colocar uns acessórios, utilizar maquilhagem, ou utilizar vestuário adequado ao seu corpo, para subir vários pontos na sua auto-estima. Sente-se gordo? Há imenso vestuário que ajuda a disfarçar. Está a ficar careca? Que tal rapar totalmente o cabelo, agora até está na moda.

A questão aqui não é mudar de corpo, mas valorizar aquilo que tem. E se não consegue sozinho, já existem profissionais que o ajudam a melhorar a sua imagem. Não tem dinheiro? Não arranje desculpas: pesquise na Internet, vá à biblioteca. Sentado no sofá a criticar-se, é que não mudará um milímetrozinho da sua situação.

Ah! E nada de recusar convites por se sentir feio ou pouco atraente, ficar em casa só irá fazê-lo sentir pior. Aprenda a aceitar elogios, pois se analisar bem, estes têm sempre um fundo de verdade (se não achassem algo interessante em si, nem sequer elogiariam, ficariam caladinhos, ok?).

2 – Coma melhor – não pode querer ter melhor aspecto se só come porcarias. Neste caso não sugiro que seja autodidacta, se tem uns quilinhos a mais tem mesmo de consultar um nutricionista. Lembre-se que uma dieta óptima para o seu vizinho pode não ser a mais adequada para si.

3 – Faça exercício físico – Manter alguma actividade física, induz-nos a sensação de estarmos a cuidar de nós mesmos, e esse, pode ser um factor impulsionador da nossa auto-estima. Faça algo que lhe dê prazer e, se não lhe vier nada à cabeça, basta uma caminhada diária de 30 minutos. (Ok, confesso que neste aspecto eu própria tenho de melhorar… bastante!!!).

4 – Melhore a sua auto-imagem – Todos nós temos uma imagem mental de nós próprios e esta determina o nosso nível de auto-estima. Uma sugestão que deixo é durante uma semana prestar atenção aos seus pensamentos. Registe por escrito os pensamentos negativos que tem sobre si (por ex.: tenho dificuldade em falar em público, sinto-me gordo, etc.). No fim-de-semana, pesquise formas de solucionar cada problema que encontrou (por ex.: pesquisar técnicas para falar em público, marcar consulta num nutricionista, etc.).

Registe igualmente os pensamentos positivos sobre si mesmo (por ex.: sou bastante criativo, educo os meus filhos muito bem, etc.). No fim-de-semana delineie um plano para que estes seus talentos sejam notados também pelos outros (por ex.: crie as suas próprias prendas de Natal, escreva um blog sobre a forma como educa os seus filhos, etc.). E se não lhe apetecer fazer nada disto, escreva uma lista com os seus talentos e deixe-a num local, onde a possa ver diariamente.

Garanto que ao prestar mais atenção aos seus pensamentos, já estará a assumir um maior controlo sobre a sua vida.

5 – Pense positivo – Após reconhecer os seus pensamentos, deve tentar substituir os negativos, por positivos. Por exemplo quando estiver a pensar “Bolas aquele senhor foi grosseiro comigo. Buzinou-me enquanto conduzia, provavelmente porque ia demasiado devagar”, que tal substituir por “Se calhar o tal senhor teve um mau dia e estava ansioso por chegar a casa. Até faço bem em conduzir devagar, assim não coloco a segurança de ninguém em risco".

6 – Deixe de ser tão crítico – Para além de não se criticar constantemente, também deve evitar criticar os outros. E se alguém puxar conversa para dizer mal de alguém, resista à tentação de lhe seguir o exemplo. Tente levar a conversa para o lado positivo.

Tenha em atenção este aspecto, especialmente na educação dos seus filhos. A auto-estima começa a formar-se na infância e críticas constantes podem destruir a confiança de uma criança. Claro que não deve aprovar acções erradas, mas deve também valorizar aquilo que a criança faz de bom.

Ah! E não se esqueça de ter uma conversinha calma, mas muito objectiva, com as pessoas que o estão constantemente a criticar (mesmo que indirectamente). Deve referir as atitudes concretas que o perturbam e dizer como gostaria que agissem para consigo. (Verdadinha… por vezes temos a auto-estima em baixo, graças a comentários infelizes dos que nos são próximos). Não confie cegamente na opinião dos outros a seu respeito; nem sempre o que os outros dizem está correcto.

7 – Alcance os seus sonhos – Em primeiro lugar faça uma lista dos sonhos que gostaria de alcançar (por ex.: ser formador, comprar um automóvel, etc. – ok, sonhar com o euro-milhões não vale).

Seguidamente delineie um plano com um objectivo geral (o alcance do seu sonho) e divida-o em objectivos menores que sejam viáveis e que possam ser alcançados num período de tempo a definir (por ex.: todos os meses terei de retirar xxx euros do meu ordenado, para no final do ano ter xxx dinheiro para o carro dos meus sonhos). Em cada objectivo superado, a sua confiança no sucesso aumenta, e é mais fácil agir de modo a concretizar grandes objectivos.

8 – Tenha em mente os sonhos já alcançados – Todos nós temos sonhos que já concretizámos, o problema é que depois de atingidos deixamos de lhes dar valor. Para acreditar que tem capacidade para alcançar os seus sonhos, registe os sucessos que já teve na vida (sim, o facto de ter tirado o curso que tanto queria, de ter aprendido a tocar guitarra, etc.).

9 – Aumente os seus conhecimentos – Sejam quais forem os motivos da sua baixa auto-estima, quanto mais conhecimentos adquirir sobre o problema, mais fácil será superá-lo. Ficar de braços cruzados, não vai de todo aumentar a sua auto-estima.

É mais fácil ter confiança de que se vai sair bem numa entrevista de emprego, se se preparar arduamente para a mesma. Estudar e praticar pode não só fazê-lo sentir-se mais competente, como o torna mais competente. Experimente praticar algo diariamente e constatará que ao fim de algum tempo se sente muito mais à vontade nessa área.

10 – Aprenda com os erros – Todos nós erramos e não é por termos uma elevada auto-estima que deixamos de o fazer. Contudo, deve meditar no seu erro e aprender com ele. Como? Pensando numa melhor forma de agir, caso se defronte com um problema semelhante.

Ah! E deixe de se culpar quando tiver algum comportamento que não deseja. Tem de se perdoar a si mesmo. Pelo menos aprenderá com a experiência para não repeti-la mais tarde.

11 – Concentre-se na solução – Sabe aquelas alturas em que nos estamos sempre a queixar, quando um problema não sai da nossa cabeça e pensamos que somos o maior coitadinho à face da Terra? Pense bem: em primeiro lugar, isso não lhe vai resolver o problema, e, em segundo, só o fará sentir pior. Está comprovado que se se concentrar nas soluções, aumentará a sua auto-confiança e terá muito mais probabilidades de resolver o que o está a afectar.

12 – Seja simpático – Ser simpático, sorrir mais vezes, ser carinhoso, ser generoso, fará com que os outros o apreciem. Isto poderá elevar a sua auto-estima, quer pelo sentimento de que é uma boa pessoa, quer pela apreciação positiva da parte dos que o rodeiam.

13 – Viva de acordo com os seus valores – Enumere os valores nos quais assenta a sua vida (por ex.: a minha maior prioridade é a família, gosto de ser uma pessoa honesta, etc.). Depois passe à prática, pois não basta pensar nos seus valores, é necessário agir em sintonia com estes. Na altura de fazer escolhas, faça-as sempre de acordo com os seus valores (por ex.: não vou ocupar o meu tempo com mil e uma actividades e ficar sem tempo para a família, não vou comprar um CD contrafeito porque sou uma pessoa honesta, etc.), ao invés de agir de acordo com a vontade dos outros.

Quando for necessário, aprenda a dizer «não» e lembre-se que quem sofre as consequências das suas escolhas, por norma, é você.

14 – Tenha uma boa postura – Mantenha-se direito, oriente o corpo na direcção da pessoa para quem está a falar, olhe nos olhos, sorria (nunca é demais salientar este aspecto). As pessoas com esta postura demonstram maior autoridade e confiança. São inclusive consideradas mais atraentes.

15 – Fale devagar e ouça os outros – Se quer demonstrar alguma autoridade e auto-confiança, não é boa ideia falar como se estivesse a correr a maratona. Tenha calma e faça-se ouvir. A sua confiança aumentará se sentir que os outros lhe prestam atenção.

E já agora, não fale só de si. As pessoas gostam de ser escutadas. Se a cada encontro quiser descrever todos os pormenores da sua vida, não haverá quem o ature. As pessoas afastar-se-ão. Já se sentirem que as ouve, provavelmente, sentirão que é agradável conversar consigo.


16 – Cumpra pequenas resoluções – Ao invés de pensar somente em alcançar grandes objectivos, cumpra pequenas resoluções, que sabe ser capaz de cumprir (por ex.: usar todos os dias fio dentário, deitar 10 minutos mais cedo, passar a utilizar papel reciclado, etc.). Alcançar pequenos objectivos poderá fazê-lo sentir-se muito melhor.

17 – Acabe com a tralha – Acabar com a confusão na sua casa ou no seu escritório, pode fazer maravilhas pela sua auto-estima. Não acredita? Viver no meio do caos pode fazer com que se sinta ansioso e com dificuldades de concentração. Viver num ambiente agradável, sem um amontoado de objectos desnecessários, pode conferir-lhe uma sensação de paz e de controlo sobre a sua vida.

Já agora, quando fizer uma visitinha ao seu roupeiro, livre-se das roupas que já não lhe servem e preserve unicamente as que lhe assentam bem. Estar constantemente a esbarrar com uns jeans 36, quando agora veste o 44, só irá contribuir para baixar a sua auto-estima.

18 – Mime-se – Não viva só para os outros, reserve tempo para actividades que imprimam prazer à sua vida. Todos os dias, reserve pelo menos 30 minutos para fazer algo que o deixe feliz: passear, ler, ouvir música… O que importa é que sinta que merece ser mimado, que é especial.

19 – Inspire-se em pessoas bem-sucedidas – Procure inspirar-se lendo frases positivas, citações e biografias de pessoas bem sucedidas. Algumas destas pessoas tiveram momentos bem dolorosos na vida (é utópico pensar que há vidas sem problemas), no entanto, conseguiram superá-los e hoje são bem mais felizes. Aprenda com eles.

20 – Sinta-se grato pelo que tem – Sentir-se grato pelas coisas boas que tem na vida e pelos sucessos alcançados, poderá contribuir para a melhoria da sua auto-imagem e para a tomada de consciência das coisas boas que o rodeiam. Poderá inclusive escrever um diário de gratidão (lá estou eu a insistir na escrita), onde aponte as coisas boas que lhe vão acontecendo na vida e pelas quais se sente grato.
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E pronto, terminaram as minhas dicas. Espero que vos ajudem e, sobretudo que vos façam mais felizes.

No entanto, se nada disto resultar, não hesitem em consultar um profissional. O importante é que a vossa vida mude para melhor!

Foto: Google images - Autor não identificado

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Sob o olhar de uma criança

Já repararam como uma criança olha em redor e, com a sua inesgotável curiosidade, tudo a fascina? A minha filha olha para o arco-íris e diz: "mãe, que bonito!". Repara nos patinhos a nadar num lago e refere "Oh! Que fofinhos!". Vê uma folha caída, pisa-a e exclama perante aquele som de «crach, crach»: "Que engraçado!"... Há inúmeras situações semelhantes e em todas ela encontra beleza.

A mensagem que hoje vos gostava de deixar é justamente essa. Longe da correria do dia-a-dia, tentem olhar para o encanto das coisas que já têm ao vosso redor. Tentem olhar sob um olhar de criança. Garanto que se irão surpreender.

No passado fim-de-semana recebi em casa a prima do meu marido (de quem já vos tinha falado num post anterior). Ela não conhecia o país, pois vive em França, e aproveitámos para lhe mostrar um pouco das coisas boas que temos. E eu, inspirada pela minha filha, comecei a olhar para tudo com outros olhos.

Saímos de manhã, a passear pela cidade. Tudo parecia transbordar de vida, imensas pessoas nas explanadas, outras a ver lojas, outras de câmara fotográfica na mão (ok, eu era uma dessas)... O centro histórico estava lindíssimo, todas as casas recuperadas, com cores alegres e com os típicos vasos de flores à varanda. Como melhorámos... há uns anos a cidade parecia bem menor e os prédios algo degradados, hoje é um prazer dizer que vivo aqui.

Sentámo-nos numa pastelaria cujas paredes estavam decoradas com lindíssimos quadros, retratando a vida de outrora na cidade. Estes são uma obra de um pintor italiano que escolheu este cantinho para viver. E pergunto-me: como é que alguém que não nasceu aqui, consegue ter uma percepção tão bela da cidade e quem aqui sempre viveu, na correria dos dias, deixa de prestar atenção à sua beleza?

E os cheiros? Já pensaram como certos cheiros nos transportam para os momentos felizes da nossa infância? O cheiro dos bolos acabados de fazer (a minha mente ainda está na pastelaria), o cheiro das flores nos jardins ou até o dos livros novinhos em folha de uma das livrarias locais (não me gozem, mas adoro este cheirinho - em criança até preferia livros a brinquedos).

Dedicámo-nos também a uma espécie de roteiro gastronómico. Fiz uma sopa de peixe (que a prima repetiu quatro vezes, pelo que deduzo que gostou) e uma receita com o nome "Bacalhau muito Bom" (qualquer dia coloco-a aqui). Passeámos pelos restaurante mais típicos, com um encantador ambiente rústico. Provámos de tudo um pouco: petingas com migas, bacalhau na caçarola, iscas (isto não consigo apreciar, nem por sombras), camarão, moelas, enguias, sapateira, tigeladas, queijadas, pudim de ovos, molotof... Acreditem que não sei como não «rebentámos».

De seguida fomos ao encontro da história no castelo imponente, rodeado de um jardim encantador. Terminámos no parque de São Lourenço (foto acima), onde a Letícia pode divertir-se a construir «iglus» com legos (sim, ela refere-se mesmo aos iglus dos esquimós). Separados por um vidro, sentámo-nos numa explanada a ouvir música calma, sob uma agradável aragem de Verão. Foi tão bom olhar para a minha filha e reconhecer o amor enorme que sinto por ela, que mal o consigo explicar. Foi igualmente maravilhoso o tempo que passámos com esta nossa prima, extremamente simpática e inteligente (muito inteligente diga-se, pois veio dar uma palestra na Faculdade de Ciências de Lisboa, no âmbito da European Week of Astronomy and Space Science). Pude constatar como as boas relações sociais contribuem para a nossa felicidade.

Assim, é este o desafio que vos lanço. Não é necessário terem um fim-de-semana tão movimentado como o que eu tive, mas parem um pouco e olhem em redor. Registem o que de bom há nas vossas vidas. Sintam-se gratos por isso, pois a valorização da vossa vida presente poderá contribuir para a vossa felicidade.

Resta-me desejar: sejam felizes!

P.S. Esta semana não devo de ter muito tempo para vir aqui, pois vou ter de preparar uma festa comunitária, a realizar no próximo Sábado no meu local de trabalho. De qualquer modo, vou tentar...

Foto: Mafalda S. - Parque na minha cidade

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O prazer dos sabores

Esta semana tem sido algo complicada em termos de gestão de tempo. Tenho trabalhado mais e em casa tenho igualmente mil afazeres à minha espera. Com muita pena minha, acabei por não escrever mais posts no blog e deixei a minha pesquisa um pouco parada.

No entanto, hoje estou bem animada. Pelos correios chegou a minha nova aquisição, o livro "Estratégias para a Vida" do psicólogo Dr. Phillip McGraw. Estou ansiosa por lê-lo.

Bom, mas não podia deixar de vos falar de felicidade. De acordo com Tal Ben-Shahar vivermos experiências positivas contribui para a felicidade, ou seja, devemos arranjar um tempinho na nossa agenda para tarefas que nos dão prazer e significado. Para mim, a comida é um desses prazeres. Adoro experimentar coisas novas: desde a nossa comida mais tradicional ao gourmet, da comida turca à japonesa, dos doces conventuais aos mais sofisticados... Adoro saborear tudo (com peso e medida, estejam descansados!). O mesmo autor refere que para sermos felizes, não implica que tenhamos de realizar a mesma actividade incessantemente (já se imaginaram a comer lasanha todos os dias, ao fim de um tempo... estariam pelos cabelos!), ou seja devemos sim identificar as actividades certas e depois a quantidade certa para as concretizar.

Esta semana dediquei-me à culinária e experimentei alguns pratos de comida tradicional portuguesa. Eu, que até nem sou fã de pato, fiz um Arroz de Pato maravilhoso (modéstia à parte). Apesar deste não ser um blog de culinária, não podia deixar de partilhar a receita convosco, pois espero que contribua para uma das vossas experiências positivas. Aqui vai...

PATO COM LARANJA

Ingredientes:
- 1 pato com 1,2 Kg (também podem utilizar frango… têm é de mudar o nome à receita, claro está);
- 1 chouriço;
- 100 g de bacon;
- 2 cebolas;
- 2 dentes de alho;
- 1 dl de azeite;
- 2 dl de vinho branco;
- 1 folha de louro;
- 300g de arroz;
- Queijo ralado q.b.;
- Salsa picada q.b.;
- Sal q.b.;
- 2 laranjas (para guarnecimento).

Receita:
Corte o pato em pedaços, adicione água e sal e deixe ferver na panela de pressão durante 20 minutos.
Pique entretanto a cebola, juntamente com o alho, adicione o azeite e refogue tudo em lume brando. Adicione metade do chouriço cortado em rodelas e metade do bacon cortado em tiras.
Assim que o pato estiver cozido passe o caldo da cozedura por um coador e reserve. Lasque a carne do pato, eliminando os ossos e a pele.
Seguidamente, adicione a carne do pato ao refogado e tempere com o sal e o louro. Envolva tudo e adicione o vinho branco. Deixe reduzir o líquido existente, enquanto vai mexendo.
Junte entretanto o arroz ao refogado, bem como o caldo da cozedura. Deixe cozinhar cerca de 12 minutos, em lume brando. Enquanto isso, ligue o forno a 200.º C, de modo a que este vá aquecendo.
Rectifique os temperos e transfira tudo para um recipiente tipo pirex. Por cima, decore com o restante chouriço e bacon. Polvilhe com queijo ralado e leve ao forno a tostar.
Após cerca de 10 minutos, retire do forno e polvilhe com salsa. Guarneça com as laranjas às rodelas, decorando a seu gosto. (Tenha em atenção para servir de imediato, para que as laranjas não cozam com a elevada temperatura do pirex).

Por último, é comer e chorar por mais!... Espero que apreciem.

Foto: Mafalda S. - Receita

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Tarde perfeita!

Há uns dias que não dou notícias, pois tive um fim-de-semana completamente preenchido. Resultado: a minha pesquisa ficou completamente em stand-by.

O meu pai anda com umas remodelações lá em casa e ontem tivemos de ir buscar uma prima do meu marido ao aeroporto… entre vários afazeres, pouco tempo nos sobrou, mas acabámos por dar um passeio pela capital.

Nunca tinha estado com a prima do meu marido, mas confesso que simpatizei bastante com ela. Veio a Portugal dar uma palestra numa faculdade de Lisboa, e como nunca tinha estado na cidade (vive em Paris), acabámos por aproveitar por lhe fazer uma pequena «visita guiada». Fomos comer qualquer coisa ao Centro Comercial Colombo e depois fomos-lhe mostrar o Rossio, a remodelada Praça do Comércio (foto acima, que, para ser franca, já tirei há uns anos) e acabámos numa explanada encantadora. Ao longe o Tejo, os coloridos eléctricos a passar, o cheirinho a café com pastéis de nata e uma brisa quente de Verão… tarde perfeita!

Aproveitei também para desenferrujar o meu inglês, pois a prima conhece poucas palavras portuguesas e eu pouco me recordo do francês. Agora que penso, aí está algo que me intriga: porque será que tendo eu tirado notas tão altas a francês, me esqueci de praticamente tudo e sendo uma aluna mediana a inglês, desenrasco-me muito melhor nesta língua. Enfim… mistérios incompreensíveis.

Foto: Mafalda S. - Praça do Comércio, Lisboa

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Afinal... os opostos nem sempre atraem

Por mais que as pessoas vos digam que estão à procura de um companheiro com personalidade diferente da sua... não acreditem. Vários estudos indicam que procuramos características de personalidade semelhantes nos nossos parceiros. E se de início tem muita piada ir todas as noites a um bar da moda, garanto que se é uma pessoa caseira, obviamente que se vai fartar disso.

Casais muito diferentes têm uma maior probabilidade de ter mais conflitos. As semelhanças na personalidade constituem o factor mais importante para um casamento feliz, do que a concordância em assuntos como religião, atitudes e valores.

Também os filhos de casais constituídos por parceiros semelhantes, têm maior probabilidade de ter uma personalidade parecida com a dos pais.

Agora que reparo, eu e o meu marido temos realmente personalidades parecidas: o sentido de família, o gosto pela aventura, o prazer da constante aprendizagem... ok, não me parece que vá passar a ser fã de house music, nem ter paixão por carros... também não me parece que ele vá passar a adorar livros e fotografia... mas na forma como reagimos no dia-a-dia somos realmente semelhantes. Haverá sempre diferenças (porque os homens e as mulheres em geral, encaram os acontecimentos de modo distinto), mas ter personalidade semelhante aumenta o nosso companheirismo, o apoio mútuo e, sobretudo, o principal... o amor.

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